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Upa Verdão recebe visita e orientações do Ministério da Saúde

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Na quarta-feira (19), uma comitiva do Ministério da Saúde (MS) visitou a UPA Verdão, em Cuiabá, para realizar uma ação de caráter orientativo e prático. A visita teve como objetivo aprimorar os fluxos assistenciais de atendimento a pacientes com arboviroses, como a dengue e chikungunya, que tem gerado alta taxa de óbitos no estado de Mato Grosso, conforme dados mais recentes do Painel de Monitoramento das Arboviroses do Ministério da Saúde.

A comitiva do MS foi acompanhada pela Diretora da Atenção Especializada e Vigilância em Saúde, Rosane Meciano, além do Coordenador da UPA Verdão e outros representantes da Secretaria Municipal de Saúde (SMS). A visita também contou com a presença de representantes da Secretaria Estadual de Saúde (SES).

O principal objetivo da visita foi reforçar a importância de um atendimento adequado e eficaz, desde a atenção primária até a alta complexidade, para evitar complicações graves e óbitos evitáveis. O MS destacou que Mato Grosso é um dos estados que mais têm concentrado óbitos por chikungunya em 2025, tornando urgente a implementação de medidas para melhorar a resposta do sistema de saúde.

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Entre as orientações repassadas, destaca-se a importância do acolhimento correto dos pacientes, a identificação precoce das arboviroses e a aplicação de tratamentos adequados conforme o tempo de evolução da doença. Estas ações podem acelerar o fluxo de atendimento, reduzir a pressão sobre as unidades de saúde e diminuir os riscos de complicações clínicas nos pacientes.

Cuiabá tem adotado diversas medidas para conter a proliferação das arboviroses e melhorar o atendimento à população. A cidade criou um Plano de Contenção das Arboviroses, que inclui a expansão dos atendimentos nas Unidades Básicas de Saúde (UBS), a implementação de um consultório de triagem para diagnóstico rápido e a intensificação das fiscalizações para combater o vetor da doença, o mosquito Aedes aegypti. Além disso, campanhas de conscientização têm sido realizadas para alertar a população sobre a importância da participação ativa no combate ao mosquito transmissor.

A Secretária Municipal de Saúde de Cuiabá, Lucia Helena Barboza, enfatizou a importância do trabalho conjunto entre os níveis federal, estadual e municipal. “Estamos enfrentando uma situação desafiadora, mas com a parceria do Governo Federal e o esforço das equipes locais, estamos conseguindo intensificar as ações de controle e garantir que a população de Cuiabá tenha acesso ao atendimento necessário. A saúde é uma prioridade para nós, e estamos trabalhando de forma integrada para minimizar os impactos dessa epidemia”, afirmou Lucia Helena.

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A visita do Ministério da Saúde à UPA Verdão destacou o compromisso das autoridades de saúde com a melhoria da assistência à população e com o combate às arboviroses em Cuiabá e em todo o estado de Mato Grosso. Com ações coordenadas e o apoio da comunidade, espera-se que a resposta ao surto de chikungunya seja mais eficaz, resultando na diminuição dos casos graves e óbitos.

A luta contra o Aedes aegypti exige o esforço coletivo de todos os setores da sociedade, e, com a continuidade das medidas adotadas, as autoridades esperam um controle mais eficiente da epidemia nos próximos meses.

#PraCegoVer

A imagem mostra equipe do Ministério da Saúde e da SMS durante a vistoria. Eles usam coletes azul e amarelo, sendo dois homens e 3 mulheres.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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Fertilizantes: Rabobank reduz projeção para 2026 e alerta para impacto da inadimplência recorde no agro

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Inadimplência no campo e preços elevados devem reduzir consumo de fertilizantes

O mercado brasileiro de fertilizantes deverá enfrentar uma retração mais intensa em 2026 do que a prevista anteriormente. Em relatório divulgado nesta quarta-feira, o Rabobank revisou para baixo sua estimativa de vendas de adubos no país e apontou a inadimplência recorde dos produtores rurais como um dos principais fatores de pressão sobre a demanda.

