AGRONEGÓCIO

Tecnoshow COMIGO 2025 supera expectativas e movimenta mais de R$ 10 bilhões

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A 22ª edição da Tecnoshow COMIGO, realizada entre os dias 7 e 11 de abril de 2025, no Centro Tecnológico COMIGO (CTC), em Rio Verde (GO), superou as expectativas ao movimentar mais de R$ 10 bilhões em negócios, reunindo 695 expositores e mais de 140 mil visitantes. O evento consolidou-se como um dos maiores e mais importantes do agronegócio brasileiro, atingindo resultados históricos em volume de negócios e presença de público.

Em coletiva de imprensa realizada na tarde de sexta-feira, o presidente do Conselho de Administração da Cooperativa COMIGO, Antonio Chavaglia, expressou satisfação com os resultados alcançados. “A cada ano, nossa feira cresce mais, e é uma grande alegria para a equipe da COMIGO celebrar o encerramento dos 50 anos com tanto sucesso”, afirmou.

A edição de 2025 também teve um compromisso com a sustentabilidade, com o objetivo de se tornar carbono neutro. Durante o evento, foram recicladas mais de 53 mil toneladas de materiais. Além disso, a feira contou com uma agenda repleta de conhecimento, com 65 palestras realizadas em três auditórios, que atraíram cerca de 7.100 participantes.

Cláudio Teoro, diretor de Insumos da COMIGO e coordenador-geral da Tecnoshow COMIGO, destacou o impacto positivo do evento. “Batemos recordes tanto no volume de negócios, que ultrapassaram os R$ 10 bilhões, quanto na presença de público, com um alto índice de satisfação entre os expositores. Na quarta-feira, tivemos 35.500 visitantes, um recorde para o dia”, afirmou Teoro.

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Impacto Econômico para Rio Verde

Além dos resultados da feira, o evento gerou um impacto significativo no comércio local de Rio Verde. O prefeito Wellington Carrijo informou que a cidade registrou um incremento de R$ 90 milhões no comércio, o que representa uma alta de 8,7% em comparação à edição anterior. Durante os cinco dias de evento, a rede hoteleira local esteve completamente ocupada, e o aeroporto da cidade registrou 285 pousos e decolagens, incluindo aviões e helicópteros.

“A prefeitura tem a obrigação de manter esse clima favorável deixado pela feira”, destacou Carrijo.

Preparativos para 2026

A 23ª edição da Tecnoshow COMIGO já tem data marcada: será realizada entre os dias 6 e 10 de abril de 2026, também em Rio Verde. Dourivan Cruvinel, presidente-executivo da COMIGO, antecipou que os preparativos para o próximo evento já começaram, com foco em melhorias na infraestrutura local. “Iniciaremos os preparativos para a 23ª edição com o objetivo de ampliar a rede hoteleira e melhorar as rodovias de acesso ao evento”, anunciou Cruvinel.

Superação de Metas e Resultados Recordes

A feira de 2025 foi marcada pela superação de metas, com a Cooperativa COMIGO alcançando a marca histórica de um bilhão de reais em negócios. “Até o meio-dia do último dia, já havíamos superado um bilhão de reais em transações. Este foi um recorde em negócios de insumos, como fertilizantes, sementes e defensivos”, comemorou Teoro.

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O Banco do Brasil também superou suas expectativas, alcançando o melhor resultado em 22 anos de participação no evento, com mais de R$ 2 bilhões em propostas acolhidas. Alberto Martinhago, diretor de Agronegócios e Agricultura Familiar do BB, comemorou o sucesso: “Esse volume recorde de propostas reflete a confiança dos produtores no banco e a supersafra de grãos no Centro-Oeste”, afirmou.

A concessionária Chevrolet de Rio Verde, Autorio Veículos, também celebrou resultados positivos, superando metas e expectativas. “Este foi, sem dúvida, o melhor ano dos últimos tempos, mesmo em um cenário desafiador”, afirmou a diretora da concessionária, Franciele Martins.

