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Prefeito pede apoio da população contra descarte irregular de lixo

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O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini pediu colaboração da população em relação ao descarte irregular de lixo, principalmente para evitar o entupimento de bocas de lobo e alagamentos nos dias com chuvas intensas, como a de terça-feira (8).

O temporal ocasionou alagamentos que prejudicaram vias públicas, residências e comprometeram até o atendimento em unidades de saúde. Foram quase 100 milímetros de chuva em pouco mais de uma hora.

“Nós tivemos um temporal, mas o grande problema não foi a chuva. Uma parcela da população deixa o lixo na rua, deixa o lixo no chão. Não vai adiantar limpar a boca de lobo toda semana se a população continuar com a cultura de deixar o lixo no chão, encostado no poste, o Centro Histórico de Cuiabá está cheio de lixo no chão. Isso entope todas as bocas de lobo. Hoje, encontramos placas de carro, inúmeros sacos de lixo e até colchão. Quem está sujando nossos dutos é uma parcela da população. E por causa desta parcela da população, muitos pagam um preço muito caro”, disse.

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O prefeito também cobrou responsabilidade dos comerciantes da região do Centro, uma vez que, foram flagrados na terça-feira (8) vários sacos de lixo em frente aos estabelecimentos, encostados no chão com caixas de papelão e outros produtos descartáveis.

“Não vai adiantar limpar a boca de lobo toda semana se a população continuar com a cultura de deixar o lixo no chão, encostado no poste. O Centro Histórico de Cuiabá está cheio de lixo no chão. Em muitos bairros se coloca o lixo no chão; na região do centro, o que mais se encontra são sacolas das lojas. Esse tipo de conduta entope toda boca de lobo, não adianta limpar antes. Na limpeza de hoje, nós encontramos placa de carro, inúmeras sacolas de lixo e até colchão”, destacou Abilio.

Nas primeiras horas desta quarta-feira (9), a Defesa Civil contabilizou danos graves em pelo menos 21 bairros.

O Centro Nacional de Monitoramento e Alerta de Desastres Naturais Cemaden) informou que choveu cerca de 86 milímetros (mm) no aniversário de Cuiabá. Se somada toda a chuva que caiu na cidade desde o dia 1º deste mês, a quantia
chega a 172 mm.

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A média histórica para o mês é de 113 mm. A marca foi impulsionada pelo volume grande de ontem. A chuva fez a média ultrapassar em quase 50%.

Milímetros de chuva são uma unidade de medida da quantidade de água que cai em uma determinada área, sendo que 1 milímetro equivale a 1 litro de água por metro quadrado.

#PraCegoVer

A imagem mostra o prefeito Abilio, de camisa cinza, percorrendo a região central da cidade durante o temporal na noite de terça-feira (8).

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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Fertilizantes: Rabobank reduz projeção para 2026 e alerta para impacto da inadimplência recorde no agro

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Inadimplência no campo e preços elevados devem reduzir consumo de fertilizantes

O mercado brasileiro de fertilizantes deverá enfrentar uma retração mais intensa em 2026 do que a prevista anteriormente. Em relatório divulgado nesta quarta-feira, o Rabobank revisou para baixo sua estimativa de vendas de adubos no país e apontou a inadimplência recorde dos produtores rurais como um dos principais fatores de pressão sobre a demanda.

A instituição projeta que as entregas de fertilizantes aos agricultores brasileiros somem 45,1 milhões de toneladas em 2026, o que representa uma queda de 8,2% em relação ao volume recorde registrado em 2025. Caso a previsão se confirme, será o menor volume comercializado desde 2022, período marcado pelos impactos da guerra entre Rússia e Ucrânia sobre o mercado global de insumos.

A nova estimativa é mais conservadora do que a divulgada em abril, quando o banco previa consumo de aproximadamente 47,2 milhões de toneladas.

Segundo o Rabobank, além dos preços ainda elevados dos fertilizantes, a situação financeira de muitos produtores brasileiros tem limitado a capacidade de investimento e comprometido a aquisição de insumos para a próxima safra.

Guerra no Oriente Médio afetou mercado global de fertilizantes

O relatório destaca que os reflexos da guerra envolvendo o Irã contribuíram para a elevação dos custos dos fertilizantes em 2026. O fechamento temporário do Estreito de Ormuz, uma das principais rotas globais de transporte de matérias-primas e insumos, provocou aumento dos preços internacionais e forte volatilidade nos mercados.

Embora haja sinais de normalização logística e avanços diplomáticos para reduzir as tensões na região, o banco avalia que os impactos sobre a demanda global já foram consolidados.

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No caso da ureia, um dos fertilizantes nitrogenados mais utilizados no mundo, os preços retornaram aos níveis observados antes do conflito. Ainda assim, o Rabobank destaca que o comportamento do mercado repetiu um padrão semelhante ao registrado em 2022.

De acordo com a análise, foram necessárias cerca de seis semanas para que os preços atingissem o pico após o início das tensões, seguidas por aproximadamente dez semanas para retornar aos patamares iniciais.

Já o fosfato monoamônico (MAP), um dos fertilizantes mais utilizados na agricultura brasileira, permanece negociado em níveis mais elevados, sustentando os custos de produção para diversas culturas.

Inadimplência recorde preocupa setor agropecuário

Outro ponto de atenção destacado pelo banco é o avanço da inadimplência no crédito rural.

Com base em dados do Banco Central referentes a abril, o Rabobank observa que a inadimplência nas operações contratadas a taxas de mercado alcançou 13,3% do volume financiado, um dos maiores níveis já registrados para o setor.

O cenário reforça as dificuldades enfrentadas por parte dos produtores rurais, especialmente em segmentos que vêm acumulando margens apertadas, custos elevados e dificuldades de acesso a novas linhas de crédito.

A combinação entre menor liquidez no campo e insumos ainda caros tende a limitar o potencial de recuperação da demanda por fertilizantes ao longo do próximo ano.

Rabobank prevê queda nas exportações de milho em 2026

Além do mercado de fertilizantes, o Rabobank revisou as perspectivas para o milho brasileiro e projetou redução nas exportações do cereal.

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A expectativa é de que os embarques nacionais atinjam 39 milhões de toneladas em 2026, volume cerca de 3 milhões de toneladas inferior ao registrado no ano anterior.

Entre os fatores que explicam a revisão estão a valorização do real frente ao dólar, que reduz a competitividade do produto brasileiro no mercado internacional, e a forte concorrência de grandes exportadores, especialmente Estados Unidos e Argentina.

Os elevados custos do transporte rodoviário também continuam sendo um desafio para o setor exportador, reduzindo a competitividade logística do cereal brasileiro.

Demanda interna por milho deve seguir aquecida

Apesar da perspectiva menos favorável para as exportações, o consumo doméstico de milho deverá continuar avançando.

O Rabobank estima crescimento de 5% na demanda interna em 2026, alcançando cerca de 97 milhões de toneladas.

O principal motor desse avanço será o aumento do consumo pelas indústrias de ração animal e pelo setor de etanol de milho, que segue ampliando sua participação na matriz de biocombustíveis brasileira.

Diante desse cenário, o mercado agrícola brasileiro entra em 2026 com desafios relacionados ao crédito rural, custos de produção e competitividade internacional, enquanto busca equilibrar a demanda interna crescente com um ambiente global ainda marcado por incertezas econômicas e geopolíticas.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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