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Declaração correta de arrendamentos e parcerias rurais evita riscos fiscais, orienta especialista

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A correta distinção entre contratos de arrendamento e de parceria rural é fundamental para evitar problemas tributários no setor do agronegócio. Segundo o advogado tributarista Leonardo Amaral, do escritório Amaral e Melo Advogados, muitos produtores ainda têm dúvidas sobre como declarar essas operações, o que pode resultar em erros e penalidades junto à Receita Federal.

O especialista explica que o agronegócio demanda atenção especial aos detalhes fiscais, principalmente quando envolve cessão de uso da terra. Com regras complexas, a forma de declaração de receitas derivadas dessas atividades pode variar consideravelmente, exigindo conhecimento técnico e cuidado por parte dos contribuintes.

Arrendamento: tributação deve seguir regime de aluguel

A principal diferença entre arrendamento e parceria rural está na natureza jurídica do contrato. No caso do arrendamento, o proprietário do imóvel rural — o arrendador — cede o uso da terra ao produtor, que paga um valor fixo como contrapartida, seja em dinheiro ou em grãos.

Neste tipo de contrato, o proprietário não participa dos riscos nem dos lucros da atividade produtiva. Por esse motivo, a receita oriunda do arrendamento deve ser tratada como aluguel, e não como receita de atividade rural.

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“O valor recebido pelo proprietário da terra deve ser declarado como receita de aluguel e tributado por meio do carnê-leão, utilizando-se da tabela progressiva do Imposto de Renda, que pode chegar a 27,5%,” explica Leonardo Amaral. “Não se deve incluir esse montante no Livro Caixa Digital como se fosse receita da atividade rural.”

Erros comuns na declaração de arrendamento

De acordo com Amaral, um erro frequente é o proprietário do imóvel rural vender os grãos recebidos como pagamento de arrendamento e declarar essa quantia como receita da atividade rural própria.

Esse equívoco, segundo o tributarista, configura tratamento tributário indevido, podendo levar a autuações pela Receita Federal. “Mesmo que o pagamento venha em grãos, trata-se de receita de aluguel. Portanto, a venda desses grãos não pode ser considerada parte da produção rural do arrendador,” alerta.

Parceria rural: divisão de riscos e lucros exige outro tratamento

Já nos contratos de parceria rural, a realidade é diferente. Nessa modalidade, tanto o proprietário da terra quanto o parceiro compartilham os riscos e os lucros da atividade agrícola.

A receita, nesses casos, deve ser registrada de acordo com o percentual estipulado em contrato, respeitando a divisão da produção entre as partes. A tributação ocorre sobre a parcela correspondente de cada um, como receita da atividade rural.

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“Na parceria real, há envolvimento direto na produção, o que caracteriza a atividade rural. A tributação, portanto, segue esse mesmo regime,” explica Amaral.

Como evitar erros na declaração

Para evitar problemas com o fisco, Leonardo Amaral recomenda que os produtores rurais contem com o apoio de um advogado tributarista especializado no setor do agronegócio.

“A confusão entre arrendamento e parceria pode gerar não apenas multas, mas também autuações da Receita. É fundamental que o contrato reflita exatamente a natureza da relação entre as partes. Não basta chamá-lo de parceria rural se as cláusulas indicam um arrendamento,” alerta.

Além disso, o especialista reforça a importância de manter uma contabilidade organizada, com o correto lançamento de receitas e despesas no Livro Caixa Digital. Essa prática contribui para dar transparência à origem dos valores e facilita o cumprimento das obrigações fiscais.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Prefeito anuncia quatro telões para os próximos jogos da Seleção durante festa nos bairros

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O prefeito Abilio Brunini anunciou neste sábado (13) a ampliação da estrutura preparada pela Prefeitura de Cuiabá para a transmissão dos próximos jogos da Seleção Brasileira. A declaração foi feita durante as comemorações realizadas na Rua Cáceres, no bairro Parque Amperco e na Rua Ponta Grossa, no CPA 1, vencedoras do concurso “Minha Rua Show de Bola”.

O anúncio ocorreu diante de centenas de moradores que acompanharam a partida entre Brasil e Marrocos em um grande evento comunitário que reuniu famílias, crianças e torcedores em um ambiente marcado pela decoração temática, gastronomia regional e espírito de união.

Segundo o prefeito, os próximos jogos da Seleção contarão com quatro telões instalados pela Prefeitura, ampliando o alcance da iniciativa e permitindo que mais bairros possam participar das transmissões.

“Nos próximos jogos teremos quatro telões para que mais pessoas possam participar dessa festa”.

Acompanhado da primeira-dama Samantha Iris, Abilio participou da programação no Parque Amperco, conversou com moradores e destacou a importância de ações que incentivem a convivência comunitária.

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O anúncio foi feito justamente na rua que conquistou o primeiro lugar no concurso “Minha Rua Show de Bola”, iniciativa criada pela Prefeitura de Cuiabá para resgatar a tradição das ruas decoradas durante os jogos da Seleção Brasileira e estimular a participação popular nos bairros.

A Rua Cáceres se transformou em um verdadeiro ponto de encontro para a comunidade neste sábado. Cerca de 2 mil pessoas passaram pelo local ao longo do dia para acompanhar a partida da Seleção Brasileira.

O “Minha Rua Show de Bola” foi idealizado pela Prefeitura de Cuiabá para incentivar a criatividade dos moradores e fortalecer os laços entre as comunidades durante os jogos da Seleção Brasileira.

As ruas inscritas são avaliadas por uma comissão que considera critérios como decoração, participação dos moradores, organização, originalidade e engajamento comunitário.

A proposta busca resgatar uma tradição que marcou gerações de brasileiros, quando vizinhos se reuniam para enfeitar as ruas, assistir aos jogos e celebrar juntos.

Com a ampliação anunciada, a expectativa é que um número maior de bairros seja contemplado nas próximas transmissões, fortalecendo o caráter popular da iniciativa e ampliando os espaços de convivência entre os moradores da capital.

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Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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