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Mercado de trigo encerra março com poucos negócios e atenções voltadas para a safra 2025

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O mercado brasileiro de trigo chega ao fim de março registrando um volume reduzido de negócios, reflexo da escassez de oferta e das dificuldades enfrentadas pelos moinhos para repassar os custos da farinha. Com os preços em alta, compradores e vendedores travam uma disputa: enquanto os moinhos encontram resistência para negociar, os produtores evitam fechar acordos, apostando em novas valorizações.

Outro fator que influencia esse cenário é o alto custo do frete, pressionado pelo escoamento da safra de verão, o que desestimula as transações no mercado interno. Diante dessas condições, compradores buscam alternativas no mercado externo, mas a taxa de câmbio elevada encarece as importações, limitando essa opção.

Expectativas para a safra 2025

A projeção para a safra 2025 de trigo ainda é incerta. A consultoria Safras & Mercado divulgou em fevereiro sua primeira estimativa de intenção de plantio, mas, segundo o analista Elcio Bento, os números deverão ser revisados.

Durante o workshop Moatrigo 2025, realizado neste mês em Curitiba (PR), Bento destacou a falta de consenso entre os agentes do setor, ressaltando que diversos fatores ainda precisam ser considerados antes de uma previsão mais precisa. “A Safras não quebra a safra antes dela quebrar”, afirmou o especialista, enfatizando que muitas variáveis ainda estão em aberto.

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A questão climática é um dos principais desafios para o triticultor, mas também pode impactar a safra de milho, incentivando os produtores a optarem pelo trigo. Apesar das incertezas, Bento demonstrou otimismo, citando fatores que podem beneficiar a cultura, como a demanda interna, a tendência climática favorável e os preços atrativos, apesar do atraso na comercialização de sementes.

Fonte: Portal do Agronegócio

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Exportações brasileiras de grãos ganham ritmo em 2026, com recorde na soja e avanço logístico global

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O comércio exterior brasileiro de grãos iniciou 2026 com forte desempenho nas exportações de soja e sinais mistos para o milho, segundo o Informativo Mensal da Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (ANEC). O relatório também destaca recordes de embarques, desafios logísticos globais e avanços na agenda de descarbonização do transporte marítimo.

Soja lidera exportações com recorde mensal em 2026

A soja manteve protagonismo no agronegócio brasileiro. Em abril de 2026, o país registrou embarque recorde de 16,1 milhões de toneladas, reforçando a posição do Brasil como principal exportador global da oleaginosa.

No acumulado do primeiro quadrimestre, as exportações somaram 43,2 milhões de toneladas, acima das 40,1 milhões de toneladas registradas no mesmo período de 2025. Para maio, o line-up aponta embarques de aproximadamente 14,1 milhões de toneladas.

A colheita da safra 2025/26 avançou até 94,7% da área, levemente abaixo do ritmo do ano anterior (97,7%), com conclusão já registrada em estados como Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e São Paulo.

Segundo a ANEC, o desempenho reforça a projeção de exportações totais próximas de 110 milhões de toneladas em 2026, consolidando o Brasil como referência global no fornecimento da oleaginosa.

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Milho tem ritmo sazonal mais lento, mas mantém projeção elevada de produção

No mercado de milho, o escoamento seguiu o padrão sazonal mais lento em abril, com embarques de 268 mil toneladas, enquanto o line-up de maio indica cerca de 188 mil toneladas.

Apesar do ritmo moderado nas exportações recentes, a produção da segunda safra segue robusta. A CONAB estima produção total de 139,6 milhões de toneladas, em área de 22,5 milhões de hectares, ligeiramente abaixo do ciclo anterior (141,2 milhões de toneladas), refletindo expectativa de produtividade menor após uma safra anterior excepcional.

Geopolítica no Oriente Médio pressiona custos logísticos globais

O relatório da ANEC também chama atenção para o impacto das tensões no Estreito de Ormuz sobre o comércio internacional. As restrições operacionais na região aumentam a incerteza no transporte marítimo global.

Entre os principais efeitos estão:

  • Alta expressiva nos fretes marítimos
  • Aumento dos prêmios de seguro
  • Elevação do custo da tonelada exportada
  • Impactos indiretos em rotas fora da região do estreito

O cenário reforça a volatilidade do comércio global e pressiona margens do setor exportador brasileiro.

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Etanol de milho ganha espaço no transporte marítimo e avança na agenda verde

Um dos destaques do relatório é o reconhecimento do etanol de milho como biocombustível compatível com o transporte marítimo, com metodologia de intensidade de carbono aprovada pela Organização Marítima Internacional (IMO).

A medida integra esforços globais de descarbonização de um setor responsável por cerca de 2% a 3% das emissões globais de gases de efeito estufa.

Segundo a ANEC, o avanço abre novas oportunidades para o Brasil no mercado internacional de energia, ampliando o papel do milho não apenas como commodity alimentar, mas também como vetor estratégico da transição energética global.

Exportações seguem fortes e consolidam papel do Brasil no agronegócio global

O balanço da ANEC reforça o desempenho consistente do Brasil no comércio internacional de grãos, especialmente da soja, e evidencia a crescente importância da logística e da geopolítica no desempenho do setor.

Ao mesmo tempo, o avanço de biocombustíveis e a ampliação da demanda global mantêm o país em posição estratégica na segurança alimentar e energética mundial.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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