Várzea Grande

Marcha VG com Elas: Mulheres de Várzea Grande se unem contra a violência política  

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Movimento inédito, liderado pela prefeita Flávia Moretti, reuniu nomes de expressão na política estadual

“Precisamos ter voz e vez. Essa marcha é pelas mulheres que ainda não estão no poder, que não se tornaram líderes comunitárias, secretárias, vereadoras ou empresárias, por medo. Estamos aqui hoje para mostrar que não precisamos ter medo. Que não podemos desistir. Que temos o direito de ocupar os espaços que quisermos.” Com essas palavras, a prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti (PL), deu o tom da “Marcha VG com Elas – Pelo fim da violência política contra a mulher”, realizada ontem à noite (07), em homenagem ao Dia Internacional da Mulher.

A mobilização, que integrou a programação do projeto “VG com Elas – Várzea Grande para Grandes Mulheres”, reuniu centenas de participantes, entre mulheres e homens, que percorreram a Avenida Couto Magalhães, uma das principais vias da cidade.

O evento foi marcado por discursos inspiradores, faixas e palavras de ordem, mas, acima de tudo, pelo compromisso coletivo com o fortalecimento da presença feminina na política e em diversos espaços de poder.

A prefeita ressaltou que a caminhada da mulher na política é desafiadora, mas que é preciso romper as barreiras do medo e da intimidação. “Se uma mulher quer ser síndica de um prédio, presidente de bairro, secretária municipal ou estadual, ou qualquer outra coisa, ela precisa saber que tem esse direito. Todas nós que estamos aqui conquistamos nossos espaços, e agora é nossa responsabilidade mostrar para outras mulheres que elas também podem conquistar os seus”, afirmou.

A presidente da Associação Lírios, Maria Fernanda Figueiredo, uma das organizadoras da marcha, destacou que o movimento tem um significado simbólico e essencial para a luta das mulheres. “A marcha especificamente falou sobre a violência política, mas o mês de março está reservado para tratar de todos os outros tipos de problemas que a mulher enfrenta. A violência política é mais sutil. Ela marca nossa alma, porque nos tira o direito de estarmos nos lugares que são nossos. E principalmente as mulheres que são eleitas, porque tiram delas o direito de ocupar um espaço conquistado democraticamente”, afirmou.

A marcha contou com a presença de diversas autoridades políticas de Várzea Grande, Cuiabá e do estado. O vice-prefeito Tião da Zaeli enfatizou a importância do protagonismo feminino na gestão municipal. “Eu acredito nas mulheres. Olha aqui em quem eu apostei: a Flávia é minha prefeita”, declarou.

O vice-governador Otaviano Pivetta também prestigiou o evento e reforçou seu apoio às mulheres na política. “Torço para que cada vez mais as mulheres ocupem o seu espaço, porque o espaço existe e a sociedade está ávida por políticos de melhor qualidade, sejam eles homens ou mulheres. Certamente, as mulheres têm uma capacidade nata de gerar, criar, cuidar e amar”, pontuou.

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A política mato-grossense e ex-vice-prefeita de Cuiabá, professora Jacy Proença, destacou a importância de mobilizações como essa para reafirmar a presença das mulheres nos espaços de decisão. “Estamos aqui para dizer: nós existimos neste município, pensamos, podemos decidir e temos competência para gerir esta cidade. Queremos uma relação humana em Várzea Grande onde haja respeito mútuo e oportunidades iguais para mulheres e homens”, defendeu.

A vereadora Rosy Prado, representando seus pares na Câmara Municipal – Gisa Barros e Lucélia Oliveira que também estavam presentes -, reforçou a necessidade de sororidade entre as mulheres. “Sabe o que me deixa feliz? Mulher que apoia mulher. Nós não somos concorrentes, somos aliadas”, frisou.

CONQUISTA E REPRESENTATIVIDADE – A deputada federal Gisela Simona destacou a importância do movimento como um espaço de reflexão sobre a violência política contra a mulher. Ela lembrou que, apesar dos avanços, muitas mulheres ainda enfrentam resistência ao ocupar cargos de poder.

“O Dia Internacional da Mulher é um momento de reflexão, para que homens e mulheres analisem como, em seus espaços – seja na família, no trabalho ou entre amigos – podem contribuir para diminuir essa violência. Aqui, especificamente, falamos sobre a violência política, que infelizmente ainda é uma realidade. Várzea Grande tem hoje uma prefeita, mas muitas vezes vemos homens tentando silenciar uma mulher no comando, e isso não pode ser permitido. Esse movimento representa a luta pelo espaço que merecemos na política, não apenas para ocupar cargos, mas para exercer plenamente nosso papel, como qualquer outro cidadão”.

A deputada Coronel Fernanda reforçou a necessidade de conscientização sobre a violência política e o desafio das mulheres na política. “Muitas pessoas não sabem, mas já existe uma lei que coíbe a violência política contra a mulher. Ainda assim, a resistência que enfrentamos é constante. A política precisa da mulher, pois é nela que transformamos a realidade. Mais de 55% da população de Mato Grosso é feminina, mas nossa representatividade nos espaços de decisão ainda é baixa. Precisamos de mais mulheres nas câmaras municipais, na Assembleia Legislativa, na Câmara Federal, no Senado e no Executivo. E isso só será possível quando houver consciência – especialmente entre as próprias mulheres – sobre a importância do nosso papel na política”.

