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Fertilizantes: Pilar da Sustentabilidade no Agronegócio Brasileiro

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O uso de fertilizantes é essencial para a continuidade do crescimento sustentável do agronegócio brasileiro. De acordo com Ricardo Tortorella, economista e diretor-executivo da Associação Nacional de Difusão de Adubos (ANDA), a recente publicação da Plataforma Brasileira de Biodiversidade e Serviços Ecossistêmicos (BPBES) oferece uma valiosa contribuição para o avanço do setor. O relatório detalha, de forma clara, como a agropecuária brasileira depende da biodiversidade, ao mesmo tempo em que se beneficia dela. Além disso, destaca a importância de elementos fundamentais para o fortalecimento contínuo do setor, como a água limpa, a regulação do clima, a polinização das culturas, o controle biológico de pragas e doenças e a manutenção da fertilidade e estrutura do solo.

A publicação, intitulada Sumário para Tomadores de Decisão do Relatório Temático sobre Agricultura, Biodiversidade e Serviços Ecossistêmicos, apresenta os desafios relacionados ao modelo de uso da terra predominante no Brasil e aponta soluções para tornar a agropecuária mais sustentável e inclusiva. A pesquisa foi coordenada por Rachel Bardy Prado, pesquisadora da Embrapa Solos, e Gerhard Overbeck, professor da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).

De acordo com a pesquisadora, a escassez de recursos naturais em algumas regiões do Brasil, somada aos efeitos das mudanças climáticas, coloca em risco a sustentabilidade da agricultura nacional. Ela alerta ainda que as principais cadeias produtivas de alimentos estão suscetíveis às alterações climáticas, o que pode acarretar quedas na produtividade e mudanças na aptidão das terras para determinadas culturas.

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Nesse contexto, o papel dos fertilizantes torna-se cada vez mais crucial. Esses insumos têm sido fundamentais para os ganhos de produtividade da agricultura brasileira, e são parte essencial do processo de desenvolvimento da agropecuária no país, impulsionado pelo trabalho dos empresários do setor e dos agricultores.

Para mitigar os riscos de queda de produtividade, conforme apontado pela pesquisadora, o uso adequado de fertilizantes é imprescindível, visto que sua principal função é aumentar a fertilidade do solo. Os fertilizantes contêm compostos minerais e orgânicos que enriquecem a terra com os nutrientes necessários para o desenvolvimento das plantas. Além disso, desempenham funções econômicas e ecológicas de grande relevância, alinhando-se às necessidades apontadas pela BPBES. Contribuem para a melhoria da produção agrícola, aumentam a rentabilidade das lavouras e promovem a preservação ambiental ao enriquecer o solo, o que se traduz em produtos agrícolas de maior qualidade.

Segundo dados da Embrapa, a adubação correta tem impacto direto na produtividade das culturas, na proteção do solo contra erosão, no controle da acidez da terra, na reposição de nutrientes e no sequestro de carbono. Este último aspecto é especialmente importante, uma vez que o solo é considerado o maior reservatório de carbono em um ecossistema.

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O setor de fertilizantes, ciente da relevância desse insumo para o Brasil, tem se esforçado para garantir o abastecimento do mercado, apesar dos desafios impostos pelo cenário geopolítico global, como as guerras que afetam países fornecedores de fertilizantes minerais e dificultam a logística das cadeias comerciais internacionais. Vale destacar que 85% do consumo nacional de fertilizantes é suprido por importações.

Por isso, é essencial que o Brasil mantenha e amplie a implementação do Plano Nacional de Fertilizantes, buscando aumentar a produção interna e aprimorar a infraestrutura, logística e o processo alfandegário na importação desses insumos. O fertilizante é um produto estratégico para garantir que o agronegócio brasileiro continue sendo economicamente viável, socialmente justo e ambientalmente sustentável, alinhado com os princípios da sustentabilidade.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Carne suína: percepção de oferta confortável pressiona preços e trava mercado no Brasil

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O mercado brasileiro de carne suína registrou uma semana de comportamento misto entre o quilo vivo e os cortes negociados no atacado. A pressão predominante veio da percepção de que a oferta de animais segue confortável, fator que limita reajustes e mantém o setor em ritmo lento de negociações.