A instituição projeta que as entregas de fertilizantes aos agricultores brasileiros somem 45,1 milhões de toneladas em 2026, o que representa uma queda de 8,2% em relação ao volume recorde registrado em 2025. Caso a previsão se confirme, será o menor volume comercializado desde 2022, período marcado pelos impactos da guerra entre Rússia e Ucrânia sobre o mercado global de insumos.

A nova estimativa é mais conservadora do que a divulgada em abril, quando o banco previa consumo de aproximadamente 47,2 milhões de toneladas.

Segundo o Rabobank, além dos preços ainda elevados dos fertilizantes, a situação financeira de muitos produtores brasileiros tem limitado a capacidade de investimento e comprometido a aquisição de insumos para a próxima safra.

Guerra no Oriente Médio afetou mercado global de fertilizantes

O relatório destaca que os reflexos da guerra envolvendo o Irã contribuíram para a elevação dos custos dos fertilizantes em 2026. O fechamento temporário do Estreito de Ormuz, uma das principais rotas globais de transporte de matérias-primas e insumos, provocou aumento dos preços internacionais e forte volatilidade nos mercados.

Embora haja sinais de normalização logística e avanços diplomáticos para reduzir as tensões na região, o banco avalia que os impactos sobre a demanda global já foram consolidados.

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No caso da ureia, um dos fertilizantes nitrogenados mais utilizados no mundo, os preços retornaram aos níveis observados antes do conflito. Ainda assim, o Rabobank destaca que o comportamento do mercado repetiu um padrão semelhante ao registrado em 2022.

De acordo com a análise, foram necessárias cerca de seis semanas para que os preços atingissem o pico após o início das tensões, seguidas por aproximadamente dez semanas para retornar aos patamares iniciais.

Já o fosfato monoamônico (MAP), um dos fertilizantes mais utilizados na agricultura brasileira, permanece negociado em níveis mais elevados, sustentando os custos de produção para diversas culturas.

Inadimplência recorde preocupa setor agropecuário

Outro ponto de atenção destacado pelo banco é o avanço da inadimplência no crédito rural.

Com base em dados do Banco Central referentes a abril, o Rabobank observa que a inadimplência nas operações contratadas a taxas de mercado alcançou 13,3% do volume financiado, um dos maiores níveis já registrados para o setor.

O cenário reforça as dificuldades enfrentadas por parte dos produtores rurais, especialmente em segmentos que vêm acumulando margens apertadas, custos elevados e dificuldades de acesso a novas linhas de crédito.

A combinação entre menor liquidez no campo e insumos ainda caros tende a limitar o potencial de recuperação da demanda por fertilizantes ao longo do próximo ano.

Rabobank prevê queda nas exportações de milho em 2026

Além do mercado de fertilizantes, o Rabobank revisou as perspectivas para o milho brasileiro e projetou redução nas exportações do cereal.

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A expectativa é de que os embarques nacionais atinjam 39 milhões de toneladas em 2026, volume cerca de 3 milhões de toneladas inferior ao registrado no ano anterior.

Entre os fatores que explicam a revisão estão a valorização do real frente ao dólar, que reduz a competitividade do produto brasileiro no mercado internacional, e a forte concorrência de grandes exportadores, especialmente Estados Unidos e Argentina.

Os elevados custos do transporte rodoviário também continuam sendo um desafio para o setor exportador, reduzindo a competitividade logística do cereal brasileiro.

Demanda interna por milho deve seguir aquecida

Apesar da perspectiva menos favorável para as exportações, o consumo doméstico de milho deverá continuar avançando.

O Rabobank estima crescimento de 5% na demanda interna em 2026, alcançando cerca de 97 milhões de toneladas.

O principal motor desse avanço será o aumento do consumo pelas indústrias de ração animal e pelo setor de etanol de milho, que segue ampliando sua participação na matriz de biocombustíveis brasileira.

Diante desse cenário, o mercado agrícola brasileiro entra em 2026 com desafios relacionados ao crédito rural, custos de produção e competitividade internacional, enquanto busca equilibrar a demanda interna crescente com um ambiente global ainda marcado por incertezas econômicas e geopolíticas.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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