AGRONEGÓCIO

Produtores Rurais Devem Observar Prazo para Entrega do Livro Caixa Digital de 2025

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A partir do dia 1º de março, os agropecuaristas de todo o Brasil poderão enviar à Receita Federal o Livro Caixa Digital do Produtor Rural (LCDPR) referente ao ano de 2024. Este documento, que substitui o antigo Livro Caixa utilizado no setor agrícola, deve ser enviado anualmente por produtores que atuem como pessoa física e que tenham faturamento superior a R$ 4,8 milhões anuais. O prazo final para o envio do LCDPR é 31 de maio.

O LCDPR funciona como um registro contábil, no qual o produtor rural deve detalhar suas receitas e despesas. As receitas incluem vendas de produtos agrícolas e pecuários, enquanto as despesas englobam custos com insumos, serviços e manutenção da propriedade. O objetivo do documento é facilitar o controle fiscal e a prestação de contas com a Receita Federal.

O não envio do LCDPR no prazo ou a entrega do documento de forma inadequada pode resultar em penalidades, conforme o artigo 57 da Medida Provisória nº 2.158-35. As multas variam conforme a situação específica, e o descumprimento pode levar à suspensão da Inscrição Estadual de Produtor Rural, complicando a relação com o Fisco.

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Tecnologia como Aliada do Produtor Rural

Embora o LCDPR deva ser enviado por meio do portal e-CAC da Receita Federal, a instituição não disponibiliza um software para a criação do arquivo necessário. Nesse cenário, as empresas de tecnologia especializada desempenham um papel fundamental, oferecendo soluções ágeis e seguras para garantir que os produtores cumpram as exigências fiscais dentro do prazo.

Uma dessas soluções é o sistema de gestão voltado ao agronegócio da multinacional Senior Sistemas. A plataforma facilita a gestão financeira e operacional das propriedades rurais, sendo ideal para produtores, cooperativas, agroindústrias e revendas. “Com o ERP da Senior, o produtor pode manter todas as obrigações fiscais em dia, enquanto gerencia a produção e a distribuição de forma eficiente”, afirma Graciele Lima, Head de Produto do Agronegócio da empresa.

De acordo com a especialista, o ERP Senior é reconhecido no mercado por seu compliance fiscal, atendendo grandes empresas, incluindo aquelas de capital aberto. “O LCDPR, assim como outras demandas legais do setor, é gerido com a mesma integridade, segurança e agilidade no processo de apuração das informações, proporcionando ao produtor a mesma conformidade exigida das empresas jurídicas”, complementa.

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Soluções Integradas para o Agro

Além de possibilitar a emissão de notas fiscais e o controle financeiro, os ERPs atuais oferecem uma gestão empresarial mais ampla. No caso da Senior, a empresa vai além, disponibilizando uma gestão especializada para o agronegócio, tanto dentro quanto fora da porteira. “Nossa plataforma oferece uma gestão agrícola completa, refletida e amparada pelo backoffice, permitindo uma operação integrada”, destaca Graciele.

A especialista ressalta também a importância da gestão de comercialização para os produtores. “Fatores como clima, cotações e variações cambiais estão fora do controle do produtor, mas com uma gestão eficiente de custos e comercialização, como a oferecida pela Senior, é possível melhorar as margens de lucro e reduzir despesas”, conclui.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Brasil bate recorde de registros de defensivos agrícolas e avanço asiático transforma mercado de agroquímicos

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O mercado brasileiro de defensivos agrícolas e bioinsumos vive uma profunda transformação regulatória e comercial. O país registrou em 2025 o maior número de aprovações de pesticidas da história, enquanto cresce a presença de fabricantes asiáticos no setor nacional de agroquímicos.

O cenário será um dos principais focos da Brasil AgrochemShow 2026, marcada para os dias 3 e 4 de agosto, no Centro de Eventos São Luís, em São Paulo. O encontro deve reunir mais de 1.500 participantes, incluindo empresas, distribuidores, consultorias regulatórias, especialistas, importadores, indústrias químicas e representantes do agronegócio.

Brasil registra recorde histórico de aprovações de defensivos

Levantamento da AllierBrasil aponta que o Brasil aprovou 912 registros de pesticidas em 2025, o maior volume já registrado no país.

Do total liberado:

  • 323 foram produtos técnicos
  • 427 produtos formulados químicos
  • 162 produtos biológicos

O volume representa crescimento de 37,5% em relação ao ano anterior.

A expansão também impressiona no longo prazo. Entre 2006 e 2015, o Brasil aprovou 1.454 registros. Já no período entre 2016 e 2025, o número saltou para 5.442 aprovações, avanço de 274,3%.

