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Festival da Pamonha atrai 24 mil visitantes em quatro dias de festa

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A 6ª edição do Festival da Pamonha da Comunidade Rio dos Peixes, localizada às margens da rodovia MT-251, comercializou 34 toneladas de milho, utilizadas em uma ampla variedade de pratos à base do produto, durante quatro dias de festividade.

Foram vendidas cerca de 300 porções de chica doida, 150 porções de caldo de kenga e aproximadamente 100 unidades de cuscuz. Também foram comercializados 700 kg de massa de pastel, sendo que cada quilo rende de cinco a sete pastéis.

O secretário de Turismo e Desenvolvimento Econômico (SMTur), Fernando Medeiros, destacou o sucesso do evento, o empenho dos parceiros e o apoio da população, que compareceu em peso ao festival, movimentando a economia e promovendo o turismo na comunidade. Nesta edição, cerca de seis mil pessoas por dia visitaram o local.

“A população compareceu, comeu muita pamonha — foram toneladas e toneladas de milho vendidos — gerando um impacto direto na renda das famílias. Foram quatro dias de festividade que deram super certo! Quero agradecer a todas as pessoas que estiveram diretamente envolvidas: os comerciantes, a Comissão Organizadora e todas as secretarias que nos ajudaram a realizar este evento. Obrigado ao prefeito Abilio pela confiança e à população que participou”, destacou o secretário.

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O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini, destacou que, mesmo com as dificuldades financeiras, o município garantiu a infraestrutura e o suporte logístico para a realização do evento. Ele ressaltou que o Festival da Pamonha representa a valorização das tradições, por promover cultura e gastronomia. Para o próximo ano, o chefe do Poder Executivo afirmou que irá buscar apoio de deputados para ampliar o evento e viabilizar um espaço permanente.

“Para o ano que vem, planejamos um evento com muito mais estrutura, mais atividades e mais atrações musicais, que também chamam a atenção do público. Vamos trabalhar para buscar emendas parlamentares, a fim de viabilizar um local permanente, onde, além do festival, possamos realizar outras atividades culturais ao longo do ano”, afirmou.

Katia Maraiki Schroeder, membro da Comissão Organizadora do Festival da Pamonha, destacou o impacto positivo do evento na economia local, ressaltando a oferta de produtos a preços acessíveis em 56 pontos de venda. Ela enfatizou que a iniciativa contribuiu significativamente para valorizar a região e impulsionar o turismo gastronômico na comunidade do Rio dos Peixes.“Agradecemos imensamente à população cuiabana por nos ajudar a alcançar nossos objetivos e superar as expectativas. O Festival da Pamonha foi um sucesso absoluto. Parabenizamos a gestão do prefeito Abilio Brunini e todas as secretarias envolvidas”, afirmou Katia.

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#PraCegoVer

A imagem mostra espigas de milho, ingrediente principal de diversos pratos típicos apresentados no Festival da Pamonha, realizado pela Comunidade Rio dos Peixes.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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Milho ganha força com demanda aquecida e exportações, mas clima segue no radar para a safra 2026/27

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O mercado brasileiro de milho vive um momento de sustentação dos preços, impulsionado pela demanda doméstica aquecida, pelo ritmo das exportações e pelas incertezas climáticas que cercam a próxima safra. A avaliação faz parte do relatório Agro Mensal, divulgado pela Consultoria Agro do Itaú BBA, que destaca um ambiente de maior atenção dos agentes do mercado diante dos desafios para o ciclo 2026/27.

Mesmo com o avanço da colheita da segunda safra, considerada uma das mais importantes para o abastecimento nacional, os preços seguem encontrando suporte na forte demanda dos setores de proteína animal, etanol de milho e exportação.

Segundo os analistas, a dinâmica do mercado indica que a disponibilidade do cereal deve aumentar nos próximos meses, mas fatores climáticos e logísticos continuarão influenciando a formação dos preços.

Demanda doméstica continua sendo principal sustentação

A indústria de carnes, especialmente os segmentos de aves e suínos, mantém elevado consumo de milho para ração. Além disso, o crescimento da produção de etanol de milho segue ampliando a participação do cereal na matriz energética brasileira.

Esse cenário contribui para absorver parte importante da oferta gerada pela safrinha, reduzindo a pressão de baixa sobre os preços mesmo em um período de maior entrada do produto no mercado.

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As exportações também permanecem como um componente relevante para o equilíbrio entre oferta e demanda, favorecidas pela competitividade do milho brasileiro no mercado internacional.

El Niño aumenta preocupação com a próxima temporada

Embora o cenário atual seja relativamente confortável para o abastecimento, o mercado já começa a monitorar os impactos do fenômeno El Niño sobre a safra 2026/27.

De acordo com o Itaú BBA, a confirmação do fenômeno climático eleva os riscos para o calendário agrícola brasileiro, especialmente em regiões do Centro-Oeste, Norte e Nordeste.

A preocupação está relacionada principalmente à possibilidade de irregularidade das chuvas e ao encurtamento da janela ideal de plantio da próxima safra, fatores que podem comprometer o potencial produtivo do cereal.

Além dos desafios climáticos, os produtores também enfrentam um ambiente de custos ainda elevados, exigindo maior planejamento e gestão de risco para a próxima temporada.

Oferta da safrinha deve ampliar disponibilidade do cereal

Com o avanço da colheita da segunda safra, a tendência é de aumento gradual da oferta física de milho no mercado interno durante os próximos meses.

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Apesar desse movimento, a expectativa é de que a demanda consistente limite quedas mais acentuadas nas cotações, especialmente em regiões com forte presença da indústria de proteína animal e das usinas de etanol de milho.

Outro fator que segue no radar é o comportamento do dólar, que influencia diretamente a competitividade das exportações brasileiras e a formação dos preços domésticos.

Mercado deve seguir atento ao clima e ao cenário global

Além das condições climáticas no Brasil, os agentes acompanham o desenvolvimento das lavouras nos Estados Unidos, principal produtor mundial do cereal. Alterações no potencial produtivo norte-americano podem gerar reflexos diretos nos preços internacionais e, consequentemente, no mercado brasileiro.

Para o Itaú BBA, o milho entra no segundo semestre com fundamentos relativamente positivos, mas em um ambiente que exige atenção redobrada ao clima, à evolução da demanda e ao comportamento das exportações.

Diante desse cenário, a gestão comercial e o monitoramento dos riscos climáticos serão determinantes para produtores e investidores do setor ao longo dos próximos meses.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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