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3º Fórum de Vitivinicultura da Campanha Gaúcha discutirá sustentabilidade e enoturismo

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Sustentabilidade e enoturismo em debate no 3º Fórum de Vitivinicultura da Campanha Gaúcha

Nos dias 21 e 22 de maio, o Campus Dom Pedrito da Universidade Federal do Pampa (Unipampa) sediará a terceira edição do Fórum de Vitivinicultura da Campanha Gaúcha, com o objetivo de discutir temas cruciais para o futuro do setor vitivinícola da região. A sustentabilidade na produção de vinhos e as perspectivas de enoturismo na Campanha Gaúcha estarão entre os principais assuntos abordados no evento.

A programação do fórum busca promover a integração de importantes agentes do setor vitivinícola brasileiro, por meio de palestras, encontros e assembleias. Além disso, será uma oportunidade para apresentar o potencial enogastronômico da região, unindo a culinária local aos vinhos elaborados pelos estudantes do Curso de Enologia da Unipampa.

O evento também visa destacar a necessidade de conclusão da obra do Prédio Acadêmico da Enologia, uma infraestrutura que ocupará 2,1 mil metros quadrados e contará com oito laboratórios, uma vinícola experimental e salas de aula. Segundo a diretora do Campus Dom Pedrito, Nadia dos Santos Bucco, “o Prédio Acadêmico da Enologia será um complexo único no Brasil, dedicado ao curso de Enologia e outros cursos relacionados”.

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O fórum está destinado a um público diversificado, incluindo produtores de uva e vinho, vinícolas, investidores e empresários do setor vitivinícola, além de estudantes, professores e pesquisadores de áreas afins. A expectativa é que cerca de 250 pessoas participem do evento.

Sustentabilidade e práticas inovadoras no setor

Marcos Gabbardo, doutor e professor do curso de Enologia, destaca que o fórum de 2023 será uma oportunidade para discutir a sustentabilidade na vitivinicultura, tema de grande interesse para os consumidores. “As vinícolas da região estão cada vez mais comprometidas em adotar práticas que garantam a qualidade do produto e a preservação dos recursos naturais”, afirma Gabbardo.

Programação do Fórum

A primeira jornada de atividades começa às 14h do dia 21 de maio, com a palestra de Charles Pontalti (VCR) sobre “Variedades resistentes e a perspectiva de sustentabilidade na vitivinicultura”. Às 16h, o enólogo Ricardo Morari discutirá “Novos produtos vinícolas e sustentabilidade”. À noite, a partir das 19h, haverá uma degustação técnica de produtos enológicos com foco em sustentabilidade.

O dia 22 de maio começará com a abertura oficial às 9h, seguida pela palestra de Diego Fabris, CEO da Wine Locals, que abordará as oportunidades de enoturismo na região da Campanha Gaúcha, com destaque para WineLocals e Viva RS. Em seguida, será apresentado um case de sucesso sobre vitivinicultura de boas práticas e turismo.

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Ao meio-dia, será servido um almoço harmonizado com culinária típica do Pampa gaúcho e vinhos da Unipampa, além de uma Feira de Produtos Locais organizada pelo Sebrae/RS. Às 16h, o Professor Doutor Leonardo Cury, do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia (IFRS), discutirá “Sustentabilidade na produção vitícola”. O evento será encerrado às 17h com uma visita ao vinhedo experimental da Unipampa.

Parcerias e organização

O Fórum de Vitivinicultura é promovido pela Unipampa, em parceria com a prefeitura de Dom Pedrito, o Sebrae/RS, a Associação Vinhos da Campanha Gaúcha e o Conselho de Planejamento e Gestão da Aplicação de Recursos Financeiros para Desenvolvimento da Vitivinicultura do Estado do Rio Grande do Sul (Consevitis).

Essa edição do fórum promete ser uma plataforma importante para o fortalecimento do setor vitivinícola da região, abordando as questões contemporâneas de sustentabilidade e o desenvolvimento do enoturismo, além de abrir portas para novas oportunidades de negócios e colaborações entre produtores e investidores.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Pesquisa identifica novos genótipos de pastagens e abre caminho para maior produtividade na pecuária brasileira

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Avanço científico amplia potencial produtivo das pastagens

Um estudo desenvolvido ao longo de quase 15 anos identificou genótipos promissores para o desenvolvimento de novas cultivares de pastagens tropicais, trazendo perspectivas relevantes para o aumento da produtividade da pecuária brasileira.

