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Café tem nova queda nas bolsas internacionais com expectativa de redução de tarifas nos EUA e dólar em alta

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Os preços do café voltaram a registrar quedas expressivas nas bolsas internacionais nesta quinta-feira (13), influenciados por expectativas de redução de tarifas de importação nos Estados Unidos e pela força do dólar frente ao real e outras moedas. O cenário tem provocado forte volatilidade nos contratos futuros tanto em Nova York quanto em Londres.

As declarações do presidente norte-americano, Donald Trump, durante entrevista à Fox News na última terça-feira (11), continuam repercutindo no mercado. Trump afirmou que pretende reduzir tarifas sobre importações de café, banana e outros produtos não cultivados nos Estados Unidos — uma medida que pode afetar diretamente as cotações globais da commodity.

Anúncios sobre tarifas devem ser feitos nos próximos dias

Segundo o secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, o governo americano deve anunciar, nos próximos dias, mudanças substanciais na política tarifária para determinados produtos agrícolas. A medida faz parte de um pacote de estímulo que busca reduzir os custos de importação e conter a alta nos preços ao consumidor.

Atualmente, os Estados Unidos enfrentam encarecimento de cerca de 21% nos preços do café no varejo, impulsionado, em parte, pelas tarifas impostas durante a atual gestão. Em julho, o Brasil foi taxado em 50%, enquanto o Vietnã recebeu tarifas de 20% e a Colômbia de 10%.

Apesar de Trump não ter citado o Brasil diretamente, negociações diplomáticas seguem em andamento entre os dois países. O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, deve se reunir nesta semana, no Canadá, com o secretário de Estado americano, Marco Rubio, à margem de um encontro ministerial do G7.

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Vietnã pode ser o principal beneficiado com a redução das tarifas

De acordo com analistas de mercado, o Vietnã, maior produtor mundial de café robusta, deve ser o país mais beneficiado em um eventual corte de tarifas. O vice-primeiro-ministro vietnamita, Bui Thanh Son, confirmou nesta quarta-feira (12) o avanço nas negociações de um acordo comercial com os Estados Unidos, o que pode ampliar o acesso do produto ao mercado americano.

Enquanto isso, Brasil e Colômbia ainda aguardam maior clareza sobre como serão tratadas nas mudanças anunciadas por Washington.

Impactos imediatos: contratos futuros recuam em Nova York e Londres

Na Bolsa de Nova York (ICE Futures US), o café arábica encerrou a quarta-feira (12) com quedas acentuadas.

  • O contrato com entrega em dezembro de 2025 fechou a 403,65 centavos de dólar por libra-peso, com recuo de 4,5%.
  • Já o vencimento para março de 2026 terminou cotado a 376,65 centavos, com queda de 5,67%.

Na manhã desta quinta-feira (13), as baixas continuaram: o arábica recuava 485 pontos, negociado a 398,80 cents/lbp para dezembro/25, enquanto o contrato de maio/26 caía 460 pontos, a 356,20 cents/lbp.

O robusta, cotado na Bolsa de Londres, também registrava perdas. O contrato de novembro/25 caiu US$ 240, para US$ 4.392/tonelada, e o de março/26 recuava US$ 17, cotado a US$ 4.268/tonelada.

Analistas veem impactos mistos para o Brasil

De acordo com boletim do Escritório Carvalhaes, a retirada do tarifaço seria positiva tanto para o Brasil quanto para os Estados Unidos, mas não altera os fundamentos do mercado. Persistem os desafios relacionados às incertezas climáticas e aos baixos estoques globais de café.

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O relatório destaca que o Brasil, maior produtor e exportador mundial, colheu em 2025 uma safra menor do que o esperado, frustrando as projeções iniciais. Além disso, as regiões produtoras enfrentaram problemas climáticos recorrentes, que podem comprometer parte da produção de 2026.

Projeções indicam recuperação da oferta global a partir de 2026

O banco Rabobank prevê que o mercado de café apresentará excedente global de 7 a 10 milhões de sacas entre 2026 e 2027, resultado da recuperação da produção de arábica no Brasil.

A consultoria StoneX estima que a safra brasileira 2026/27 alcance 70,7 milhões de sacas, um crescimento de 13,5% em relação ao ciclo anterior. Desse total, 47,2 milhões devem ser de café arábica (alta de 29,3%) e 23,5 milhões de robusta (queda de 8,9%). Ainda assim, o volume permanece abaixo do potencial máximo que o país poderia alcançar sob condições climáticas ideais.

Perspectivas seguem cautelosas

Apesar do otimismo em torno da possível redução das tarifas americanas, o mercado ainda se mantém cauteloso. A combinação entre volatilidade cambial, ajustes climáticos e projeções de oferta mais robusta a médio prazo pode manter os preços sob pressão nos próximos meses.

