A Polícia Civil de Tabaporã deflagrou, na manhã desta quarta-feira (13.3), a segunda fase da Operação Abigeato, com o cumprimento de um mandado de prisão na cidade de Sinop.
A ação dá continuidade às investigações sobre crimes de roubo com restrição de liberdade ocorridos na região em dezembro de 2024, na fazenda Bandeirantes, localizada no município de Tabaporã. Na ocasião, criminosos renderam as vítimas e praticaram o crime com restrição de liberdade, causando grande prejuízo e temor na comunidade rural.
Esta é a quarta prisão realizada pelos policiais. Os suspeitos são apontados como participantes do esquema de lavagem de dinheiro proveniente do crime. Eles são investigados por envolvimento em transações bancárias fraudulentas utilizadas para pulverizar os valores obtidos ilicitamente.
As investigações seguem em andamento e novas diligências não estão descartadas. A Polícia Civil reforça a importância da colaboração da população com denúncias que possam contribuir para a elucidação do caso.
O edital “Inventários de Patrimônio Imaterial de Mato Grosso – edição Política Nacional Aldir Blanc (Pnab”, promovido pela Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT), está viabilizando a documentação dos saberes seculares das redeiras de Limpo Grande, em Várzea Grande.
Realizado pela Associação Tece Arte, o projeto vai, pela primeira vez, transformar o “saber-fazer” das artesãs locais em um acervo documental definitivo. O objetivo é transformar esse “segredo de família” em um guia de consulta digital para pesquisadores, estudantes e entusiastas da arte popular de todo o mundo.
“Não estamos registrando apenas um objeto de decoração, mas uma tecnologia ancestral de resistência feminina. Mais do que fios e nós, o que se produz em Limpo Grande é memória viva “, afirma a coordenadora do projeto, Ester Moreira Almeida.
O Inventário do Patrimônio Imaterial das Redeiras de Limpo Grande utiliza um registro minucioso de imagens e depoimentos para mapear todo o processo — desde a colheita e preparo da matéria-prima até o acabamento dos padrões que deram fama nacional às redes de Várzea Grande. Com lançamento previsto para junho deste ano, o projeto está na fase de entrevistas.
Por décadas, a técnica da tecelagem em Limpo Grande residiu apenas na tradição oral, passada de mãe para filha sob o som ritmado dos teares de madeira. O projeto, agora, mergulha nesse universo para registrar o que antes era invisível: os nomes dos pontos, a simbologia das cores e os relatos de resistência das mulheres que transformaram o artesanato em sustento e voz.
Para Ester, o inventário é um tributo à autonomia das mestras redeiras, preservando a tecelagem como símbolo de orgulho e desenvolvimento social.
“Ao sistematizar esse conhecimento, a Associação Tece Arte, com apoio da Secel, não apenas protege o passado, mas projeta o futuro. O projeto reafirma que, enquanto houver mãos tecendo em Limpo Grande, o patrimônio brasileiro continuará pulsando”, conclui.
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