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Movecta amplia atuação em logística especializada para o setor agro

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A Movecta, uma das principais empresas de logística integrada do Brasil, vem expandindo sua oferta de serviços especializados para o setor agropecuário. No último ano, a companhia implementou em sua unidade de Suape (PE) um serviço inovador que tem permitido às empresas reduzir em até 30% os custos relacionados à montagem e ao tempo de entrega de maquinários e equipamentos agrícolas.

“Apoiamos diretamente o processo de montagem de tratores agrícolas, realizando atividades que vão desde a calibração dos pneus e a instalação das rodas traseiras e dianteiras até a fixação da capota da cabine e dos escapamentos. Também garantimos a verificação final antes da saída, conferindo itens essenciais como chaves, manual e ferramentas. Ao assumirmos etapas críticas do processo, estamos ampliando nossa participação e contribuindo para projetos estratégicos em um setor tão relevante quanto o agro”, explica Roberto Teller, diretor de operações da Movecta.

De acordo com Teller, a demanda por esse tipo de serviço altamente especializado tem crescido consideravelmente, exigindo um atendimento técnico qualificado. “Contamos com uma equipe completamente treinada e dedicada exclusivamente a essa operação”, acrescenta.

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Eficiência operacional e projeção de crescimento

O fluxo operacional de contêineres na Movecta é estruturado para garantir segurança e eficiência em todas as etapas, desde a assinatura do contrato até a desova final. Segundo Tiago Macário, líder da empresa na região Nordeste, o processo abrange a redestinação do contêiner, cadastro no sistema, agendamento da puxada junto ao operador portuário e transporte até o terminal retroportuário. “Na Movecta, a carga é armazenada conforme as exigências operacionais e desovada de acordo com um planejamento estratégico, garantindo rastreabilidade, integridade e, quando necessário, preparação para distribuição imediata”, explica Macário.

Os serviços voltados ao agronegócio representaram 5% do faturamento da Movecta em Pernambuco no último ano. Para 2024, a expectativa é que essa participação suba para 7%. “No ano passado, montamos 220 maquinários. Para este ano, projetamos ultrapassar a marca de mil máquinas montadas”, ressalta Macário.

Além do setor agrícola, a Movecta tem expandido sua atuação para os segmentos de energia, alimentos e bebidas, desenvolvendo soluções logísticas personalizadas para diferentes etapas da cadeia produtiva. “Nosso trabalho tem se mostrado essencial e estratégico para nossos clientes. Seguiremos comprometidos com a entrega de soluções que garantam maior eficiência e redução de custos operacionais”, finaliza.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Fracassa acordo no STF e disputa sobre Moratória da Soja volta a julgamento

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O Supremo Tribunal Federal (STF) encerrou a tentativa de construir um acordo entre produtores rurais, indústria, ambientalistas e Ministério Público sobre a Moratória da Soja. Sem consenso entre as partes, o Núcleo de Solução Consensual de Conflitos (Nusol) devolveu os quatro processos relacionados ao tema aos ministros relatores, abrindo caminho para a retomada do julgamento das ações, ainda sem data definida.

Em despacho assinado nesta sexta-feira (12.06), o juiz auxiliar da Presidência do STF e supervisor do Nusol, Álvaro Ricardo de Souza Cruz, afirmou que as reuniões realizadas entre abril e maio chegaram a criar um ambiente favorável à conciliação, mas houve recuo dos envolvidos, inviabilizando uma solução negociada.

“Durante as tratativas, instaurou-se amplo diálogo entre os envolvidos, tendo-se verificado, em determinado momento, ambiente propício à construção de solução consensual. Contudo, sobreveio recuo das partes, o que impossibilitou a composição”, registra o documento.

Segundo o STF, a tentativa de mediação não buscava discutir a constitucionalidade das leis estaduais questionadas, mas os efeitos práticos decorrentes de uma eventual decisão da Corte. A preocupação é evitar a multiplicação de disputas judiciais em diferentes instâncias após o julgamento das ações.

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As tratativas envolveram representantes da Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove), da Associação Brasileira dos Produtores de Soja (Aprosoja Brasil), da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), do Ministério Público Federal e dos governos de Mato Grosso, Rondônia e Tocantins, além de partidos políticos autores das ações.

Com o fim da mediação, o Nusol reenviou as Ações Diretas de Inconstitucionalidade (ADIs) 7774, relatada pelo ministro Flávio Dino; 7775, sob relatoria de Dias Toffoli; e 7863 e 7959, ambas sob responsabilidade do ministro Luiz Fux.

As ADIs 7774 e 7775 questionam leis aprovadas em Mato Grosso e Rondônia que retiraram benefícios fiscais de empresas participantes de acordos privados, como a Moratória da Soja.

Criada em 2006, a Moratória da Soja estabelece que empresas signatárias não adquiram grãos produzidos em áreas do bioma Amazônia desmatadas após 2008, ainda que a abertura das áreas tenha ocorrido dentro dos limites previstos pela legislação ambiental.

A disputa ganhou novo capítulo após a entrada em vigor, no início de 2026, da lei de Mato Grosso que impôs restrições às tradings participantes do acordo. A medida contribuiu para o esvaziamento da Moratória, com a saída da Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) e das empresas associadas.

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No fim do ano passado, o ministro Flávio Dino determinou a suspensão de todas as ações judiciais e administrativas relacionadas à Moratória da Soja, incluindo processos que pedem indenizações. Em uma dessas ações, produtores rurais de Mato Grosso reivindicam ressarcimento superior a R$ 1 bilhão. O setor também acionou o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), acusando as tradings de formação de cartel.

A tentativa de mediação havia sido anunciada em março, durante o julgamento das ações pelo plenário do STF. Com o fracasso das negociações, caberá agora aos ministros dar prosseguimento à análise do caso.

Fonte: Pensar Agro

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