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Brasil se prepara para supersafra, mas qualidade e valor dos grãos exigem atenção

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O Brasil se encaminha para uma supersafra de grãos em 2024, com a produção estimada em 325,7 milhões de toneladas, um crescimento de 9,4% em relação ao ciclo anterior, segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). No entanto, além do volume recorde, garantir a qualidade da produção e seu valor comercial torna-se um desafio essencial para o setor.

Nesse cenário, o controle da umidade dos grãos desponta como um fator determinante para evitar perdas e assegurar a preservação do produto ao longo da cadeia produtiva. Para isso, produtores e empresas do setor contam com um importante aliado: os medidores de umidade, ferramentas indispensáveis para monitorar e ajustar os níveis de umidade desde a colheita até a comercialização.

Crescimento expressivo na produção de soja e milho

A projeção da Conab indica aumentos significativos na produção de diversas culturas, com destaque para a soja, que deve atingir 166 milhões de toneladas, um avanço de 12,4% em relação ao último ciclo. O milho também apresenta crescimento, com uma estimativa de 122 milhões de toneladas, um acréscimo de 5,5%.

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O arroz deve alcançar 11,8 milhões de toneladas, um crescimento de 11,4% em comparação à safra anterior, enquanto o feijão deve ter um acréscimo de 104,9 mil toneladas. Já para as culturas de inverno, as projeções indicam uma produção de trigo em torno de 9,1 milhões de toneladas.

Tecnologia e regulamentação garantem mais segurança nas negociações

O aumento da produtividade impõe desafios ao setor, principalmente no que diz respeito ao controle da umidade e à armazenagem dos grãos. O uso de tecnologias como medidores de umidade e sistemas de ventilação adequados é fundamental para garantir a qualidade da produção e evitar prejuízos.

“A umidade é um dos principais fatores que impactam a formação de preços nas transações comerciais de grãos. Um equipamento descalibrado pode gerar perdas significativas devido ao alto volume envolvido”, explica Roney Smolareck, engenheiro agrônomo e gerente da Loc Solution, empresa especializada na comercialização e locação de medidores de umidade da Motomco.

Desde 2013, a publicação da Portaria 402 do Inmetro trouxe mais transparência às negociações do setor, estabelecendo requisitos mínimos para os medidores de umidade utilizados em transações comerciais. “Além de aumentar a confiança nas medições, a regulamentação garante maior segurança nas operações e nos padrões de qualidade exigidos pelo mercado”, destaca Fernanda Rodrigues da Silva, gerente de Relacionamento com o Cliente da Motomco.

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Com uma produção recorde em perspectiva, o Brasil reafirma sua posição como potência agrícola mundial. No entanto, o foco na qualidade da colheita e no uso de tecnologias adequadas será determinante para garantir o melhor aproveitamento dessa supersafra, assegurando competitividade e valorização dos grãos no mercado.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Preços do trigo sobem no Brasil com oferta restrita e ajuste no mercado em abril

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O mercado brasileiro de trigo encerrou abril com valorização nas principais regiões produtoras, sustentado pela oferta restrita, firmeza dos vendedores e necessidade de recomposição de estoques por parte dos moinhos. O movimento reflete um ajuste no mercado interno, especialmente diante da menor disponibilidade no Sul e da crescente exigência por qualidade do grão.

Mercado interno: escassez e qualidade sustentam preços

A baixa oferta disponível nas regiões produtoras foi determinante para a sustentação das cotações ao longo do mês. A comercialização mais seletiva, com foco em lotes de melhor qualidade, também contribuiu para o cenário de valorização.

No Paraná, a média FOB interior avançou 3% em abril, alcançando R$ 1.407 por tonelada. Já no Rio Grande do Sul, o movimento foi mais expressivo, com alta de 8%, elevando a referência para R$ 1.295 por tonelada.

O comportamento reforça um mercado mais ajustado, com menor volume disponível e maior rigor na negociação, principalmente em relação ao padrão do produto.

Acumulado de 2026 mostra recuperação relevante

No primeiro quadrimestre de 2026, a alta acumulada dos preços é significativa, indicando uma mudança importante na dinâmica do mercado desde o início do ano:

  • Paraná: +20%
  • Rio Grande do Sul: +25%
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Apesar da recuperação no curto prazo, na comparação anual as cotações ainda permanecem abaixo dos níveis registrados no mesmo período do ano anterior, com recuos de 9% no Paraná e 10% no Rio Grande do Sul.

Esse cenário evidencia que o mercado doméstico reage aos fundamentos internos, mas ainda enfrenta limitações impostas pelo ambiente externo.

Mercado externo: referência argentina e incertezas de qualidade

A Argentina segue como principal referência para a formação de preços do trigo no Brasil. Em abril, as indicações nominais para o produto com teor de proteína acima de 11,5% permaneceram estáveis, ao redor de US$ 240 por tonelada.

No entanto, o cenário internacional aponta para possíveis ajustes. O trigo hard norte-americano registrou valorização de 7,8% no mês e acumula alta de 27% em 2026, sinalizando pressão altista global.

Além disso, persistem incertezas quanto ao padrão de qualidade do trigo argentino disponível para exportação, o que pode influenciar diretamente a competitividade e os preços no mercado regional.

Câmbio limita repasse da alta internacional

Apesar do viés altista nos fundamentos domésticos e da pressão externa, o câmbio tem atuado como principal fator de contenção para os preços no Brasil.

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A valorização do real frente ao dólar reduz a paridade de importação, limitando o repasse das altas internacionais para o mercado interno. Com isso, mesmo diante de um cenário global mais firme, os avanços nas cotações domésticas ocorrem de forma mais moderada.

Tendência: mercado segue sensível à oferta e ao câmbio

A perspectiva para o curto prazo é de manutenção de um mercado ajustado, com preços sustentados pela oferta restrita e pela demanda pontual dos moinhos.

No entanto, a evolução do câmbio e o comportamento das cotações internacionais seguirão sendo determinantes para a intensidade dos movimentos no Brasil, especialmente em um cenário de integração crescente com o mercado global.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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