Segundo o analista da Safras & Mercado, Allan Maia, a indústria adotou uma postura mais reticente nas compras do suíno vivo em Minas Gerais ao longo da semana. O movimento reflete a percepção de equilíbrio — ou até excesso — na oferta disponível, o que reduz o poder de barganha dos produtores.

Ao mesmo tempo, os frigoríficos monitoram o escoamento da carne suína no mercado interno, que apresenta leve melhora, mas ainda sem força suficiente para sustentar altas mais consistentes nos preços.

Consumo pode ganhar tração na primeira quinzena de julho

De acordo com Maia, as expectativas do setor se concentram na primeira metade de julho, período tradicionalmente associado ao aumento da circulação de renda com o pagamento de salários.

Além disso, o avanço do inverno em diversas regiões do país tende a favorecer o consumo de proteínas, especialmente carnes de preparo doméstico. Outro fator de atenção é a competitividade da carne suína frente à bovina, o que pode ampliar a demanda no varejo.

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No cenário externo, as exportações seguem como principal variável positiva para o setor em 2026, funcionando como importante amortecedor para o mercado interno.

Preços do suíno vivo recuam na média nacional

Levantamento da Safras & Mercado apontou que a média do quilo do suíno vivo no Brasil recuou de R$ 5,34 para R$ 5,28 ao longo da semana.

No atacado, a média dos cortes de carcaça ficou em R$ 8,89, enquanto o pernil foi negociado a R$ 11,18.

Cotações variam entre estabilidade e ajustes regionais

No mercado paulista, a arroba suína subiu de R$ 101,00 para R$ 102,00, indicando leve reação pontual.

Em outras regiões, o comportamento foi mais heterogêneo:

  • No Rio Grande do Sul, o quilo vivo na integração caiu de R$ 5,55 para R$ 5,15, enquanto no interior avançou de R$ 5,10 para R$ 5,15
  • Em Santa Catarina, a integração recuou de R$ 5,55 para R$ 5,15, enquanto o interior subiu de R$ 5,05 para R$ 5,10
  • No Paraná, o mercado livre avançou de R$ 4,90 para R$ 5,00, e a integração manteve R$ 5,60
  • Em Mato Grosso do Sul, Campo Grande ficou estável em R$ 5,10, enquanto a integração recuou de R$ 5,55 para R$ 5,15
  • Em Goiás, os preços subiram de R$ 5,40 para R$ 5,50
  • Em Minas Gerais, o interior caiu de R$ 6,00 para R$ 5,90, enquanto o mercado independente ficou estável em R$ 6,10
  • Em Mato Grosso, Rondonópolis manteve R$ 5,50, enquanto a integração recuou de R$ 5,55 para R$ 5,15
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O cenário geral reforça um mercado fragmentado, com variações pontuais e ausência de tendência única.

Exportações seguem em queda no comparativo anual

As exportações brasileiras de carne suína in natura somaram US$ 212,827 milhões em junho, considerando 14 dias úteis, com média diária de US$ 15,202 milhões.

O volume embarcado atingiu 84,663 mil toneladas, com média diária de 6,047 mil toneladas, enquanto o preço médio ficou em US$ 2.513,8 por tonelada.

Na comparação com junho de 2025, houve:

  • queda de 5,2% no valor médio diário
  • recuo de 1% na quantidade média diária
  • redução de 4,3% no preço médio

Os dados são da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) e reforçam um cenário de leve perda de ritmo nas exportações, apesar de o setor seguir relevante para o equilíbrio da cadeia produtiva.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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