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USDA Deve Ajustar Projeções para Estoques de Soja e Milho nos EUA

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O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) deve revisar suas projeções para os estoques domésticos de grãos na próxima terça-feira (11). Segundo analistas consultados pelo Wall Street Journal, a expectativa é de um leve aumento nos estoques de soja e trigo, enquanto as reservas de milho devem sofrer uma pequena redução.

A estimativa para os estoques finais de soja nos EUA em 2024/25 deve ser elevada para 381 milhões de bushels (10,37 milhões de toneladas), frente aos 380 milhões de bushels (10,34 milhões de toneladas) previstos no relatório de fevereiro. No caso do milho, os analistas esperam uma redução de 1,54 bilhão para 1,523 bilhão de bushels (39,12 milhões para 38,68 milhões de toneladas). Já os estoques de trigo podem ser ajustados ligeiramente para cima, de 794 milhões para 796 milhões de bushels (21,61 milhões para 21,67 milhões de toneladas).

Projeções Globais

No cenário internacional, os analistas acreditam que o USDA fará pequenos ajustes nos estoques mundiais. A previsão para as reservas globais de soja deve cair de 124,3 milhões para 124,2 milhões de toneladas, enquanto os estoques de milho podem ser reduzidos de 290,3 milhões para 290 milhões de toneladas. Para o trigo, a expectativa é de uma leve redução, passando de 257,6 milhões para 257,5 milhões de toneladas.

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Safras do Brasil e da Argentina

As projeções para a safra sul-americana também devem sofrer ajustes. No Brasil, o USDA pode elevar a estimativa para a produção de soja de 169 milhões para 169,3 milhões de toneladas. Já a produção de milho pode passar de 126 milhões para 126,2 milhões de toneladas.

Para a Argentina, o cenário é diferente. A safra de soja deve ter um leve corte, passando de 49 milhões para 48,6 milhões de toneladas. A produção de milho também pode ser reduzida, caindo de 50 milhões para 49 milhões de toneladas, de acordo com as previsões do mercado.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Soja brasileira caminha para safra recorde de 182 milhões de toneladas e reforça liderança global em 2026

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A soja brasileira segue consolidando sua posição como principal protagonista do agronegócio mundial. De acordo com o relatório AgroInfo Junho 2026, divulgado pelo Rabobank, o Brasil deverá colher uma safra histórica de 182 milhões de toneladas na temporada 2025/26, volume que representa um acréscimo de 10 milhões de toneladas em comparação ao ciclo anterior.

O resultado reflete a combinação entre expansão moderada da área cultivada e condições climáticas favoráveis ao desenvolvimento das lavouras, fortalecendo ainda mais a competitividade do país no mercado internacional.

Produção recorde fortalece oferta brasileira

Segundo a análise do RaboResearch Food & Agribusiness, o desempenho da safra brasileira confirma o elevado potencial produtivo do setor, mesmo em um ambiente global marcado por incertezas geopolíticas e oscilações nos preços das commodities.

Além do crescimento da produção, a demanda pela oleaginosa continua apresentando sinais robustos, sustentando perspectivas positivas para toda a cadeia produtiva.

Exportações seguem em ritmo acelerado

As exportações brasileiras de soja mantêm forte desempenho em 2026. Dados compilados pelo Rabobank mostram que os embarques entre janeiro e maio registraram crescimento de 8% em relação ao mesmo período do ano passado.

A expectativa é que o Brasil exporte aproximadamente 113 milhões de toneladas ao longo do ano, estabelecendo um novo recorde e ampliando em cerca de 5 milhões de toneladas o volume embarcado em comparação a 2025.

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Mesmo diante da valorização do real frente ao dólar e do aumento dos custos logísticos internos, a soja brasileira continua altamente competitiva no mercado global, especialmente em relação aos principais concorrentes internacionais.

Mercado internacional influencia preços

Durante o primeiro semestre de 2026, os preços da soja foram fortemente impactados pelo cenário geopolítico internacional.

A expectativa de exportações expressivas dos Estados Unidos para a China ajudou a sustentar as cotações na Bolsa de Chicago (CBOT), enquanto o conflito envolvendo Estados Unidos e Irã impulsionou os preços do petróleo e dos óleos vegetais, incluindo o óleo de soja.

Esse movimento levou os contratos da oleaginosa a alcançarem níveis próximos de US$ 12,20 por bushel em março. Entretanto, a valorização observada em Chicago não se refletiu integralmente nos preços recebidos pelos produtores brasileiros.

A combinação entre prêmios mais baixos nos portos e a valorização do real limitou os ganhos no mercado interno, mantendo as cotações em reais relativamente estáveis ao longo do período.

Esmagamento cresce com margens mais atrativas

Outro destaque do relatório é o fortalecimento da indústria de processamento.

Mesmo com o adiamento do aumento da mistura obrigatória de biodiesel ao diesel, as margens de esmagamento foram beneficiadas pela valorização do óleo de soja.

No primeiro trimestre de 2026, o volume processado atingiu 14,3 milhões de toneladas, crescimento de 10% em relação ao mesmo período de 2025.

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A tendência é que a demanda por derivados continue sustentando o avanço do esmagamento ao longo do ano.

Clima nos Estados Unidos e El Niño entram no radar

Nas últimas semanas, os fundamentos de mercado voltaram a assumir protagonismo na formação dos preços globais.

O avanço do plantio e as boas condições das lavouras norte-americanas pressionaram as cotações da soja em Chicago, que registraram queda próxima de 5% durante junho.

Segundo o Rabobank, caso o clima continue favorável nos Estados Unidos, os preços poderão sofrer novas correções no curto prazo.

Por outro lado, após o início da colheita norte-americana, a atenção dos investidores deverá migrar para a América do Sul, especialmente para os possíveis impactos do fenômeno El Niño sobre a safra brasileira 2026/27.

Perspectivas para o produtor

Apesar da volatilidade dos mercados internacionais e das incertezas climáticas para a próxima temporada, o cenário para a soja brasileira permanece amplamente favorável.

A combinação entre safra recorde, crescimento das exportações, aumento do esmagamento e forte demanda global reforça o papel estratégico da cultura para o agronegócio nacional.

No entanto, produtores devem acompanhar atentamente fatores como o comportamento do clima, a evolução da demanda chinesa, os custos logísticos e os movimentos do câmbio, que continuarão exercendo influência direta sobre a rentabilidade do setor nos próximos meses.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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