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Desafios Climáticos e Nutricionais Impulsionam Inovações para o Milho Safrinha no Centro-Oeste

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O cultivo de soja e milho no Centro-Oeste brasileiro enfrenta desafios cada vez maiores, principalmente devido a condições climáticas adversas e deficiências nutricionais que impactam a produtividade das lavouras. A fim de superar essas dificuldades, produtores buscam alternativas eficientes para otimizar o desempenho das culturas, especialmente o milho safrinha, com foco em estratégias nutricionais mais assertivas.

Nos últimos dias de março, a Nitro, empresa especializada em insumos agrícolas biológicos e nutrição de culturas, marcará presença nas feiras Farm Show, em Primavera do Leste (MT), e Show Safra, em Lucas do Rio Verde (MT), para apresentar soluções voltadas aos desafios enfrentados pelos produtores, principalmente na fase final do ciclo da soja. O objetivo é otimizar o desenvolvimento do milho safrinha, garantindo melhor implantação e produtividade.

De acordo com especialistas, a deficiência de potássio foi um dos principais problemas observados na última safra no Centro-Oeste, prejudicando o enchimento de grãos na soja. Agora, com o milho safrinha, o foco se volta para o acerto na aplicação de nitrogênio, potássio e fósforo, além do controle da volatilização desses nutrientes, principalmente na fase de implantação da cultura. “Uma análise de solo precisa, aliada a um planejamento nutricional adequado, é fundamental para garantir o equilíbrio na adubação das lavouras. O uso de fontes eficientes de fertilizantes e a adubação foliar em momentos estratégicos podem ser decisivos para maximizar a produtividade e reduzir perdas”, afirma Paulo Marchese, agrônomo e coordenador técnico de nutrição da Nitro.

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Marchese também destaca que a compactação do solo e a deficiência de micronutrientes representam desafios críticos. Solos compactados podem prejudicar o desenvolvimento radicular e dificultar a absorção de nutrientes, comprometendo o crescimento das plantas. “A variabilidade climática no Mato Grosso exige um manejo nutricional ajustado durante todo o ciclo das culturas. A adubação foliar tem se mostrado eficaz, especialmente para corrigir deficiências nutricionais em estágios-chave, promovendo um melhor desempenho das plantas”, acrescenta.

O agrônomo Renan Quisini, coordenador técnico da equipe de biológicos da Nitro, observa que o aumento dos custos de produção tem levado os produtores a buscar mais eficiência no uso de insumos. Dessa forma, bioestimulantes e aminoácidos têm ganhado destaque no mercado, otimizando o uso de nutrientes e reduzindo o impacto financeiro. Quisini reforça que novas abordagens de manejo integrados, combinando produtos biológicos com insumos químicos tradicionais, estão se tornando cada vez mais comuns nas lavouras. “Os bioinsumos estão transformando a produtividade nas lavouras do Cerrado. Microrganismos benéficos ajudam na mitigação de estresses térmicos e hídricos, promovem o crescimento vegetal, melhoram a absorção de nutrientes e fortalecem a resistência das plantas, resultando em cultivos mais eficientes e sustentáveis”, destaca.

Eduardo Ferreira, agrônomo e coordenador técnico de mercado na Nitro, explica a importância das feiras agrícolas para levar informações técnicas de qualidade aos produtores. “Os agricultores estão acostumados a observar a eficiência dos produtos de maneira visual e rápida. O nosso maior desafio é disseminar informações de qualidade técnica para que eles possam perceber os benefícios dos insumos de forma mais coerente, especialmente para os produtos novos, como os biológicos”, comenta.

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Durante as feiras, os participantes poderão conferir demonstrações práticas e obter recomendações personalizadas para otimizar o manejo nutricional, o controle de pragas e doenças, além de maximizar o retorno sobre os investimentos. Renan Quisini, que estará presente na Farm Show, destaca a apresentação de soluções para doenças foliares, como a Mancha-alvo e Ferrugem-asiática, com um biofungicida de alta eficiência. “Também traremos um bionematicida para combater os nematoides, um dos maiores desafios da agricultura atual”, diz.

