AGRONEGÓCIO
Indústria química nacional sofre impacto com avanço das importações predatórias
Publicado em
6 de fevereiro de 2025por
Da Redação
A Associação Brasileira da Indústria Química (Abiquim) alertou para a grave crise enfrentada pelo setor químico nacional devido ao avanço das importações predatórias, especialmente provenientes dos Estados Unidos e da Ásia. Em 2024, o Brasil importou US$ 63,9 bilhões em produtos químicos, o segundo maior volume da série histórica, ficando atrás apenas dos US$ 80,3 bilhões registrados em 2022.
O volume importado cresceu 11,5% em relação a 2023, totalizando 65,3 milhões de toneladas, sendo que 41,1 milhões de toneladas foram de intermediários de fertilizantes. Esses insumos poderiam ser fabricados internamente caso o Brasil contasse com uma oferta mais competitiva de gás natural. A dependência externa desses produtos contribuiu para o aumento da capacidade ociosa da indústria nacional, afetando diretamente sua competitividade.
O crescimento das importações prejudicou a produção local, com impactos significativos sobre segmentos como resinas e elastômeros (-32,4%), produtos orgânicos (-14,3%), inorgânicos (-9,1%) e outros químicos industriais (-9,3%). Além disso, os produtos estrangeiros chegaram ao mercado brasileiro com preços 6,3% inferiores aos do ano anterior, acirrando a concorrência e resultando no fechamento de fábricas estratégicas. A Ásia foi a principal fornecedora dos produtos importados, representando 31% do total, gerando um déficit comercial de US$ 18 bilhões.
Apesar do cenário desafiador, as exportações brasileiras de produtos químicos cresceram 4,3% em 2024, alcançando US$ 15,2 bilhões. O déficit comercial do setor ficou em US$ 48,7 bilhões, uma redução em relação ao recorde de US$ 63 bilhões registrado em 2022, impulsionada pelos preços mais baixos dos produtos importados. O Brasil obteve saldo comercial positivo apenas com os países do Mercosul e da Aladi, enquanto registrou déficits expressivos nas relações comerciais com a União Europeia, Nafta e Ásia.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
MP das dívidas rurais entra na reta final sem garantir renegociação aos produtores
Published
1 hora agoon
24 de agosto de 2026By
Da Redação
A Medida Provisória 1.376/2026, criada para permitir a renegociação de mais de R$ 100 bilhões em dívidas rurais, entra nesta semana em uma fase decisiva no Congresso sem que produtores tenham acesso amplo e uniforme às novas linhas de crédito. A partir de sábado (29.08), o texto passa a tramitar em regime de urgência e começa a bloquear a votação de outras matérias na Câmara dos Deputados.
O primeiro período de vigência da MP termina em 12 de setembro. O prazo pode ser prorrogado por mais 60 dias caso a votação não seja concluída, mas o calendário expõe a distância entre a urgência financeira das propriedades e o ritmo de execução da medida. A comissão mista encarregada de analisar o texto foi instalada em 12 de agosto e ainda precisa aprovar um parecer antes que a proposta siga para os plenários da Câmara e do Senado.
Enquanto o Congresso discute alterações, os produtores enfrentam dificuldades para transformar a autorização legal em contratos. A regulamentação do Conselho Monetário Nacional (CMN) foi publicada em 23 de julho, mas a portaria que permitiu ao Tesouro Nacional equalizar as taxas de juros saiu apenas em 13 de agosto, quase um mês depois da edição da MP.
A Portaria 2.423 autorizou limites próximos de R$ 25,8 bilhões para operações com juros subsidiados. Os recursos foram distribuídos entre dez bancos e sistemas cooperativos, incluindo Banco do Brasil, Banrisul, Banco da Amazônia, Banco de Brasília, Banpará, Sicoob, Sicredi, Cresol, Credicoamo e Banco DLL.
A publicação retirou um dos principais entraves regulatórios, mas não tornou a contratação automática. Cada instituição ainda precisa organizar seus procedimentos internos, verificar o enquadramento das dívidas e analisar a capacidade de pagamento, o risco e as garantias apresentadas pelo produtor. Até agora, não foi divulgado um balanço nacional consolidado que mostre quanto dos R$ 25,8 bilhões já se converteu efetivamente em contratos.
