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Mercado agrícola inicia o dia com tendências mistas

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Os mercados agrícolas abriram o dia com tendências mistas, impactadas por uma combinação de fatores comerciais e climáticos, conforme aponta o relatório da TF Agroeconômica.

No mercado de soja, os preços na Bolsa de Chicago (CBOT) registram leve recuo, com o contrato para maio cotado a US$ 1.025,50 por bushel. No Brasil, os valores internos subiram no Sul do país, especialmente no Paraná, que vem importando soja do Paraguai. No Centro-Oeste, apesar das chuvas favoráveis e da expectativa de maior produtividade, os preços também apresentaram alta, impulsionados por dificuldades logísticas. Além disso, os prêmios em Santos registraram aumento devido a um acidente no porto de Barcarena.

No segmento do milho, o cenário permanece incerto. Na CBOT, os preços recuaram para US$ 462,50 por bushel, enquanto no Brasil o mercado segue em alta, sustentado pela demanda firme dos setores de carne e etanol. No entanto, as exportações permanecem praticamente ausentes neste momento. “Até julho e agosto, os embarques devem ser dominados por Estados Unidos, Argentina e Ucrânia”, destaca o relatório.

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Já no mercado de trigo, o movimento é de pressão, impulsionado pela liquidação de posições por parte dos fundos de investimento e pela queda nas exportações russas, que atingiram o menor nível dos últimos cinco anos. No Brasil, a demanda crescente elevou ligeiramente os preços no Rio Grande do Sul, enquanto no Paraná houve uma leve retração. O relatório ainda aponta que, apesar da ausência de risco imediato de “winterkill” – a morte das lavouras de inverno devido ao frio intenso –, a necessidade de chuvas segue como um fator a ser monitorado.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Confronto armado e feridos em colheita judicial reforçam urgência por segurança jurídica

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O cumprimento de uma ordem judicial para a colheita de safra em uma propriedade rural de Feliz Natal (cerca de 510 km da capital, Cuiabá) em Mato Grosso, na última sexta-feira (26.06), terminou em um confronto armado que deixou feridos e expôs a fragilidade dos protocolos atuais para a execução de mandados no meio rural.

O produtor rural Maikel Alan Tespesel, que estava acompanhado pela esposa e pelos dois filhos menores no momento da ocorrência, foi atingido por disparos de arma de fogo. O prestador de serviços contratado pela empresa credora também ficou ferido após ser atingido pela caminhonete do produtor. Ambos estão internados num hospital de Sorriso e passam bem.

O caso, que está sob investigação da Polícia Civil, coloca em debate o modelo adotado para o cumprimento de decisões judiciais que envolvem ativos agrícolas. A presença de empresas de segurança privada em diligências de alto risco, em vez de um aparato ostensivo das forças de segurança do Estado, é apontada por especialistas como um dos fatores que transformaram uma ação de natureza cível em um episódio de violência física.

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A empresa credora da produção, contratou serviços de terceiros para realizar a colheita autorizada pela Justiça. Segundo informações da Polícia Militar, o conflito teve início quando houve uma tentativa de bloqueio do veículo do produtor. Os homens contratados pela empresa teriam efetuado disparos contra a caminhonete do produtor rural.

O episódio repercutiu negativamente no setor. A Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT) divulgou nota oficial repudiando a violência e defendendo uma investigação rigorosa. Para a entidade, disputas comerciais e execuções de ordens judiciais precisam observar protocolos estritos de legalidade, sendo inaceitável que o ambiente de produção se torne palco de confrontos que coloquem em risco a vida de produtores e suas famílias.

O incidente em Mato Grosso reforça um pleito antigo do setor agropecuário: a necessidade de garantir que decisões judiciais sejam executadas de forma técnica e segura. A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) defende sistematicamente que o cumprimento de mandados judiciais em áreas rurais ocorra com apoio das forças de segurança pública, evitando que produtores e credores sejam submetidos a situações de risco iminente.

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O episódio reflete um cenário de crescente tensão na zona rural brasileira. Dados do relatório ‘Conflitos no Campo Brasil 2025’, da Comissão Pastoral da Terra (CPT), apontam a ocorrência de 1.408 episódios de conflito no último ano, atingindo mais de 715 mil pessoas.

Estados como Mato Grosso, Pará e o Matopiba (Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia) concentram as áreas de maior atrito, onde a expansão da fronteira agrícola e a complexidade na regularização de terras têm transformado disputas comerciais e possessórias em confrontos diretos.

Para a bancada do agronegócio, esses números evidenciam um vácuo de autoridade que exige solução urgente. A FPA sustenta que a insegurança jurídica e a falta de protocolos estaduais eficientes para o cumprimento de mandados judiciais impedem a pacificação no campo, transformando a resolução de litígios — que deveriam ser estritamente técnicos — em cenários de risco iminente para produtores, trabalhadores e seus familiares.

Fonte: Pensar Agro

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