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Mercado internacional pressiona e açúcar fecha em queda nas bolsas de Nova York e Londres

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Os contratos futuros do açúcar encerraram a sessão desta quarta-feira (9) em forte baixa nas bolsas internacionais, refletindo os impactos das tarifas comerciais anunciadas pelos Estados Unidos a diversos países. Embora o presidente norte-americano tenha comunicado, no fim da tarde, a suspensão de parte dessas tarifas por 90 dias, a medida não surtiu efeito imediato sobre os mercados de commodities, que já haviam registrado desvalorização ao longo do dia.

Segundo analistas ouvidos pela agência Reuters, “o anúncio de que o governo dos Estados Unidos estava pausando a maior parte das tarifas de importação mais altas por 90 dias ocorreu no final das sessões de negociação, não tendo um forte impacto sobre os preços na quarta-feira”. Ainda de acordo com os especialistas, o presidente Donald Trump afirmou que reduziria temporariamente as tarifas sobre diversos países, mas, ao mesmo tempo, elevaria ainda mais as taxas sobre importações provenientes da China — uma mudança repentina que impulsionou os mercados acionários norte-americanos.

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A decisão norte-americana é vista como um alívio pontual no contexto da atual guerra comercial, que tem ampliado os receios de uma recessão global e provocado instabilidade no comércio físico de commodities, segundo a Agência Internacional de Notícias.

Mercado internacional

Na bolsa ICE Futures, de Nova York, o açúcar bruto para entrega em maio de 2025 foi negociado a 17,91 centavos de dólar por libra-peso, registrando queda de 40 pontos em relação à sessão anterior. O contrato com vencimento em julho/25 foi cotado a 17,73 cts/lb, com recuo de 41 pontos. Os demais vencimentos também apresentaram perdas, variando entre 32 e 43 pontos.

Em Londres, na ICE Futures Europe, o açúcar branco também fechou em baixa generalizada. O lote maio/25 foi comercializado a US$ 513,30 por tonelada, queda de US$ 9,90 em comparação ao dia anterior. Já o contrato agosto/25 caiu US$ 12,30, sendo negociado a US$ 498,80 a tonelada. Os demais vencimentos apresentaram retração entre US$ 6 e US$ 12,30.

Mercado interno

No Brasil, o açúcar cristal permaneceu praticamente estável. De acordo com o Indicador Cepea/Esalq, da USP, a variação positiva foi de 0,04% em relação à terça-feira. A saca de 50 quilos foi comercializada pelas usinas a R$ 141,29, frente aos R$ 141,23 registrados na véspera.

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Etanol hidratado

O etanol hidratado, por sua vez, encerrou o dia com desvalorização de 0,52%, segundo o Indicador Diário Paulínia. O biocombustível foi negociado a R$ 2.850,50 por metro cúbico, ante os R$ 2.865,50/m³ praticados no dia anterior.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Mudanças climáticas impulsionam irrigação por gotejamento na produção de hortifrútis

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A intensificação das mudanças climáticas vem transformando a produção de hortifrútis no Brasil e tornando a irrigação uma ferramenta indispensável para garantir produtividade e qualidade. Com chuvas cada vez mais irregulares, estiagens prolongadas e maior pressão sobre os recursos hídricos, produtores têm ampliado os investimentos em sistemas de irrigação por gotejamento para aumentar a eficiência no uso da água e dos fertilizantes.

Em culturas de ciclo curto, onde o investimento por hectare é elevado e qualquer falha pode comprometer a rentabilidade da safra, a irrigação deixou de ser apenas uma alternativa para se tornar um fator estratégico na gestão da produção.

Irrigação já está presente na maior parte da horticultura brasileira

Dados da Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico indicam que mais de 90% da produção de horticultura no Brasil utiliza algum tipo de irrigação. Segundo a entidade, áreas irrigadas podem alcançar produtividade entre duas e três vezes superior à observada em sistemas de sequeiro.

Para Wagner Suavinha, engenheiro agrônomo e coordenador de Produtos da Netafim, o cenário climático tem mudado a forma como o produtor encara esse investimento.