A diferença entre o volume autorizado e o tamanho do problema também aumenta a pressão. Levantamento elaborado a partir de informações do Banco Central aponta que o crédito rural acumulava R$ 197,2 bilhões em saldos considerados problemáticos em junho, equivalentes a aproximadamente 22,5% da carteira ativa.
Desse total, R$ 38,1 bilhões estavam inadimplentes, R$ 20,9 bilhões correspondiam a operações em atraso, R$ 31,6 bilhões haviam sido prorrogados e R$ 106,4 bilhões estavam em financiamentos já renegociados. Os números indicam que o valor disponível nas linhas subsidiadas poderá atender apenas a uma parcela da demanda.
O próprio Banco do Brasil, principal financiador do campo, identificou uma carteira potencial de até R$ 100 bilhões que poderia ser enquadrada na medida. O montante envolve aproximadamente 113 mil clientes, entre produtores inadimplentes e tomadores com contratos anteriormente prorrogados ou renegociados.
A MP atende produtores rurais e cooperativas de produção agropecuária que comprovem perdas em pelo menos duas safras entre 2019 e 2025. Também é necessário demonstrar redução mínima de 30% da renda bruta esperada, causada por eventos climáticos extremos ou pela queda dos preços dos produtos financiados.
A comprovação depende de laudo elaborado por profissional legalmente habilitado. Esse requisito é um dos pontos questionados por representantes do setor, principalmente em regiões nas quais as perdas foram generalizadas e já reconhecidas por levantamentos oficiais, decretos de emergência e registros das próprias instituições financeiras.
Pelas regras gerais, agricultores familiares enquadrados no Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) podem contratar até R$ 400 mil, com juros de 6% ao ano. Para os médios produtores do Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural (Pronamp), o limite é de R$ 2 milhões, com taxa de 9%. Os demais produtores podem acessar até R$ 4 milhões, com juros de 12% ao ano.
Nessa modalidade, o prazo de pagamento chega a oito anos, com a primeira amortização do principal dois anos depois da contratação. Os juros, contudo, precisam ser pagos durante o período de carência.
Há condições melhores para produtores que comprovem perdas mais severas. Quem registrar prejuízos em pelo menos três safras, provocados por eventos climáticos extremos, e redução mínima de 40% da renda poderá obter prazo de até dez anos. Os limites chegam a R$ 500 mil no Pronaf, R$ 2,5 milhões no Pronamp e R$ 8 milhões para os demais produtores, com taxas de 5%, 8% e 11% ao ano, respectivamente.
Mesmo preenchendo os requisitos, o produtor não tem aprovação garantida. O risco das operações continua sob responsabilidade das instituições financeiras, que podem exigir novas garantias ou negar o crédito após a análise. Essa condição ajuda a explicar por que a existência de recursos autorizados não significa que todo produtor endividado conseguirá aderir.
O prazo para contratação termina em 12 de novembro. Como parte desse período já foi consumida pela regulamentação, produtores e entidades do setor alertam para o risco de concentração dos pedidos nas últimas semanas, demora na análise dos documentos e esgotamento dos limites disponíveis em determinadas instituições.
No Congresso, a quantidade de propostas de mudança revela a insatisfação com o alcance do texto original. A MP recebeu 144 emendas. Entre as alterações sugeridas estão a inclusão de mais operações de investimento, capital de giro e Cédulas de Produto Rural (CPRs), a ampliação das datas de enquadramento, a redução das exigências para comprovação das perdas e a extensão dos prazos de pagamento.
Também há pressão para que a medida contemple produtores que renegociaram contratos anteriormente, mas voltaram a perder safras, além daqueles cujas dívidas foram transferidas, cedidas ou substituídas por outros instrumentos financeiros. O desafio será ampliar o público sem elevar o custo fiscal a um nível que impeça um acordo para a aprovação.
Para o produtor, a orientação é procurar imediatamente a instituição credora e formalizar o interesse na renegociação. Contratos, extratos das operações, comprovantes de perdas, registros de produtividade, documentos fiscais e laudos técnicos devem ser reunidos antes da abertura do pedido. O protocolo da solicitação também é importante para demonstrar que a procura ocorreu dentro do prazo.
