AGRONEGÓCIO
MFG Agropecuária Registra Recorde de Abates e Projeta Fechar o Ano com 350 Mil Cabeças
Publicado em
26 de julho de 2024por
Da RedaçãoA MFG Agropecuária alcançou um marco significativo em seu ciclo de confinamento, com uma ocupação recorde de 95% em suas instalações, que totalizam 140 mil animais. Este primeiro giro de confinamento, iniciado em maio e com previsão de término no final de julho, reflete uma performance sem precedentes na história da empresa. A expectativa é que o ciclo completo, que inclui dois giros adicionais em agosto, setembro, outubro e outro em novembro e dezembro, resulte na abate de 350 mil cabeças até o final de 2024, estabelecendo um novo recorde em seus 17 anos de operação.
Apesar das pressões sobre as cotações do boi gordo devido ao abate de fêmeas, o mercado atual oferece condições favoráveis para a engorda. “Estamos observando uma estabilidade nos custos de produção, especialmente com relação às commodities essenciais na dieta do gado. A oferta de milho e algodão no mercado tem sido satisfatória”, afirma Vagner Lopes, gerente de Confinamento da MFG Agropecuária. O preço do milho, um dos principais componentes da alimentação animal, tem caído há mais de um ano, atualmente cotado em torno de R$ 50,00 por saca.
Lopes também destaca a importância do confinamento como estratégia para a reposição do rebanho e preparação para a futura transição do ciclo pecuário. “Para reposicionar bezerros, é necessário aliviar as pastagens enviando os animais mais pesados para o confinamento”, explica. Este manejo é especialmente relevante frente à seca, que tem afetado as principais regiões produtoras do país, chegando mais cedo ou se prolongando mais do que o habitual.
O segundo semestre promete ser agitado para os confinamentos, com muitos pecuaristas adotando esta ferramenta para controlar a lotação das pastagens e garantir margens de lucro satisfatórias. “Os produtores podem usar o confinamento para reduzir a pressão sobre as pastagens e travar preços de venda no mercado futuro”, acrescenta Lopes.
A MFG Agropecuária também oferece premiações de qualidade de carne para seus parceiros de engorda, incluindo o prêmio “Boi Europa” e programas específicos do Mato Grosso do Sul, como a Carne Orgânica do Pantanal e o Novilho Precoce MS.
O mercado atual tem visto um aumento no abate de fêmeas, pressionando as cotações do boi gordo. Dados do IBGE mostram um crescimento de 28,2% no abate de fêmeas e 21,7% no abate de machos nos primeiros três meses do ano, resultando em uma média geral de 24,6%. Esse cenário provocou uma queda de 13% nas cotações do boi gordo desde janeiro. Contudo, a leve redução de 1,2% no preço do bezerro pode sinalizar um alívio futuro para o setor.
Hyberville Neto, analista de mercado da HN Agro, prevê que a diminuição da pressão sobre o preço do bezerro pode levar a uma redução no abate de matrizes e a um cenário mais firme para o boi gordo no próximo ano. Para venda de gado ou parcerias com a MFG Agropecuária, os pecuaristas podem entrar em contato pelo WhatsApp do “Alô Pecuarista”: (65) 2193-8765.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Decisão judicial extingue ação da Aprosoja que cobrava R$ 1,1 bilhão por Moratória da Soja
Published
24 horas agoon
15 de outubro de 2026By
Da Redação
A Justiça de Mato Grosso encerrou a ação em que a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT) cobrava R$ 1,1 bilhão de empresas e entidades por prejuízos que atribuía à Moratória da Soja. A sentença, proferida na terça-feira (13), fecha na primeira instância a tentativa de obter uma reparação coletiva aos agricultores atingidos pelas restrições de compra do acordo.
A cobrança buscava compensar perdas que, segundo a associação, decorreram da dificuldade de vender soja mesmo quando a produção atendia à legislação ambiental. A Aprosoja-MT pretendia que empresas comercializadoras, entidades setoriais e seus representantes respondessem financeiramente por esses danos.
