AGRONEGÓCIO

CooperAliança fortalece compromisso com o bem-estar animal

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A CooperAliança tem o bem-estar animal como princípio essencial em todas as etapas da produção, desde o campo até a indústria. A cooperativa desenvolve um trabalho estruturado para assegurar que os animais sejam manejados com cuidado e respeito, refletindo diretamente na qualidade do produto final.

De acordo com a supervisora de bem-estar animal, Luciana Rauen Dalla Vecchia, o compromisso da CooperAliança começa ainda no campo, onde técnicos da cooperativa orientam produtores e funcionários sobre boas práticas de manejo. Esse cuidado se estende ao transporte, com motoristas treinados para garantir que os animais cheguem à indústria em condições ideais.

Na unidade de processamento, os animais são recebidos em estruturas projetadas para minimizar o estresse. A cooperativa adota as diretrizes de Temple Grandin, uma das maiores referências mundiais em bem-estar animal, aplicando soluções arquitetônicas que favorecem um deslocamento natural e tranquilo dos animais.

“Tudo isso se reflete na qualidade do produto final. Quando o manejo é adequado e os animais são bem tratados, a qualidade da carne também é superior. A carcaça, sem hematomas ou contusões, é um forte indicativo de boas práticas no processo”, explica Luciana.

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Infraestrutura planejada para o conforto dos animais

Os currais da CooperAliança foram projetados para reduzir qualquer situação de desconforto. O modelo em “espinha de peixe” permite um fluxo contínuo dos animais, eliminando pontos de bloqueio e evitando a necessidade de força excessiva no manejo. As passagens foram desenhadas sem cantos abruptos, proporcionando um trajeto mais seguro e fluido. Além disso, a estrutura otimiza o trabalho da equipe responsável pelo recebimento dos animais.

Para garantir o conforto térmico, medidas adicionais são adotadas. Em dias quentes, aspersores são acionados para refrescar os animais, e os cordeiros permanecem sempre em áreas sombreadas. A qualidade da água é constantemente monitorada, assegurando que esteja sempre limpa e acessível.

Conformidade com normas de bem-estar animal

A CooperAliança segue rigorosamente as regulamentações do Ministério da Agricultura e outras normativas de bem-estar animal. As exigências incluem a oferta de água à vontade, espaço adequado para movimentação e alimentação para os animais que ultrapassam o período de jejum. Todo esse cuidado garante que, até o momento do abate, os animais estejam em um ambiente tranquilo e humanizado, reforçando o compromisso da cooperativa com uma produção ética e responsável.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Expocitros encerra debates sobre greening, clima e sustentabilidade

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Responsável por liderar a produção e as exportações globais de suco de laranja, a citricultura brasileira encerrou na última semana um de seus principais fóruns de discussão em meio a desafios que vão do avanço do greening às mudanças climáticas e à necessidade de ampliar a sustentabilidade da produção.

Realizadas entre os dias 26 e 29 de maio, em Cordeirópolis (376 km da capital, São Paulo), a 51ª Expocitros e a 47ª Semana da Citricultura reuniram cerca de 12 mil participantes entre produtores, pesquisadores, consultores, empresas, cooperativas, estudantes e lideranças do agronegócio.

O encontro ocorreu em um momento estratégico para o setor. Apesar de manter a posição de maior produtor e exportador mundial de suco de laranja, a citricultura brasileira convive com pressões sanitárias e climáticas que têm impactado diretamente a produtividade dos pomares.

A safra 2025/26 do cinturão citrícola de São Paulo e do Triângulo/Sudoeste Mineiro foi encerrada em 292,9 milhões de caixas, volume 26,9% superior ao ciclo anterior, mas ainda afetado pelos efeitos do déficit hídrico e da elevada incidência de greening.

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Considerada atualmente a principal ameaça à citricultura mundial, a doença já atinge 47,6% das laranjeiras do cinturão citrícola brasileiro, segundo levantamento do Fundecitrus. Embora o ritmo de crescimento tenha desacelerado nos últimos dois anos, pesquisadores alertam que o avanço do greening continua pressionando a produção e elevando os custos de manejo das propriedades.

Foi justamente diante desse cenário que a programação técnica da Semana da Citricultura concentrou debates sobre sanidade vegetal, irrigação, fertilidade do solo, bioinsumos, manejo fitossanitário, sustentabilidade, mercado internacional e novas tecnologias voltadas ao aumento da eficiência produtiva. O objetivo foi discutir estratégias capazes de aumentar a resiliência dos pomares diante dos desafios sanitários e climáticos que afetam a atividade.

Segundo avaliação do Centro de Citricultura Sylvio Moreira/IAC, a edição de 2026 reforçou a importância da integração entre pesquisa, empresas e produtores para garantir a competitividade do setor nos próximos anos. “Encerramos esta edição com a certeza de que a citricultura brasileira segue forte, conectada à pesquisa, à inovação e às demandas globais”, afirmou.

Outro destaque da edição foi a manutenção do selo de Evento Carbono Neutro, refletindo uma tendência cada vez mais presente na cadeia citrícola. A agenda ambiental ganhou espaço entre produtores e empresas diante das exigências dos mercados internacionais e da crescente demanda por sistemas produtivos alinhados a critérios de sustentabilidade.

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Com mais de cinco décadas de história, a Expocitros e a Semana da Citricultura seguem como os principais espaços de discussão técnica e estratégica da cadeia citrícola brasileira. Em um cenário de transformações sanitárias, climáticas e econômicas, os eventos reforçaram a necessidade de inovação, pesquisa e planejamento como pilares para sustentar a liderança do Brasil no mercado global de citros.

Fonte: Pensar Agro

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