A pesquisa, conduzida pela engenheira agrônoma Estela Gonçalves Danelon, demonstra que o ganho em variabilidade genética pode resultar em maior produção de forragem, aumento na oferta de carne e melhor desempenho econômico das propriedades rurais.

Mutagênese se mostra eficiente no melhoramento genético

De acordo com a pesquisadora, a técnica de multigênese — com destaque para a mutagênese induzida — se mostrou eficaz para superar limitações reprodutivas comuns em forrageiras tropicais.

“Os genótipos identificados apresentam elevado potencial para o desenvolvimento de novas cultivares, contribuindo para a sustentabilidade e competitividade da pecuária nacional baseada em pastagens”, afirma.

O orientador do estudo, Dr. Nelson Barbosa Machado Neto, ressalta que os resultados obtidos ao longo dos anos validam a estratégia utilizada.

“Conseguimos não apenas desenvolver novos materiais, inclusive em espécies ainda pouco exploradas, como também avançar na indução de sexualidade nas plantas, o que facilita significativamente os programas de melhoramento genético”, explica.

Novas cultivares podem revolucionar o manejo no campo

Um dos principais avanços do estudo foi a identificação de materiais com reprodução sexual — característica rara em forrageiras tropicais.

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Essa condição permite cruzamentos controlados e o desenvolvimento de novas cultivares com características superiores.

“Isso amplia a variabilidade genética disponível, algo que antes era um grande limitador. Para o produtor, significa maior produtividade de forragem, mais carne por hectare e melhor rentabilidade”, destaca o pesquisador.

Forrageiras tropicais são base da pecuária nacional

O estudo reforça que a pecuária brasileira é majoritariamente baseada em sistemas a pasto, nos quais as forrageiras tropicais desempenham papel central na nutrição animal.

Espécies do gênero Urochloa — como braquiárias amplamente utilizadas — se destacam pela adaptação a solos ácidos, baixa fertilidade e condições de estresse hídrico.

No entanto, o melhoramento dessas gramíneas enfrenta desafios importantes, como:

  • Apomixia (reprodução assexuada predominante)
  • Poliploidia
  • Baixa recombinação genética

Esses fatores limitam a evolução genética e dificultam a obtenção de novas variedades mais produtivas.

Metodologia combina mutação induzida e análise molecular

Para superar essas barreiras, a pesquisa utilizou indução de mutações por agente químico (metilmetanosulfonato), associada à caracterização morfológica, fisiológica e molecular dos materiais.

Foram avaliados mutantes derivados de cultivares como Tully, Llanero e Conda, incluindo espécies como Urochloa humidicola e Urochloa brizantha.

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Os resultados mostraram ampla variabilidade genética, com diferenças relevantes em características agronômicas como:

  • Hábito de crescimento
  • Morfologia foliar
  • Capacidade de perfilhamento
  • Tolerância ao pisoteio
  • Resistência ao déficit hídrico

Materiais promissores apresentam alta adaptabilidade e produtividade

Entre os destaques:

  • Mutantes da cultivar Tully apresentaram grande plasticidade, com diferentes padrões de crescimento
  • Linhagens derivadas de Llanero mostraram alta capacidade de rebrota e resistência ao pisoteio
  • Genótipos de Conda indicaram elevado potencial produtivo e tolerância à seca

A análise molecular também identificou polimorfismos significativos, evidenciando variações genéticas importantes entre os materiais avaliados.

Inovação fortalece sustentabilidade da pecuária

Os resultados confirmam que a mutagênese é uma ferramenta eficiente para ampliar a base genética de forrageiras tropicais, historicamente limitada.

A pesquisa reforça o papel da ciência no avanço da pecuária brasileira, especialmente em um cenário que exige maior eficiência produtiva e sustentabilidade.

Com novas cultivares mais adaptadas e produtivas, o setor tende a ganhar competitividade, reduzindo custos e aumentando a produção de proteína animal em sistemas a pasto.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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