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Acidentes com animais peçonhentos aumentam mais de 60% em 2025

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A Secretaria Municipal de Saúde de Cuiabá (SMS), por meio da Diretoria de Vigilância em Saúde, divulgou nesta sexta-feira (11) o boletim atualizado sobre acidentes com animais peçonhentos na capital. Os dados revelam um crescimento significativo de casos nos primeiros meses de 2025, com destaque para o mês de março, que registrou 114 ocorrências, sendo 73 causadas por escorpiões, 9 por aranhas, 2 por serpentes e 12 classificados como “outros”.

Durante as 14 primeiras Semanas Epidemiológicas (SE) de 2025, até o dia 31 de março, todas, com exceção das SE 07 e SE 14, apresentaram um número superior de acidentes em comparação ao mesmo período do ano anterior. Em 2024, a média semanal de casos notificados até o fim de março era de aproximadamente 14,2. Já em 2025, esse número subiu para 24,6, representando um aumento expressivo de 61,5%.

Em março de 2024, foram registrados 71 acidentes com residentes e 29 com moradores de outros municípios. Em março de 2025, esses números saltaram para 96 casos envolvendo residentes e 18 com não residentes.

Desde o início do ano, o aumento vem se consolidando mês a mês: foram 128 casos em janeiro, 101 em fevereiro e 114 em março, totalizando 343 ocorrências no primeiro trimestre de 2025.

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Pelo terceiro mês consecutivo, a região da Grande Morada da Serra lidera o número de ocorrências, seguida pelos bairros Residencial Coxipó e Despraiado. No entanto, o boletim chama atenção para a expansão dos acidentes nas áreas perimetrais da Capital, especialmente nos bairros e loteamentos localizados nas zonas de expansão urbana a oeste e sul.

Um mapa divulgado pela Vigilância em Saúde destaca essas áreas com tons mais escuros, indicando maior incidência, enquanto as regiões com menor número de casos aparecem em tons mais claros. As áreas sem registro permanecem em branco.

Em março, também foi registrado um caso isolado envolvendo uma lagarta de classificação moderada, na região do bairro Sucuri. Embora incomum, esse tipo de acidente é considerado grave e exige cuidados específicos. Segundo a Vigilância, essas ocorrências estão geralmente ligadas à perda do habitat natural, o que leva esses animais a buscar abrigo em áreas residenciais.

A Secretaria de Saúde reforça a importância da adoção de medidas preventivas para evitar acidentes:

• Uso de luvas ao manusear folhas, galhos e frutos em áreas naturais ou quintais;

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• Vistoria constante em locais úmidos e escuros, como pilhas de madeira, entulhos e sapatos;

• Vedação de frestas em portas e janelas, para evitar o acesso de escorpiões e outros animais peçonhentos.

A população também é orientada a procurar imediatamente uma unidade de saúde em caso de acidente, para receber atendimento adequado.

A diretora da Vigilância em Saúde, Silvana Maria Ribeiro Arruda, destacou a necessidade de atenção da população diante do aumento expressivo dos casos. “O crescimento dos acidentes com animais peçonhentos em Cuiabá é um alerta para todos nós. É fundamental que a população esteja atenta às medidas de prevenção e que qualquer acidente seja comunicado imediatamente às unidades de saúde. Pequenas ações podem fazer grande diferença na proteção da saúde e da vida das pessoas”, afirmou Silvana.

#PraCegoVer

A imagem mostra um escorpião de cor amarela e marrom sendo segurado por uma pinça.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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Milho recua no Brasil, Chicago opera estável e B3 fecha sem direção única em meio a oferta elevada

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Mercado do milho no Brasil acumula queda de 3,5% em junho com forte pressão da oferta

O mercado brasileiro de milho mantém trajetória de baixa ao longo de junho, pressionado principalmente pelo avanço da safrinha e pelo nível elevado dos estoques de passagem.