Somente nos últimos cinco anos, foram liberados 3.344 registros, alta de 59,4% frente ao período anterior.

Especialistas alertam para morosidade regulatória

Apesar do crescimento expressivo no número de aprovações, especialistas afirmam que o sistema regulatório brasileiro continua lento, burocrático e altamente complexo.

Segundo Flávio Hirata, engenheiro agrônomo, especialista em registro de pesticidas e sócio da AllierBrasil, o aumento das liberações não significa necessariamente maior eficiência regulatória.

“O registro continua sendo burocrático, oneroso e sujeito a constantes mudanças de interpretação e exigências regulatórias”, afirma.

De acordo com a consultoria, o tempo médio de aprovação em 2025 foi de:

  • 63,4 meses para produtos formulados químicos
  • 67,4 meses para produtos técnicos equivalentes
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Na prática, muitos processos levam mais de cinco anos para serem concluídos.

“O maior desestímulo ao investimento no setor é justamente o tempo necessário para acessar o mercado. Em alguns casos, quando o registro é aprovado, parte da eficácia agronômica já foi comprometida ou o ingrediente ativo se aproxima de restrições regulatórias”, explica Hirata.

Judicialização cresce no mercado de defensivos agrícolas

A lentidão nas análises regulatórias também impulsionou o aumento da judicialização no setor.

Atualmente, cerca de 2.830 processos de registros de produtos formulados químicos aguardam avaliação no Brasil.

Segundo a AllierBrasil:

  • 397 processos estão parados há sete anos ou mais
  • 94 registros aguardam análise há mais de dez anos

Entre 2019 e 2025, os deferimentos obtidos via ações judiciais cresceram:

  • 395% contra a Anvisa
  • 2.666% contra o Ibama

Somente até 22 de abril de 2026, 47 avaliações toxicológicas foram aprovadas por meio de decisões judiciais.

“O uso da judicialização deixou de ser exceção e passou a integrar a estratégia regulatória das empresas para acelerar o acesso ao mercado”, destaca Hirata.

Avanço da China e da Índia redefine mercado global de agroquímicos

Outro tema central do AgrochemShow será o avanço das empresas asiáticas no mercado brasileiro de defensivos agrícolas.

Segundo especialistas, a chamada “invasão asiática” representa uma reestruturação global da cadeia de produção de pesticidas.

“A China se consolidou como centro mundial de produção de defensivos agrícolas, enquanto o Brasil permanece como um dos maiores mercados consumidores do planeta”, afirma Hirata.

Nos últimos 15 anos, o mercado brasileiro registrou:

  • Crescimento de produtos pós-patente
  • Expansão de fabricantes chineses e indianos
  • Aumento de empresas nacionais com produção terceirizada na Ásia
  • Maior concorrência no setor de distribuição
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Atualmente, a China domina grande parte da produção global de ingredientes ativos utilizados nos defensivos agrícolas, enquanto a Índia amplia rapidamente sua participação.

Concorrência reduz custos, mas aumenta debate sobre segurança e rastreabilidade

O avanço asiático trouxe impactos diretos sobre preços, margens e competitividade no mercado brasileiro.

Entre os principais efeitos observados estão:

  • Redução nos preços de moléculas tradicionais
  • Pressão sobre margens das distribuidoras
  • Maior concorrência comercial
  • Crescimento da agricultura digital
  • Expansão dos bioinsumos e biossoluções

Ao mesmo tempo, cresce a preocupação do setor com:

  • Rastreabilidade dos produtos
  • Pureza dos ingredientes ativos
  • Equivalência técnica
  • Dependência externa
  • Segurança regulatória e logística

No Brasil, os defensivos agrícolas precisam passar por aprovação de três órgãos:

  • Anvisa
  • Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa)
  • Ibama

“Existe uma preocupação crescente sobre segurança de abastecimento e dependência externa. Por outro lado, a maior concorrência também ajudou a reduzir custos para o produtor rural e acelerou a modernização do setor”, avalia Hirata.

AgrochemShow 2026 reunirá indústria, distribuidores e especialistas

Além dos debates regulatórios, o Brasil AgrochemShow 2026 reunirá representantes da indústria química, empresas de biológicos, distribuidores, consultorias, importadores, revendas e fornecedores internacionais.

O evento terá foco em:

  • Inovação no mercado agrícola
  • Estratégias regulatórias
  • Tendências globais
  • Logística
  • Agricultura digital
  • Bioinsumos
  • Parcerias técnico-comerciais

As inscrições para participação estão abertas no portal oficial do evento, mediante doação de cestas básicas destinadas à ONG Crê-Ser, de São Paulo.

Na edição de 2025, a iniciativa arrecadou cerca de 14 toneladas de alimentos, reforçando o caráter social do encontro.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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