O processo discutia os efeitos de um pacto do qual a Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) anunciou sua saída em janeiro de 2026. A retirada ocorreu após a entrada em vigor da lei mato-grossense que restringiu incentivos fiscais a empresas participantes de acordos com exigências superiores às da legislação ambiental. Em agosto, depois do julgamento do Supremo Tribunal Federal (STF), a entidade reafirmou que não pretendia retomar a moratória. Saiba mais aqui
Criado em 2006, o compromisso previa a recusa de soja cultivada em áreas do bioma Amazônia desmatadas depois de julho de 2008. A restrição alcançava também áreas abertas com autorização. Para a Aprosoja-MT, esse critério prejudicava agricultores que cumpriam a lei, mas encontravam menos alternativas de compradores para sua produção.
A saída das empresas e a cobrança pelas perdas anteriores seguiram caminhos diferentes. Enquanto a Abiove abandonou o pacto coletivo, a associação dos produtores manteve a tentativa de responsabilizar seus participantes pelos efeitos que atribuía à aplicação das restrições.
Essa cobrança foi atingida pelo julgamento do STF de 12 de agosto. O Supremo considerou que o acordo respeitava a Constituição e determinou o encerramento dos processos judiciais e administrativos baseados na sua suposta ilegalidade, inclusive dos pedidos de responsabilização financeira. A Vara Especializada em Ações Coletivas de Cuiabá aplicou essa ordem ao processo da Aprosoja-MT. portal.stf.jus.br
Com isso, o pedido de R$ 1,1 bilhão foi encerrado antes da análise dos prejuízos alegados. A sentença deixa os agricultores representados pela associação sem a reparação buscada nessa ação e afasta das empresas processadas, nesta primeira instância, a cobrança coletiva.
O Supremo também manteve as leis estaduais que restringem incentivos a participantes de acordos dessa natureza. Estabeleceu, porém, que a retirada de benefícios deve respeitar os prazos tributários e a proteção das isenções concedidas mediante condições assumidas pelas empresas. O resultado preservou tanto a validade jurídica do pacto quanto a possibilidade de os estados estabelecerem condições para conceder incentivos.
Na mesma sentença, a Justiça rejeitou os pedidos para que a Aprosoja-MT pagasse honorários, despesas processuais e multa por má-fé. A associação teve sua cobrança encerrada, mas ficou livre dessas despesas reclamadas pelos réus.
Na comercialização atual, a Abiove informou que suas associadas passaram a atender individualmente às exigências dos mercados compradores. Para o produtor, as condições de aceitação da soja dependem das políticas de cada empresa. Já a sentença desta semana trata da disputa pelas perdas atribuídas ao antigo compromisso coletivo e encerra, nessa primeira instância, a tentativa de recuperação desses valores.
Isan Rezende
Com isso, os produtores representados pela Aprosoja-MT não receberão qualquer indenização das empresas ligadas à Moratória da Soja. A Aprosoja-MT buscava responsabilizar empresas e entidades por prejuízos que atribuía à moratória. Seu argumento era que agricultores que respeitavam a legislação ambiental também podiam ficar sem acesso a compradores por causa das exigências do acordo.
O presidente do Instituto do Agronegócio (IA), Isan Rezende, lamentou a decisão. “O encerramento da ação frustra a expectativa de reparação dos produtores que se consideram prejudicados pela Moratória da Soja. A cobrança da Aprosoja procurava dar uma resposta a quem cumpriu a legislação ambiental, investiu na propriedade e encontrou restrições para vender. A sentença encerrou esse pedido sem examinar os prejuízos alegados. Isso precisa ficar claro para o agricultor”, comentou.
“O problema comercial continua exigindo atenção. O produtor precisa saber, antes de plantar e de assumir compromissos, quais critérios serão usados para receber sua soja. Quem trabalha dentro da lei precisa de previsibilidade para investir. Também é necessário dar transparência às exigências dos compradores, para que o agricultor consiga avaliar suas alternativas de venda e os custos envolvidos”, disse Rezende.
“Agora, o setor precisa concentrar esforços para ampliar mercados e construir condições comerciais mais claras. Sair de um acordo coletivo não significa, necessariamente, abandonar as restrições de compra. Por isso, a representação dos produtores deve acompanhar as regras adotadas por cada empresa e buscar soluções que preservem o acesso aos mercados e a renda de quem produz”, recomendou o presidente do IA.
Fonte: Pensar Agro
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