Na praça de Campinas (SP), referência para o Centro-Sul, o milho foi negociado a R$ 62,00 por saca de 60 kg nesta quarta-feira (24), reforçando o movimento de recuo observado ao longo do mês. A média parcial de junho ficou em R$ 63,06 por saca, queda de 3,5% frente a maio, quando o valor médio foi de R$ 65,35.

Segundo dados de mercado, o principal fator de pressão segue sendo a combinação entre oferta abundante e demanda interna sem força suficiente para absorver o volume disponível, o que mantém compradores mais cautelosos nas negociações.

A safrinha 2026 é estimada em 112,5 milhões de toneladas, segundo projeções do setor, configurando-se como uma das maiores já registradas no país. O cenário reforça a expectativa de excedente estrutural no curto e médio prazo, com impacto direto sobre a formação de preços.

No mercado físico, a liquidez permanece baixa. Produtores relatam resistência em aceitar valores abaixo do custo de produção, enquanto compradores atuam de forma mais seletiva, aguardando possíveis novas quedas ou oportunidades pontuais.

Chicago opera em estabilidade com equilíbrio entre demanda e clima favorável

No mercado internacional, os contratos futuros de milho na Bolsa de Chicago (CBOT) iniciaram a quinta-feira (25) próximos da estabilidade, refletindo um cenário de equilíbrio entre fatores altistas e baixistas.

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Os vencimentos mais negociados apresentaram variações mistas: julho/26 com leve queda, setembro/26 estável e contratos mais longos com pequenas altas, indicando ajuste técnico após sessões recentes de volatilidade.

Entre os fatores de suporte, destaca-se a demanda externa. O México realizou compras de aproximadamente 100 mil toneladas de milho dos Estados Unidos, parte destinada ao atual ciclo comercial e parte para a safra 2026/27, segundo dados do USDA.

Por outro lado, o clima favorável no cinturão produtor norte-americano segue limitando movimentos de alta. A maioria das lavouras permanece em boas condições, o que sustenta expectativas de oferta confortável e reduz pressão sobre os preços.

B3 inicia sessão em leve queda com influência externa e fundamentos domésticos

Na Bolsa Brasileira (B3), o milho também começou o pregão desta quinta-feira com viés levemente negativo, acompanhando o comportamento mais contido do mercado internacional.

Por volta das 09h, os contratos futuros operavam entre R$ 63,97 e R$ 73,10. O vencimento julho/26 recuava para R$ 63,97, enquanto setembro/26 e janeiro/27 também registravam leves baixas, refletindo cautela dos investidores.

Na sessão anterior, o mercado havia encerrado de forma mista. O suporte inicial veio da valorização do dólar, mas perdeu força ao longo do dia com a queda das cotações em Chicago e o avanço da colheita da safrinha no Brasil.

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Relatos de produtividade irregular em algumas regiões, especialmente em Mato Grosso, adicionaram volatilidade ao mercado. Ao mesmo tempo, chuvas em áreas produtoras atrasaram os trabalhos de colheita e ajudaram a limitar quedas mais intensas.

No mercado físico regional, a liquidez segue reduzida. No Sul do país, compradores abastecidos mantêm negociações pontuais. No Paraná e em Santa Catarina, a diferença entre ofertas e pedidos continua travando acordos. Em Mato Grosso do Sul, a entrada gradual da segunda safra pressiona os preços, embora a demanda da indústria de bioenergia siga como fator de sustentação pontual.

Panorama geral: oferta elevada mantém mercado sob pressão no curto prazo

O mercado global de milho entra no segundo semestre com predominância de fundamentos baixistas, especialmente no Brasil, onde a safrinha volumosa reforça o cenário de superoferta.

Enquanto Chicago oscila de forma lateral, sustentada por exportações pontuais e clima favorável, a B3 reflete o ajuste entre fatores externos e a realidade doméstica de ampla disponibilidade.

No curto prazo, o comportamento dos preços deve continuar condicionado ao ritmo de colheita, ao apetite das exportações e à capacidade de absorção do mercado interno, especialmente do setor de proteína animal e da indústria de etanol.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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