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Produção de milho cresce mais de 6% no Rio Grande do Sul, aponta Emater/RS-Ascar

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O avanço do plantio dentro do zoneamento agrícola, aliado a condições climáticas favoráveis e ao uso de boas práticas de manejo, resultou em um aumento de 6,1% na produção de milho grão na safra 2024/2025 em relação ao ciclo anterior. A expectativa é que o Estado colha mais de 4,7 milhões de toneladas. Os dados foram divulgados nesta terça-feira (11), durante o tradicional Café com a Imprensa, evento promovido pela Emater/RS-Ascar dentro da programação da Expodireto Cotrijal, em parceria com as secretarias estaduais de Desenvolvimento Rural (SDR) e de Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi).

A segunda estimativa da safra de grãos de verão foi apresentada pelo diretor técnico da Emater/RS, Claudinei Baldissera. O levantamento, realizado entre 16 e 28 de fevereiro por extensionistas rurais em escritórios municipais da instituição, indica que o Rio Grande do Sul deve colher 28.050.178 toneladas de grãos, com uma área cultivada de 8.435.197 hectares.

Desempenho das culturas

O milho segue como a cultura mais presente nas propriedades rurais devido ao seu uso em diversas cadeias produtivas. Nesta safra, foram cultivados 696.587 hectares, com produtividade média de 6.866 quilos por hectare (kg/ha), um incremento de 21,6% em relação ao ciclo anterior. O milho destinado à silagem ocupa 336.531 hectares, com uma produção estimada superior a 12,3 milhões de toneladas, um aumento de 11,9%.

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A soja, principal cultura do Estado, registrou um leve aumento de 0,3% na área cultivada, totalizando mais de 6,7 milhões de hectares. No entanto, condições climáticas desfavoráveis impactaram a produtividade, resultando em uma redução de 17,4% na produção, estimada em 15.072.765 toneladas, com produtividade de 2.240 kg/ha (ou 37,33 sacas por hectare), uma queda de 20,3% em comparação ao ciclo anterior.

O arroz irrigado, segundo o Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga), ocupa uma área de 970.194 hectares, com uma produtividade estimada de 8.376 kg/ha e uma produção de mais de 8,12 milhões de toneladas. Já o feijão 1ª safra foi cultivado em 27.149 hectares, alcançando uma produção de 49,9 mil toneladas. Para a 2ª safra, espera-se uma redução de 46,5% na área cultivada, totalizando 11.913 hectares, com uma produção estimada de 18.196 toneladas.

Importância dos dados da safra

O presidente da Emater/RS, Luciano Schwerz, destacou a relevância da divulgação da estimativa de safra. “A qualidade dessas informações se deve ao trabalho de extensionistas em cada município, que mantêm interlocução com os agentes do setor agrícola. Isso garante dados consistentes e de credibilidade”, afirmou. O vice-governador, Gabriel Souza, ressaltou que a estimativa é essencial para dimensionar os impactos da estiagem no Estado.

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Para o presidente da Cotrijal, Nei César Mânica, a Emater/RS-Ascar desempenha um papel fundamental no suporte à agricultura familiar. “A instituição é uma vitrine da cultura familiar e da diversificação da agroindústria”, declarou, reforçando a importância do trabalho técnico na sustentação da produção agrícola.

Participação e acesso aos dados

O Café com a Imprensa contou ainda com a presença dos secretários estaduais da Seapi, Clair Kuhn, e da SDR, Vilson Covatti, do superintendente do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) no RS, José Cleber Dias de Souza, do diretor administrativo da Emater/RS, Alexandre Durans, e de outras lideranças do setor agropecuário.

Os comparativos de área e produção por cultura, além das estimativas regionais e de produtividade, estão disponíveis no site da Emater/RS-Ascar.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Etanol de cana pode reduzir emissões em até 19% até 2030 e fortalecer transição energética no Brasil

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O avanço da produção de etanol de cana-de-açúcar no Brasil pode reduzir em até 19% as emissões de gases de efeito estufa até 2030, além de fortalecer a segurança energética, estimular o crescimento econômico e ampliar a segurança alimentar. A conclusão faz parte de um estudo da Agroicone, obtido com exclusividade pela CNN, que analisa os impactos da expansão dos biocombustíveis no país.

A pesquisa avaliou de forma integrada os efeitos da indústria sucroenergética sobre agricultura, energia, uso da terra, renda, consumo e comércio internacional. O levantamento reforça que a ampliação da produção de biocombustíveis não compete com a produção de alimentos e pode gerar impactos positivos tanto no campo econômico quanto ambiental.

Segundo o estudo, a substituição gradual de combustíveis fósseis pelo etanol de cana será decisiva para que o Brasil avance nas metas de descarbonização e na consolidação da transição energética.

Expansão do etanol pode impulsionar PIB, renda e consumo

A análise da Agroicone destaca que o crescimento do setor sucroenergético contribui diretamente para a geração de empregos, aumento da renda e fortalecimento do consumo interno.

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De acordo com a pesquisadora Luciane Chiodi Bachion, os cenários de mitigação climática avaliados no estudo apontam impactos positivos sobre a economia e o acesso à alimentação.

“Os resultados indicam tendência de aumento de até 6% no consumo de alimentos e crescimento de 2% a 3,5% no PIB per capita até 2030”, afirma a pesquisadora.

O estudo defende que a segurança alimentar deve ser analisada não apenas sob a ótica dos preços, mas também considerando renda, acesso aos alimentos e desenvolvimento socioeconômico.

Outro ponto destacado é que a expansão da cana-de-açúcar ocorre, em grande parte, sobre áreas degradadas, reduzindo a pressão sobre novas áreas agrícolas e minimizando a competição com outras culturas alimentares.

Biocombustíveis ganham força na agenda climática

Além dos ganhos econômicos, a pesquisa aponta que o etanol de cana desempenha papel estratégico na redução das emissões de carbono e no cumprimento dos compromissos climáticos assumidos pelo Brasil.

Segundo Sofia Arantes, pesquisadora da Agroicone, cenários mais ambiciosos de descarbonização podem ampliar significativamente os ganhos ambientais do setor.

“Em cenários de maior participação da bioenergia, a substituição de combustíveis fósseis por etanol pode levar a reduções de emissões em aproximadamente 19% até 2030”, destaca.

A pesquisa ressalta ainda que o setor sucroenergético brasileiro apresenta elevada eficiência energética, circularidade no sistema produtivo e autossuficiência energética na cadeia industrial, fatores que fortalecem sua importância na matriz energética nacional.

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Cana-de-açúcar avança como peça-chave da transição energética

O estudo conclui que a expansão do etanol de cana-de-açúcar representa uma solução estratégica para o Brasil ao unir segurança energética, desenvolvimento socioeconômico e mitigação das mudanças climáticas.

Com a crescente demanda global por combustíveis renováveis e pela redução das emissões de carbono, o setor sucroenergético brasileiro ganha protagonismo como uma das principais alternativas sustentáveis para a transição energética mundial.

A análise também reforça que não há conflito entre produção de alimentos e biocombustíveis, contrariando uma das principais críticas historicamente associadas à expansão da cana-de-açúcar.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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