Enquanto isso, investidores e exportadores acompanham de perto as negociações diplomáticas entre Brasil e Estados Unidos, que devem definir o real impacto das medidas tarifárias no comércio internacional do café.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Fertilizantes: Rabobank reduz projeção para 2026 e alerta para impacto da inadimplência recorde no agro

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Inadimplência no campo e preços elevados devem reduzir consumo de fertilizantes

O mercado brasileiro de fertilizantes deverá enfrentar uma retração mais intensa em 2026 do que a prevista anteriormente. Em relatório divulgado nesta quarta-feira, o Rabobank revisou para baixo sua estimativa de vendas de adubos no país e apontou a inadimplência recorde dos produtores rurais como um dos principais fatores de pressão sobre a demanda.

A instituição projeta que as entregas de fertilizantes aos agricultores brasileiros somem 45,1 milhões de toneladas em 2026, o que representa uma queda de 8,2% em relação ao volume recorde registrado em 2025. Caso a previsão se confirme, será o menor volume comercializado desde 2022, período marcado pelos impactos da guerra entre Rússia e Ucrânia sobre o mercado global de insumos.

A nova estimativa é mais conservadora do que a divulgada em abril, quando o banco previa consumo de aproximadamente 47,2 milhões de toneladas.

Segundo o Rabobank, além dos preços ainda elevados dos fertilizantes, a situação financeira de muitos produtores brasileiros tem limitado a capacidade de investimento e comprometido a aquisição de insumos para a próxima safra.

Guerra no Oriente Médio afetou mercado global de fertilizantes

O relatório destaca que os reflexos da guerra envolvendo o Irã contribuíram para a elevação dos custos dos fertilizantes em 2026. O fechamento temporário do Estreito de Ormuz, uma das principais rotas globais de transporte de matérias-primas e insumos, provocou aumento dos preços internacionais e forte volatilidade nos mercados.

Embora haja sinais de normalização logística e avanços diplomáticos para reduzir as tensões na região, o banco avalia que os impactos sobre a demanda global já foram consolidados.

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No caso da ureia, um dos fertilizantes nitrogenados mais utilizados no mundo, os preços retornaram aos níveis observados antes do conflito. Ainda assim, o Rabobank destaca que o comportamento do mercado repetiu um padrão semelhante ao registrado em 2022.

De acordo com a análise, foram necessárias cerca de seis semanas para que os preços atingissem o pico após o início das tensões, seguidas por aproximadamente dez semanas para retornar aos patamares iniciais.

Já o fosfato monoamônico (MAP), um dos fertilizantes mais utilizados na agricultura brasileira, permanece negociado em níveis mais elevados, sustentando os custos de produção para diversas culturas.

Inadimplência recorde preocupa setor agropecuário

Outro ponto de atenção destacado pelo banco é o avanço da inadimplência no crédito rural.

Com base em dados do Banco Central referentes a abril, o Rabobank observa que a inadimplência nas operações contratadas a taxas de mercado alcançou 13,3% do volume financiado, um dos maiores níveis já registrados para o setor.

O cenário reforça as dificuldades enfrentadas por parte dos produtores rurais, especialmente em segmentos que vêm acumulando margens apertadas, custos elevados e dificuldades de acesso a novas linhas de crédito.

A combinação entre menor liquidez no campo e insumos ainda caros tende a limitar o potencial de recuperação da demanda por fertilizantes ao longo do próximo ano.

Rabobank prevê queda nas exportações de milho em 2026

Além do mercado de fertilizantes, o Rabobank revisou as perspectivas para o milho brasileiro e projetou redução nas exportações do cereal.

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A expectativa é de que os embarques nacionais atinjam 39 milhões de toneladas em 2026, volume cerca de 3 milhões de toneladas inferior ao registrado no ano anterior.

Entre os fatores que explicam a revisão estão a valorização do real frente ao dólar, que reduz a competitividade do produto brasileiro no mercado internacional, e a forte concorrência de grandes exportadores, especialmente Estados Unidos e Argentina.

Os elevados custos do transporte rodoviário também continuam sendo um desafio para o setor exportador, reduzindo a competitividade logística do cereal brasileiro.

Demanda interna por milho deve seguir aquecida

Apesar da perspectiva menos favorável para as exportações, o consumo doméstico de milho deverá continuar avançando.

O Rabobank estima crescimento de 5% na demanda interna em 2026, alcançando cerca de 97 milhões de toneladas.

O principal motor desse avanço será o aumento do consumo pelas indústrias de ração animal e pelo setor de etanol de milho, que segue ampliando sua participação na matriz de biocombustíveis brasileira.

Diante desse cenário, o mercado agrícola brasileiro entra em 2026 com desafios relacionados ao crédito rural, custos de produção e competitividade internacional, enquanto busca equilibrar a demanda interna crescente com um ambiente global ainda marcado por incertezas econômicas e geopolíticas.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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