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Prazo para Declaração do IRPF 2025: Produtores Rurais Devem Ficar Atentos

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A Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Santa Catarina (Faesc) reforça a importância de os produtores rurais pessoa física se atentarem ao prazo para a entrega da Declaração do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF), referente ao ano-calendário de 2024. De acordo com a Receita Federal, o prazo final para envio é 30 de maio de 2025, até às 23h59min59s.

Assim como os demais contribuintes, os produtores rurais devem prestar contas ao Fisco, observando as especificidades da declaração de rendimentos da atividade agropecuária. O presidente do Sistema Faesc/Senar e vice-presidente de finanças da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), José Zeferino Pedrozo, destaca a importância de antecipar a declaração e conferir o cronograma de restituições. Ele também ressalta que a obrigatoriedade da declaração segue as regras estabelecidas pela Instrução Normativa RFB Nº 2.255, de 11 de março de 2025.

Para este ano, a receita bruta anual mínima que obriga a declaração passou de R$ 153.999,50 para R$ 169.440,00. Além disso, todos os rendimentos e despesas relacionados à atividade rural devem ser informados corretamente. Quem, em 31 de dezembro de 2024, possuía bens ou direitos – incluindo terras não edificadas – com valor superior a R$ 800.000,00 também está obrigado a declarar.

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Cuidados no preenchimento da declaração

A não entrega ou o atraso na declaração pode resultar em multas e outras penalidades. Além disso, contratos de arrendamento e parceria rural devem ser devidamente informados à Receita Federal. O preenchimento correto dos dados é essencial, garantindo que apenas receitas e despesas vinculadas à atividade rural sejam declaradas. “Um erro recorrente é a inclusão de veículos de uso pessoal como parte dos bens da atividade agrícola, o que pode ser identificado como uma inconsistência”, alerta Pedrozo.

O dirigente também destaca que a Receita Federal tem intensificado fiscalizações para verificar irregularidades no IRPF da atividade rural. “Em muitos casos, os produtores são notificados e têm até 30 dias para realizar a autorregularização sem a incidência de multas”, explica Pedrozo. Caso o prazo seja desrespeitado, há risco de autuação.

Uma novidade para o IRPF 2025 é a Portaria 505/2024, publicada em 30 de dezembro de 2024. A norma classifica determinados contribuintes como “diferenciados” ou “especiais”, sujeitando-os a um monitoramento mais detalhado por parte da Receita Federal.

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Formas de preenchimento e restituições

A declaração pode ser feita on-line pelo e-CAC, sem a necessidade de instalar programas, ou por meio do software disponível para Windows. A versão para dispositivos móveis, via aplicativo Meu Imposto de Renda, estará disponível a partir de 1º de abril, junto à opção da declaração pré-preenchida.

As restituições do IRPF 2025 (ano-base 2024) serão pagas em cinco lotes, de maio a setembro, nas seguintes datas:

  • 1º lote – 30 de maio
  • 2º lote – 30 de junho
  • 3º lote – 31 de julho
  • 4º lote – 29 de agosto
  • 5º e último lote – 30 de setembro

Para mais informações, os contribuintes podem acessar o site oficial da Receita Federal: www.gov.br/receitafederal.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Milho safrinha no Sul de Minas exige atenção redobrada com clima irregular, pragas e janela de plantio

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O milho safrinha 2025/2026 no Sul de Minas Gerais avança em um cenário de atenção máxima no campo. Produtores da região lidam com desafios simultâneos que impactam diretamente o potencial produtivo das lavouras, como instabilidade das chuvas, pressão crescente de pragas e atrasos na semeadura em função do calendário da soja.

O cenário regional acompanha as projeções nacionais da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), que estima produção de 108,4 milhões de toneladas na segunda safra de milho no país. No Sul de Minas, no entanto, o desempenho das lavouras varia conforme o momento de plantio e as condições climáticas de cada área.

Plantio fora da janela ideal amplia riscos produtivos

A principal preocupação dos especialistas está relacionada ao atraso na semeadura, que em muitos casos ocorreu após a colheita da soja. Esse fator resultou em lavouras com estágios de desenvolvimento distintos, aumentando a necessidade de manejo individualizado.

Segundo o diretor comercial da Agrobom, Marco Castelli, o momento exige atenção redobrada do produtor rural.

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“Cada produtor vive uma realidade diferente nesta safrinha. Quem conseguiu semear dentro da janela adequada tem lavouras mais uniformes e com melhor potencial produtivo. Já quem atrasou o plantio precisa redobrar o monitoramento do clima e das pragas, pois qualquer falha pode comprometer o resultado final”, afirma.

Irregularidade das chuvas preocupa fase reprodutiva do milho

De acordo com especialistas, a instabilidade das chuvas durante as fases críticas de florescimento e enchimento de grãos é um dos principais fatores de risco para a produtividade da segunda safra.

A irregularidade hídrica pode provocar redução significativa no rendimento das lavouras, especialmente nas áreas semeadas mais tardiamente, que ficam mais expostas a períodos de estresse climático.

Pressão de pragas exige monitoramento constante

Além do clima, o avanço de pragas como a lagarta-do-cartucho também preocupa os produtores. As condições de calor e umidade favorecem a proliferação, exigindo acompanhamento frequente das áreas cultivadas e resposta rápida no controle.

O manejo preventivo e a tomada de decisão ágil são apontados como fatores determinantes para evitar perdas de produtividade neste estágio do ciclo.

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Planejamento e comercialização ganham importância no cenário atual

Para a Agrobom, o momento também exige atenção ao mercado de milho, que segue com forte volatilidade de preços influenciada pelo desempenho da segunda safra em nível nacional.

Segundo Castelli, o acompanhamento das cotações é essencial para o produtor que ainda avalia o melhor momento de comercialização.

“O milho é uma cultura estratégica para o Sul de Minas. O planejamento, o acompanhamento constante da lavoura e decisões rápidas no campo fazem diferença tanto na produtividade quanto na comercialização”, destaca o executivo.

Gestão técnica e mercado definem resultado da safrinha

A combinação entre manejo adequado no campo e leitura correta do mercado é apontada como fator decisivo para o desempenho da safra 2025/2026 na região.

Com lavouras em diferentes estágios de desenvolvimento e clima instável, especialistas reforçam que o monitoramento contínuo será determinante para reduzir riscos e garantir melhores resultados na segunda safra de milho no Sul de Minas.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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