Inovações Tecnológicas

A Tecnoshow COMIGO 2025 também se destacou como um centro de inovação tecnológica, reunindo os mais recentes lançamentos em máquinas e implementos agrícolas. Diversas empresas apresentaram soluções que prometem aumentar a produtividade no campo, reafirmando a importância da feira como vitrine das inovações do agronegócio brasileiro.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Preço do trigo no Brasil fecha primeiro semestre de 2026 em alta, mas junho registra desaceleração nas negociações

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O mercado brasileiro de trigo encerrou o primeiro semestre de 2026 com tendência de valorização nos preços, apesar da desaceleração observada nas negociações em junho. O cenário foi sustentado principalmente pela baixa disponibilidade de produto da safra velha, estoques internos apertados e maior necessidade de importação para suprir a demanda doméstica.

Segundo o analista da Safras & Mercado, Elcio Bento, o comportamento dos preços reflete um equilíbrio ainda frágil entre oferta e demanda.

“O primeiro semestre foi marcado pela recomposição dos preços. A menor disponibilidade de trigo no mercado interno e a necessidade de importação deram sustentação às cotações, mesmo em um ambiente de liquidez bastante limitada”, destacou.

Mercado do trigo acumula altas expressivas no semestre

Apesar da pressão de baixa registrada em junho, o desempenho acumulado do semestre foi positivo nas principais praças do país.

No Paraná, a média dos preços FOB interior encerrou junho em R$ 1.407 por tonelada, com alta acumulada de 19,9% em relação ao fechamento de 2025. No entanto, o mês registrou recuo de 1,6%, influenciado pela menor demanda dos moinhos e pelo enfraquecimento das referências internacionais.

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No Rio Grande do Sul, o movimento de valorização foi ainda mais intenso no semestre, com avanço de 24,9%. Em junho, porém, houve queda de 5,1%, levando a média para R$ 1.290 por tonelada FOB. Mesmo com a correção, o estado segue sustentado pela escassez de trigo remanescente da safra anterior e pelo forte ritmo de exportações ao longo do período.

Ajuste em junho não muda tendência de alta, diz analista

De acordo com Elcio Bento, a retração observada em junho não representa mudança estrutural no mercado, mas sim um ajuste técnico após meses de valorização.

“O que vimos em junho foi muito mais um ajuste técnico do que uma mudança de tendência. A oferta continua limitada, os estoques seguem apertados e isso impede uma queda mais acentuada dos preços”, analisou.

O ambiente de baixa liquidez continua sendo uma característica marcante do mercado físico brasileiro de trigo. Produtores seguem retendo parte do produto, aguardando melhores condições de preços na entressafra, enquanto os moinhos realizam compras pontuais devido à dificuldade de repasse dos custos ao preço da farinha.

Esse desalinhamento entre oferta e demanda mantém o mercado travado e com negociações limitadas.

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Mercado internacional sustenta cenário de preços no Brasil

No mercado externo, o trigo negociado em Kansas acumulou valorização de 15,5% no primeiro semestre de 2026, mesmo com correções pontuais registradas em junho. Já o trigo argentino, referência importante para a paridade de importação brasileira, avançou 6,7% no período.

Por outro lado, a valorização do real frente ao dólar ao longo do semestre contribuiu para reduzir parte da pressão altista que poderia ter sido transmitida ao mercado doméstico.

Perspectivas para o segundo semestre seguem atreladas ao clima e ao câmbio

Para os próximos meses, o mercado brasileiro de trigo deve permanecer sensível a fatores externos e internos. Entre os principais vetores de atenção estão o desenvolvimento da safra nacional, as condições climáticas na Argentina, o comportamento das bolsas internacionais e as oscilações cambiais.

Segundo o analista, esse conjunto de variáveis continuará sendo determinante para a formação de preços no mercado.

“Esse conjunto de fatores continua oferecendo sustentação estrutural aos preços”, concluiu Elcio Bento.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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