A médica, empresária e política, Natasha Slhessarenko, enfatizou que a violência contra a mulher vai além da esfera física, destacando a importância do debate sobre o tema. “Esse movimento é inovador em Várzea Grande. É impossível ficarmos caladas diante da violência que enfrentamos diariamente. O Brasil é o quinto país mais violento contra as mulheres no mundo e a taxa de feminicídios em Cuiabá e Várzea Grande é alarmante. Já passou da hora de nos unirmos – empresárias, sociedade civil, políticas e instituições – para enfrentar essa realidade. Na minha empresa, por exemplo, quase 90% das colaboradoras são mulheres. Precisamos falar sobre todas as formas de violência: física, sexual, psicológica e política. O lugar da mulher é onde ela quiser, e nossa união aqui hoje prova isso. Só juntas conseguiremos mudar esse cenário”.

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A vereadora de Cuiabá, Maísa Leão, que também é voluntária da Lírios, destacou a importância da mobilização coletiva para enfrentar a violência política. “Para uma mulher conquistar a prefeitura da segunda maior cidade do estado de Mato Grosso, ela certamente enfrentou muitos desafios. Como vereadora de Cuiabá, cidade vizinha e amiga, não poderia deixar de estar aqui. Ser mulher na política é um ato de resistência. Muitas mulheres com grandes projetos desistem porque enfrentam ataques constantes e precisam abrir mão de diversas coisas, inclusive do convívio com a família. Ainda assim, acabam sendo alvos de violência. Hoje, estamos unidas – mulheres de Várzea Grande e Cuiabá, da política e da sociedade – para dizer que estamos acompanhando e apoiando a atuação das mulheres na política. A prefeita Flávia Moretti pode contar com a Câmara de Cuiabá e com a população, que está feliz por vê-la nesse cargo. Que mais mulheres venham e que sigamos marchando unidas”.

A secretária de Administração de Várzea Grande, Nadir Martins Araújo, ressaltou a forte presença feminina na gestão municipal. “Sabemos que, na política, as mulheres ainda são minoria. Mas na administração da prefeita Flávia Moretti vemos um cenário inovador: hoje, mais de 60% dos servidores municipais são mulheres, o que representa mais de 5 mil trabalhadoras. Além disso, temos nove secretárias, seis subsecretárias e uma prefeita que é destemida, corajosa e forte. Várzea Grande vive uma administração diferente, onde a gestão é, majoritariamente, feminina”.

A presidente do Conselho Municipal dos Direitos da Mulher, Alexandrina Exequível, destacou a importância de um mês inteiro dedicado às pautas femininas. “É a primeira vez que Várzea Grande vê um movimento como esse, com um mês inteiro de eventos voltados para a participação ativa das mulheres. Esse engajamento fortalece a luta por direitos e contra todas as formas de violência. A presença do Conselho da Mulher é fundamental para garantir que esse debate avance e se transforme em políticas públicas concretas”.

A “Marcha VG com Elas” foi um marco na luta contra a violência política de gênero e reafirmou o compromisso de Várzea Grande com o fortalecimento feminino. O evento encerrou-se com um chamado coletivo para que as mulheres continuem ocupando seus espaços e transformando a sociedade.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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Prefeita apoia moradores de área com risco de despejo em Várzea Grande

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A prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti (PL), participou, no início da noite desta quarta-feira (6), de uma reunião com moradores do bairro Princesinha do Sol para discutir a situação de cerca de 700 famílias que vivem na área e enfrentam uma ação de reintegração de posse, com prazo judicial de 60 dias para desocupação.

O encontro foi convocado pela presidente da comunidade, Diva Barão, após os moradores serem surpreendidos pela decisão judicial envolvendo a área, ocupada há mais de 20 anos. Também participaram da reunião o procurador-geral do município, Maurício Magalhães, a secretária de Desenvolvimento Urbano, Regularização Fundiária e Habitação, Manoela Rondon, a chefe de gabinete, Ana Helena, e o comandante da Guarda Municipal, Juliano Lemos.

Durante a reunião, a prefeita reafirmou o posicionamento da gestão municipal em defesa das famílias e informou que determinou ao procurador-geral que o Município se manifeste no processo como terceiro interessado.

“Não vamos deixar essas famílias desamparadas. Pedi ao procurador Maurício Magalhães que o Município se manifeste no processo para defender a permanência dos moradores e buscar uma solução legal e justa para todos”, afirmou Flávia Moretti.

A prefeita destacou ainda que o bairro Princesinha do Sol já estava incluído, desde 2025, no projeto de Regularização Fundiária Urbana (Reurb), formalizado neste ano pelo município. Segundo ela, além da discussão sobre eventual indenização ao suposto proprietário da área, também é necessário considerar os investimentos públicos já existentes ou previstos para a região.

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“Dentro do processo de Reurb, também é preciso considerar a indenização das áreas destinadas a equipamentos públicos, como escola, posto de saúde e demais estruturas essenciais para atender a população”, pontuou.

O procurador-geral do município, Maurício Magalhães, explicou os aspectos técnicos da ação judicial e ressaltou que a Prefeitura não havia sido intimada oficialmente até o momento.

“O Município nunca foi intimado nesta ação. Agora, vamos acompanhar o caso de perto e recorrer dentro das possibilidades legais para garantir os direitos da comunidade”, declarou.

Conforme informado durante a reunião, o advogado dos moradores conseguiu na Justiça a suspensão temporária da ordem de desocupação.

A presidente da comunidade, Diva Barão, destacou a mobilização dos moradores em busca de apoio jurídico e institucional diante da insegurança enfrentada pelas famílias.

“Os moradores ficaram assustados com a notícia de que teriam apenas 60 dias para sair daqui. São famílias em situação de vulnerabilidade social, muitas vivendo aqui há décadas. A presença da prefeita e a entrada do Município no processo como terceiro interessado são muito importantes para nossa comunidade”, afirmou.

A prefeita garantiu que continuará acompanhando o caso de perto, participando das reuniões e prestando apoio aos moradores, dentro dos limites legais, para a construção de uma solução para o conflito fundiário.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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