A entrada da MP em regime de urgência aumenta a pressão política, mas não resolve os obstáculos encontrados nas agências bancárias. O resultado da medida será definido menos pelo volume anunciado e mais pela quantidade de produtores que conseguirem superar as exigências, aprovar o crédito e assinar os contratos até novembro.
Fonte: Pensar Agro
Dia D de vacinação mobiliza famílias e garante 2,8 mil doses aplicadas em Várzea Grande
Fabiana Justus conhece doador de medula que salvou sua vida: ‘Irmãos de sangue’
Prefeitura de Colíder e Câmara de Vereadores entregam cadeiras de rodas e de banho à Casa do Peregrino
Prefeitura intensifica manutenção de campos, parques e miniestádios em Cuiabá
Professores orientadores das Cooperativas Escolares de Lucas participam do TEDx Cuiabá 2026
CUIABÁ
MATO GROSSO
MPMT reúne rede de proteção em fórum contra violência à mulher
O Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), em parceria com o Poder Judiciário, a Defensoria Pública, a Polícia Civil e...
MP investiga suspeita de irregularidade no tratamento da água
A 6ª Promotoria de Justiça Cível de Tutela Coletiva do Consumidor da Capital notificou a concessionária responsável pelo abastecimento de...
MPMT debate violência política de gênero e alerta sobre punições
Ouça: Fonte: Ministério Público MT – MT Leia Também: Commodities Garantem Superávit de US$ 5 Bilhões na Balança Comercial de...
POLÍCIA
PF prende passageira com drogas no Aeroporto de Cascavel/PR
Cascavel/PR. A Polícia Federal realizou, nesse domingo (23/8), a prisão em flagrante de uma passageira no Aeroporto Regional de Cascavel/PR....
FICCO/AM prende duas pessoas em flagrante e apreende 666 kg de entorpecentes no Rio Negro
Manaus/AM. A Força Integrada de Combate ao Crime Organizado do Amazonas (FICCO/AM), em ação conjunta com o Batalhão de Operações Policiais...
PF prende casal com medicamentos de importação proibida no aeroporto de Foz do Iguaçu/PR
Foz do Iguaçu/PR. A Polícia Federal prendeu, na madrugada deste sábado (22/8), um casal que transportava 1.753 ampolas e 14...
FAMOSOS
Fabiana Justus conhece doador de medula que salvou sua vida: ‘Irmãos de sangue’
Fabiana Justus viveu um momento emocionante ao conhecer pessoalmente Nathan, o doador de medula óssea responsável por salvar sua vida....
Andressa Suita posa deslumbrante durante show do marido Gusttavo Lima: ‘Sujeito ‘
Andressa Suita roubou a cena ao marcar presença em mais um show do marido, Gusttavo Lima. Deslumbrante, a influenciadora compartilhou...
Gil Coelho anuncia nascimento da filha e revela coincidência especial: ‘Dia da mãe’
Gil Coelho anunciou o nascimento da filha, Serena, no último sábado (22). O ator compartilhou uma foto ao lado da...
ESPORTES
Coritiba vence o Corinthians por 2 a 1 e impõe segunda derrota seguida ao Timão
O Corinthians perdeu por 2 a 1 para o Coritiba na noite deste domingo (23), no Estádio Couto Pereira, em...
Santos, com um jogador a mais, empata com o Mirassol e segue ameaçado pelo Z4
O Santos ficou no empate por 1 a 1 com o Mirassol na noite deste domingo (23), na Vila Belmiro,...
São Paulo perde para a Chapecoense e chega a dez jogos sem vencer no Brasileirão
O São Paulo foi derrotado pela Chapecoense por 1 a 0 na noite deste domingo (23), na Arena Condá, pela...
MAIS LIDAS DA SEMANA
-
Política MT7 dias agoALMT abre inscrições para webinário sobre avanços e desafios da Lei Maria da Penha
-
Política MT6 dias agoCartilha da ALMT orienta agentes públicos sobre condutas vedadas nas Eleições 2026
-
Política MT5 dias agoAssembleia Legislativa aprova 11 projetos com medidas nas áreas de saúde, educação e cidadania
-
Política MT5 dias agoCPI da Saúde faz 261 perguntas, mas empresários optam pelo silêncio