Na Show Safra, em Lucas do Rio Verde, Eduardo Ferreira anunciará um portfólio amplo de soluções para todas as fases do ciclo das culturas regionais. “Destaque para um produto à base de três Bacillus, incluindo o Bacillus aryabhattai, eficaz no controle de pragas e doenças, além de promover o crescimento das plantas mesmo em condições de estresse hídrico, como a seca”, conclui.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Cooxupé lidera projeto inédito e viabiliza venda de créditos de carbono na cafeicultura brasileira

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Cooxupé avança na comercialização de créditos de carbono no café

A Cooxupé alcançou um marco inédito no agronegócio brasileiro ao viabilizar a produção e comercialização de créditos de carbono gerados na cadeia produtiva do café.

A iniciativa faz parte do Projeto de Cafeicultura Regenerativa, estruturado pela cooperativa, e posiciona o Brasil na vanguarda de um modelo produtivo que integra sustentabilidade, inovação e geração de valor ao produtor rural.

Projeto piloto gera renda e captura carbono nas lavouras

O projeto piloto envolveu 12 cooperados, abrangendo uma área de 43,27 hectares, com a implementação de sistemas regenerativos e corredores de árvores nas lavouras cafeeiras.

Como resultado, foram sequestradas 649,94 toneladas de carbono. A iniciativa também gerou retorno financeiro direto aos produtores, com a distribuição de R$ 104.601,59 entre os participantes.

Além disso, foram doadas 5 mil mudas, contribuindo para o aumento da biodiversidade nas propriedades.

Modelo de insetting impulsiona sustentabilidade na cadeia do café

A comercialização dos créditos foi realizada por meio do modelo de insetting, no qual a própria cadeia produtiva investe na redução das emissões de carbono em sua origem.

A operação contou com a parceria de um cliente da cooperativa, que adquiriu os créditos gerados. Os recursos foram integralmente repassados aos cooperados, consolidando uma nova fonte de renda associada à sustentabilidade.

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Segundo Natalia Fernandes Carr, gerente ESG da cooperativa, o projeto demonstra que é possível conciliar produtividade, qualidade e responsabilidade ambiental em um único sistema.

Ciência e inovação fortalecem a cafeicultura regenerativa

Estruturado ao longo de 2024, o projeto foi desenvolvido com base técnica e científica. A cooperativa firmou parceria com a pesquisadora Madelaine Venzon, da EPAMIG.

A iniciativa inclui o uso de plantas com nectários extraflorais — como ingá, erva-baleeira, fedegoso, fedegosinho e eritrina — que contribuem para atrair inimigos naturais de pragas e ampliar a biodiversidade nas lavouras.

Outras organizações também participam do projeto:

  • A GrowGrounds, responsável pela estruturação e comercialização dos créditos
  • A Clima Café, que atua na recomendação de espécies arbóreas e suporte técnico

O monitoramento e a certificação utilizam tecnologias como imagens de satélite, drones e georreferenciamento, com validação em campo a cada cinco anos.

Novo modelo produtivo amplia sustentabilidade no campo

Mais do que uma ação pontual, o projeto representa uma mudança estrutural na produção cafeeira, com a integração de árvores às lavouras por meio de sistemas regenerativos.

A prática contribui para:

  • Melhor equilíbrio ecológico
  • Aumento da resiliência climática
  • Ganhos ambientais e produtivos
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Os cooperados participantes estão distribuídos em diferentes regiões produtoras, sendo sete no Sul de Minas, três no Cerrado Mineiro e dois nas Matas de Minas, demonstrando o potencial de replicação do modelo.

Expansão do projeto mira novos mercados de carbono

A iniciativa entra agora em uma nova fase, com a abertura de edital para adesão de novos cooperados e a participação da certificadora internacional Gold Standard.

Com isso, os créditos também poderão ser comercializados no modelo de offsetting, ampliando o alcance para além da cadeia produtiva do café.

Sustentabilidade gera competitividade para o café brasileiro

O projeto de Cafeicultura Regenerativa reforça o papel do produtor como agente central na construção de soluções sustentáveis, ao mesmo tempo em que atende às exigências do mercado internacional.

A iniciativa cria novas oportunidades de renda, fortalece a competitividade da cafeicultura brasileira e marca um avanço ao conectar campo, ciência e mercado em um modelo inovador e sustentável.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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