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Perspectivas Modestas para o Impacto Imediato do Acordo do Mar Negro nas Exportações de Alimentos Russos

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Um possível acordo destinado a aliviar as restrições ao acesso da Rússia aos mercados agrícolas internacionais, que foi saudado por Washington e Moscou como um avanço para a segurança alimentar global, provavelmente não resultará em impactos imediatos, afirmaram analistas e fontes do setor nesta quarta-feira. No entanto, o acordo, se concretizado, pode fortalecer as ambições a longo prazo do presidente Vladimir Putin em posicionar a Rússia como uma potência agrícola e gerar um aumento significativo nas receitas cambiais do país.

Nesta semana, os Estados Unidos firmaram acordos separados com a Ucrânia e a Rússia para suspender ataques no Mar Negro, além de interromper os ataques a alvos energéticos. Como parte do entendimento, Washington concordou em ajudar a suavizar algumas sanções ocidentais impostas a Moscou.

Kirill Dmitriev, chefe do fundo soberano da Rússia e enviado especial de Putin para a cooperação econômica internacional, destacou em uma postagem nas redes sociais que o acordo garantiria “suprimentos essenciais de grãos para mais de 100 milhões de pessoas adicionais”. Já um porta-voz da ONU comentou, na quarta-feira, que a medida representaria uma “contribuição crucial para a segurança alimentar global”.

Contudo, Andrey Sizov, da consultoria Sovecon, observou que as exportações russas de grãos e fertilizantes já atingiram níveis recordes durante o conflito com a Ucrânia, sem que incidentes de segurança significativos afetassem a infraestrutura de exportação. “Atualmente, tanto as exportações ucranianas quanto as russas no Mar Negro seguem sem grandes problemas, mesmo sem uma ‘trégua oficial’ ou ‘acordos de grãos'”, comentou Sizov. Para ele, o cenário mais provável é que as exportações continuem como estão, sem grandes mudanças.

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Os comerciantes russos e seus parceiros em mercados considerados amigáveis têm conseguido contornar as sanções ocidentais, tratando-as mais como um obstáculo administrativo do que como uma barreira significativa. Em vez de serem impactadas pelas sanções, as exportações russas têm sido limitadas por políticas internas, como a imposição de cotas e taxas de exportação para controlar a inflação doméstica, que supera 10%.

A Rússia, maior exportadora mundial de trigo, reduziu suas cotas de exportação e aumentou as taxas sobre esse produto para evitar uma escalada nos preços internos de alimentos básicos, como o pão. Como resultado, as exportações caíram para 40 milhões de toneladas na temporada 2024/25, uma diminuição em relação aos 55 milhões de toneladas da temporada anterior. O primeiro-ministro Mikhail Mishustin afirmou ao parlamento, na quarta-feira, que essa estratégia visava proteger os interesses dos consumidores russos, destacando os grãos e o óleo de girassol como exemplos.

Embora o acordo no Mar Negro não tenha grandes efeitos no curto prazo, ele pode contribuir para os planos de Moscou de expandir suas exportações agrícolas em 50% até 2030, alcançando novos mercados na Ásia, África e América Latina. As exportações agrícolas representam a segunda maior fonte de receita para o governo russo, atrás apenas do petróleo e gás, setores mais afetados pelas sanções e pelos esforços da Europa em reduzir suas importações da Rússia.

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Moscou também tem pressionado para a suspensão das sanções que atingem suas empresas exportadoras, bancos e companhias de navegação, na expectativa de facilitar suas operações comerciais. Um dos principais pedidos da Rússia é a restauração do acesso de seu banco agrícola, o Rosselkhozbank, ao sistema internacional de mensagens SWIFT. Segundo uma fonte do setor, os exportadores russos enfrentam dificuldades de pagamento, já que muitos bancos internacionais, até mesmo em mercados tradicionais como o Oriente Médio, evitam transações com a Rússia. “Os EUA poderiam ajudar a resolver esses problemas de pagamento, além de facilitar a cobertura de seguros para as embarcações que transportam grãos russos”, afirmou a fonte.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Inverno no Rio Grande do Sul exige manejo reforçado para proteger vacas leiteiras e manter a produtividade

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As condições climáticas do inverno no Rio Grande do Sul demandam atenção especial dos produtores de leite para preservar a saúde do rebanho e evitar impactos na produtividade. Apesar da boa adaptação das vacas da raça Holandesa às baixas temperaturas, a combinação de frio, vento e alta umidade representa um desafio importante para o manejo das propriedades leiteiras.

Segundo a superintendente técnica substituta da Associação dos Criadores de Gado Holandês do Rio Grande do Sul (Gadolando), Maíza Scheleski, o frio, por si só, não costuma comprometer o desempenho dos animais. Pelo contrário, as temperaturas mais amenas podem até favorecer a produção de leite.

“As vacas leiteiras da raça Holandesa toleram muito bem o frio, que pode inclusive contribuir para o conforto térmico e para a produção. O maior desafio durante o inverno gaúcho é a associação entre frio, vento e umidade, característica frequente nesta época do ano”, explica.

Umidade e barro aumentam riscos sanitários

Entre as principais recomendações para o período está a manutenção de ambientes secos e protegidos, especialmente após chuvas. A presença constante de barro e umidade favorece a proliferação de agentes causadores de doenças e pode comprometer diretamente o bem-estar animal.

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De acordo com a especialista, os impactos são observados principalmente na saúde dos cascos e na incidência de mastite, uma das enfermidades que mais geram prejuízos à atividade leiteira.

“É fundamental garantir que os animais tenham acesso a áreas secas e protegidas. O excesso de umidade aumenta significativamente os riscos de problemas nos cascos e favorece a ocorrência de mastite”, destaca.

Terneiras exigem atenção redobrada no inverno

As categorias mais jovens do rebanho também estão entre as mais vulneráveis às condições climáticas adversas. Durante o inverno, cresce a incidência de doenças respiratórias, tornando essencial a adoção de medidas preventivas.

Instalações limpas, camas secas, proteção contra correntes de vento e ambientes adequadamente manejados contribuem para reduzir os riscos sanitários e melhorar o desenvolvimento dos animais.

Segundo Maíza, o conforto das terneiras deve ser tratado como prioridade para minimizar perdas e garantir melhores índices produtivos no futuro.

Nutrição, conforto e sanidade são fundamentais

Além da infraestrutura adequada, fatores como alimentação balanceada, monitoramento sanitário e manejo eficiente continuam sendo determinantes para o desempenho do rebanho durante os meses mais frios do ano.

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A especialista ressalta que a combinação de boas práticas de manejo, nutrição adequada e atenção ao conforto animal permite que os produtores atravessem o inverno sem comprometer a produtividade da atividade leiteira.

Com planejamento e cuidados preventivos, é possível reduzir os efeitos das condições climáticas típicas do Sul do Brasil, preservar a saúde dos animais e manter a eficiência dos sistemas de produção de leite.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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