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Bolsas europeias recuam em meio à cautela antes do prazo para tarifas dos EUA

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O principal índice acionário europeu registrava queda nesta quarta-feira, impactado pelo desempenho negativo do setor de saúde, enquanto investidores adotavam uma postura cautelosa diante da iminente implementação de novas tarifas dos Estados Unidos, previstas para entrar em vigor na próxima semana.

O índice STOXX 600 recuava 0,72%, atingindo 548,59 pontos, pressionado pelas desvalorizações das gigantes Novo Nordisk, Novartis AG e Roche, o que levou o índice de saúde ao menor nível dos últimos dois meses.

Por outro lado, as ações do setor de energia apresentavam desempenho positivo, impulsionadas pela valorização do petróleo, que atingiu sua máxima em três semanas.

Apesar da volatilidade, o STOXX 600 mantém trajetória para fechar seu melhor trimestre em dois anos, sustentado pela expectativa de que um pacote fiscal histórico na Alemanha estimule o crescimento da maior economia europeia.

A região também tem atraído investidores que buscam oportunidades além de Wall Street, em meio às incertezas geradas pela política comercial do governo do presidente dos EUA, Donald Trump, que alimentam temores de desaceleração econômica no país.

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“A Europa ainda é um mercado relativamente pouco explorado e apresenta boas oportunidades de valorização”, afirmou Phil Webster, diretor de gestão de portfólio da Columbia Threadneedle Investments. Segundo ele, setores como o financeiro, o industrial e o de saúde estão “fundamentalmente subvalorizados”.

Webster acrescentou que “os mercados, de maneira geral, necessitam de um ambiente mais estável no período pós-Trump, com maior previsibilidade sobre o impacto das tarifas”.

Nesta semana, o apetite por risco global teve uma leve melhora após Trump sinalizar uma abordagem mais moderada em relação à política comercial antes do prazo final de 2 de abril, quando as novas tarifas recíprocas dos EUA devem ser implementadas.

Nos principais mercados europeus, os índices registravam o seguinte desempenho:

  • LONDRES: O índice Financial Times cedia 0,03%, a 8.661 pontos.
  • FRANKFURT: O DAX recuava 0,95%, para 22.889 pontos.
  • PARIS: O CAC-40 registrava queda de 0,93%, a 8.033 pontos.
  • MILÃO: O Ftse/Mib recuava 0,84%, totalizando 39.055 pontos.
  • MADRI: O Ibex-35 registrava desvalorização de 0,31%, atingindo 1.442 pontos.
  • LISBOA: Na contramão dos demais mercados, o índice PSI20 avançava 0,36%, para 6.856 pontos.
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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Agro dobra empregos em 20 anos e sustenta mais de 50% da economia

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O avanço do agronegócio em Mato Grosso redesenhou o mercado de trabalho e consolidou o setor como base da economia estadual. Em duas décadas, o número de trabalhadores ligados ao agro saltou de cerca de 173 mil em 2006 para 449 mil em 2026, segundo o Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea) — crescimento de quase 160%.

O movimento acompanha a expansão da produção e da área cultivada. Mato Grosso lidera a produção nacional de grãos, com safras que superam 100 milhões de toneladas somando soja, milho e algodão. A área agrícola do Estado ultrapassa 20 milhões de hectares cultivados, dentro de um território de cerca de 90 milhões de hectares, o que evidencia o espaço ainda disponível para intensificação produtiva.

Esse crescimento dentro da porteira puxou a geração de empregos fora dela. A cadeia do agro — que inclui transporte, armazenagem, processamento e serviços — passou a absorver mão de obra em ritmo mais acelerado, especialmente a partir de 2021, com o avanço da agroindustrialização e o aumento do volume produzido.

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O peso econômico é direto. O agronegócio responde por cerca de 50% a 55% do Produto Interno Bruto (PIB) de Mato Grosso, de acordo com estimativas do próprio Imea e de órgãos estaduais. Na prática, isso significa que mais da metade de toda a riqueza gerada no Estado está ligada ao campo.

Esse protagonismo se reflete na dinâmica regional. Municípios com forte presença agrícola concentram maior circulação de renda, impulsionando comércio, serviços e construção civil. O efeito multiplicador do agro faz com que cada safra movimente não apenas a produção, mas toda a economia local.

Ao mesmo tempo, o perfil da mão de obra vem mudando. A incorporação de tecnologia no campo e na indústria exige trabalhadores mais qualificados, enquanto a expansão logística amplia a demanda por serviços especializados. O resultado é um mercado de trabalho mais diversificado, que vai além das atividades tradicionais da agricultura.

Fonte: Pensar Agro

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