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Imea mantém previsão de área de algodão em Mato Grosso para a safra 2024/25

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O Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea) manteve sua estimativa para a área plantada de algodão na safra 2024/25 em Mato Grosso em 1,52 milhão de hectares, o que representa um crescimento de 4,20% em relação à safra anterior, 2023/24. Vale destacar que, no último dia 28 de fevereiro, a semeadura da área projetada foi concluída, marcando 100% da operação no estado. Contudo, a definição final da área efetivamente semeada será possível apenas nos próximos meses, uma vez que o atraso na colheita da soja impactou a janela de plantio do algodão, influenciando as decisões dos cotonicultores.

Em relação à produtividade, o Imea prevê um rendimento médio de 284,32 arrobas por hectare, o que representa uma queda de 2,54% em comparação à safra anterior. Essa estimativa considera a média ponderada das três últimas safras, já que, no início da temporada, ainda há variáveis, como as condições climáticas, que podem afetar a produtividade do algodão.

Com base nas projeções de área e produtividade, a produção de algodão em caroço para a safra 2024/25 foi estimada em 6,50 milhões de toneladas, o que representa um aumento de 1,56% em relação à produção consolidada da safra 2023/24.

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Demanda e Estoques

O Imea também manteve sua previsão de demanda para a safra 2023/24 em 2,41 milhões de toneladas, um crescimento de 7,56% em relação ao ciclo 2022/23. Desse total, 1,80 milhão de toneladas devem ser destinadas à exportação, enquanto 583,80 mil toneladas serão consumidas no mercado interestadual e 27,13 mil toneladas no mercado interno de Mato Grosso. Os estoques de passagem foram estimados em 683,36 mil toneladas, com 26,58 mil toneladas não comercializadas até o fim do ciclo comercial da safra (julho de 2025), e 656,78 mil toneladas já negociadas, mas que serão embarcadas no ciclo comercial de 2024/25, que vai de agosto de 2025 a julho de 2026.

Para a safra 2024/25, a demanda pela fibra de algodão deverá ser ainda mais robusta, com uma previsão de 2,65 milhões de toneladas, o que representa um aumento de 10,00% em relação à safra anterior. Este crescimento também é impulsionado pela maior oferta da fibra projetada para o ciclo. A exportação deverá absorver 2,00 milhões de toneladas da pluma, enquanto o mercado nacional deve consumir 651,17 mil toneladas, sendo 617,54 mil toneladas no mercado interestadual e 33,62 mil toneladas no consumo dentro do estado de Mato Grosso.

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Os estoques finais da safra 2024/25 foram projetados em 736,76 mil toneladas, um aumento de 7,81% em relação ao ciclo anterior. Esse volume inclui os estoques já vendidos, mas que serão escoados durante o ciclo comercial da safra 2025/26.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Exportações de madeira brasileira recuam 8% em 2026 com impacto de tarifas, dólar e custos logísticos

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As exportações brasileiras de madeira registraram retração no primeiro semestre de 2026, pressionadas pelo cenário internacional de custos elevados, oscilações cambiais e barreiras comerciais. Dados do setor apontam que os dez principais produtos acompanhados pela WoodFlow tiveram redução de 6% no volume embarcado e queda de 8% no valor exportado entre janeiro e junho, na comparação com o mesmo período de 2025.

Segundo informações do portal ComexStat, as vendas externas de produtos de madeira somaram US$ 855,2 milhões no acumulado do ano, contra US$ 929,5 milhões registrados no mesmo intervalo do ano anterior.

Apesar do desempenho negativo no semestre, o mercado apresentou sinais de estabilidade em junho, quando as exportações alcançaram US$ 154,4 milhões, praticamente em linha com os US$ 155 milhões movimentados em maio.

Setor madeireiro enfrenta desafios no mercado internacional

A redução das exportações brasileiras de madeira está relacionada principalmente ao aumento das incertezas no comércio global. Entre os fatores que influenciaram os resultados estão as políticas tarifárias dos Estados Unidos, a volatilidade do dólar e o avanço dos custos de produção e transporte internacional.

Para representantes do setor, esses elementos reduziram a competitividade dos produtos brasileiros diante de outros fornecedores globais.

Mesmo com as dificuldades, as empresas nacionais vêm ampliando estratégias para reduzir riscos, investindo em diversificação de produtos, mercados consumidores e maior eficiência operacional.

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Estados Unidos seguem como principal destino da madeira brasileira

O mercado norte-americano continua sendo um dos principais compradores da madeira brasileira. No primeiro semestre de 2026, os Estados Unidos responderam por 24,7% das exportações nacionais do segmento, mantendo posição estratégica para os produtores brasileiros.

A forte participação norte-americana, porém, também aumenta a exposição do setor às mudanças na política comercial do país.

Especialistas avaliam que a redução de barreiras tarifárias poderia contribuir para recuperar a competitividade dos exportadores brasileiros e melhorar as margens dos produtores.

Europa amplia exigências ambientais para produtos de madeira

Além dos Estados Unidos, a União Europeia permanece como um mercado relevante para a madeira brasileira, especialmente para produtos como compensados de pinus.

No entanto, os exportadores precisam se preparar para novas exigências ambientais. A entrada em vigor do Regulamento Europeu contra o Desmatamento (EUDR) representa uma mudança importante nos critérios de acesso ao mercado europeu.

A legislação estabelece que produtos comercializados no bloco devem comprovar que não são provenientes de áreas associadas ao desmatamento após 2020.

Empresas que anteciparem processos de rastreabilidade, documentação e comprovação da origem da matéria-prima poderão conquistar vantagem competitiva diante das novas regras internacionais.

Rastreabilidade se torna diferencial para exportadores

A sustentabilidade passou a ser um dos principais critérios para compradores internacionais de produtos florestais.

Além da qualidade e do preço, mercados consumidores exigem cada vez mais informações sobre a origem da madeira, práticas de manejo e conformidade ambiental.

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Nesse cenário, produtores brasileiros que investirem em tecnologia, certificações e sistemas de controle terão melhores condições de atender às demandas globais.

Mercado interno ganha importância para o setor madeireiro

Após um primeiro semestre marcado por oscilações nas exportações e no câmbio, empresas do setor avaliam que a diversificação continuará sendo uma estratégia essencial para os próximos meses.

Além da busca por novos mercados internacionais, o desenvolvimento do consumo interno aparece como uma oportunidade para reduzir a dependência das vendas externas.

A expectativa é que o setor avance em soluções de maior valor agregado, ampliando a presença da madeira brasileira em diferentes segmentos da construção civil, indústria moveleira e cadeias sustentáveis.

Perspectivas para as exportações de madeira brasileira

Mesmo diante dos desafios globais, o Brasil mantém vantagens competitivas no mercado florestal, com disponibilidade de matéria-prima, capacidade produtiva e crescente adoção de práticas sustentáveis.

Para 2026, o desempenho das exportações dependerá principalmente da evolução das tarifas internacionais, comportamento do dólar, custos logísticos e adaptação às novas exigências ambientais.

A combinação entre diversificação comercial, inovação e rastreabilidade será determinante para fortalecer a participação da madeira brasileira no comércio mundial.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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