“A irregularidade climática tem feito o produtor olhar para a irrigação de forma muito mais estratégica. Em muitas regiões, especialmente onde existe estação seca bem definida, irrigar deixou de ser uma escolha eventual e passou a ser uma condição básica para produzir. Em culturas de ciclo curto, poucos dias de falta ou excesso de água podem comprometer produtividade, qualidade e até a janela de colheita”, afirma.

Eficiência hídrica se torna prioridade no campo

Além da disponibilidade de água, a eficiência da irrigação passou a ser um dos principais desafios da horticultura.

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Estudos da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária apontam que cerca de 50% da água captada para irrigação pode ser perdida antes de ser aproveitada pelas plantas, dependendo do sistema utilizado.

Nas culturas hortícolas, onde a fertirrigação faz parte do manejo produtivo, a uniformidade da aplicação influencia diretamente o aproveitamento dos nutrientes, o desenvolvimento das plantas e a produtividade da lavoura.

Levantamento que reuniu 77 estudos e 357 conjuntos de dados mostrou que a fertirrigação por gotejamento proporcionou aumento médio de 7,99% na produtividade das hortaliças, além de elevar em 50,6% a eficiência do uso da água e em 48,9% a eficiência do aproveitamento do nitrogênio em comparação aos métodos convencionais.

Distribuição uniforme melhora qualidade da produção

Segundo o especialista, culturas como tomate, cebola, melão e hortaliças folhosas dependem de uma distribuição uniforme da água para garantir padrão comercial e elevada produtividade.

Quando parte da lavoura recebe menos água do que o necessário e outra recebe excesso, aumentam os riscos de plantas desuniformes, perda de calibre, redução da qualidade, menor eficiência dos fertilizantes e maior incidência de problemas fitossanitários. O excesso de irrigação também favorece a lixiviação de nutrientes, elevando os custos de produção.

“Quando a água não chega de forma equilibrada, a lavoura responde com plantas desiguais, diferenças de calibre e perda de padrão comercial. Em um mercado cada vez mais exigente, a uniformidade da irrigação é determinante para o resultado econômico da produção”, destaca Suavinha.

Tecnologia amplia eficiência no uso da água

Nesse contexto, a irrigação por gotejamento vem ganhando espaço por permitir que água e nutrientes sejam aplicados diretamente na região das raízes, reduzindo desperdícios e aumentando a eficiência do manejo.

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Entre as soluções disponíveis para cultivos de ciclo curto está o Streamline X, desenvolvido para oferecer maior desempenho hidráulico, resistência mecânica e segurança operacional durante todo o ciclo da cultura.

Segundo a Netafim, a tecnologia combina ampla área de filtragem com o sistema TurboNet, características que contribuem para reduzir o risco de entupimentos, manter a uniformidade da vazão e proporcionar maior durabilidade do equipamento.

Projeto adequado faz diferença no desempenho

O especialista alerta que a escolha de um sistema de irrigação não deve considerar apenas a espessura da parede dos tubos gotejadores, critério frequentemente utilizado nas comparações de mercado.

Aspectos como pressão de trabalho, resistência ao entupimento, uniformidade da vazão, qualidade hidráulica, tipo de solo, qualidade da água, sistema de filtragem e estratégia de fertirrigação devem ser avaliados em conjunto para garantir maior eficiência e vida útil do projeto.

“Em irrigação, o produtor precisa analisar o sistema como um todo. Quando o projeto é corretamente dimensionado e a tecnologia atende às necessidades da propriedade, os ganhos aparecem na forma de maior eficiência, redução de perdas, melhor aproveitamento dos insumos e mais previsibilidade para a produção”, conclui Wagner Suavinha.

Com o avanço das mudanças climáticas e a crescente necessidade de produzir mais utilizando menos recursos, a irrigação por gotejamento se consolida como uma das principais aliadas da horticultura brasileira na busca por produtividade, sustentabilidade e maior segurança no campo.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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