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Carnaval: Limpurb realiza ação intensiva em mutirão de limpeza na MT-251

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A Prefeitura de Cuiabá, por meio da Empresa Cuiabana de Zeladoria e Serviços Urbanos (Limpurb), realiza neste final de semana um grande mutirão de limpeza na Rodovia MT-251. As atividades começam nesta sexta-feira (28) e abrangem toda a extensão do perímetro urbano da via, desde o bairro Jardim Vitória até o bairro Consil.

A ação consta no cronograma estratégico de trabalho e apoio nos locais com maior fluxo no período de Carnaval.

Os trabalhos incluem pintura de meio-fio, capinação, roçagem, varrição e manutenção da iluminação pública. Além da limpeza, as equipes atuarão na eliminação de bolsões de lixo e na retirada de materiais que acumulam água parada, como pneus, plásticos e latas, contribuindo diretamente para o combate ao mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, chikungunya e zika.

“Essa ação faz parte do compromisso da Prefeitura de Cuiabá em manter a cidade limpa e bem cuidada. Com esse mutirão, além de garantirmos a zeladoria da Rodovia MT-251, que liga diversos bairros da capital, também contribuímos para a saúde pública ao eliminar focos do Aedes aegypti. Contamos com a colaboração da população para descartar corretamente os materiais e manter os espaços públicos organizados.”

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O mutirão conta com o apoio de caminhões cata-treco, responsáveis pelo recolhimento e destinação adequada dos resíduos. A Prefeitura de Cuiabá reforça que a população pode aproveitar a ação para descartar corretamente materiais inservíveis. No entanto, não serão recolhidos restos de poda de árvores, materiais perigosos como vidros, baterias e pilhas, nem itens destinados aos ecopontos, como pneus e pequenos volumes de entulho.

Ao todo, 50 profissionais foram mobilizados para a execução dos serviços, que seguem até domingo, das 7h às 16h.

#PraCegoVer
A imagem mostra trabalhadores da Limpurb recolhendo sacos com vegetação resultante da capinagem. Eles vestem uniformes verdes e utilizam Equipamentos de Proteção Individual (EPIs).

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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Exportação de carne bovina aos EUA expõe frigoríficos brasileiros a até 2,8 milhões de hectares de risco de desmatamento na Amazônia Legal

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As exportações brasileiras de carne bovina para os Estados Unidos registraram forte expansão na última década, mas um novo levantamento acende alerta sobre riscos ambientais associados à cadeia produtiva.

Segundo dados da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes, os embarques para o mercado norte-americano cresceram de 33.210 toneladas em 2016 para 271.826 toneladas em 2025, evidenciando a consolidação do Brasil como fornecedor estratégico.

No entanto, um estudo do Radar Verde aponta que frigoríficos habilitados na Amazônia Legal permanecem expostos a áreas com alto risco de desmatamento em suas cadeias de fornecimento.

Exposição ao risco pode chegar a 2,8 milhões de hectares

A análise avaliou sete empresas responsáveis por 15 frigoríficos habilitados a exportar carne para os Estados Unidos, com capacidade média de abate de 11.270 cabeças por dia.

De acordo com o estudo, essas unidades estão expostas a áreas de risco que variam entre 144 mil hectares e 2,8 milhões de hectares, considerando regiões com:

  • Áreas embargadas por desmatamento ilegal
  • Registros recentes de desmatamento
  • Potencial de desmatamento futuro em áreas fornecedoras

As regiões com maior concentração de risco estão localizadas principalmente em Mato Grosso e Rondônia, dentro da Amazônia Legal.

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Falhas de rastreabilidade e baixa transparência na cadeia

O estudo destaca que, apesar de 93% das plantas frigoríficas possuírem Termos de Ajustamento de Conduta (TACs) firmados com o Ministério Público Federal, não há evidências consistentes de implementação efetiva ou monitoramento contínuo das políticas ambientais.

Outro ponto crítico é a rastreabilidade da cadeia produtiva:

  • 11 das 15 plantas controlam apenas fornecedores diretos
  • Nenhuma empresa apresentou dados auditados de fornecedores indiretos

Essa lacuna compromete a rastreabilidade completa do gado e dificulta a verificação de origem livre de desmatamento.

Proposta de lei nos EUA pode impactar exportações brasileiras

O estudo também avalia o cenário regulatório à luz da proposta conhecida como Forest Act 2023, ainda em tramitação no Congresso norte-americano.

A proposta exige que importadores de commodities como carne bovina, soja e cacau comprovem que os produtos não estão associados ao desmatamento ilegal, por meio de sistemas de due diligence e rastreabilidade completa.

Segundo o Radar Verde, caso a legislação estivesse em vigor atualmente, as exportações brasileiras de carne não estariam plenamente em conformidade com os requisitos propostos.

Pressões globais e impacto na produção agropecuária

O crescimento das exportações brasileiras para os EUA também está relacionado à necessidade de estabilização da oferta de alimentos no mercado norte-americano, em um cenário de inflação e eventos climáticos extremos que afetam a produção global.

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O estudo destaca ainda que a pecuária responde por 71% das emissões de gases de efeito estufa no Brasil, considerando emissões diretas e mudanças no uso da terra, segundo dados do Sistema de Estimativas de Emissões de Gases de Efeito Estufa (SEEG).

Recomendações apontam para rastreabilidade total da cadeia

Entre as principais recomendações do estudo estão:

  • Priorizar compras de frigoríficos com baixo risco de desmatamento
  • Implementar rastreabilidade completa, incluindo fornecedores indiretos
  • Fortalecer mecanismos de controle e auditoria independente
  • Considerar restrições a produtos oriundos de áreas recentemente desmatadas

O Radar Verde também alerta que lacunas regulatórias podem incentivar o avanço do desmatamento caso não haja maior rigor nas exigências de mercado internacional.

Cenário reforça pressão sobre o agronegócio exportador

O levantamento evidencia que, embora o Brasil amplie sua participação no mercado global de carne bovina, o setor enfrenta desafios crescentes relacionados à rastreabilidade, conformidade ambiental e exigências regulatórias internacionais.

O avanço das exportações dependerá cada vez mais da capacidade de comprovar sustentabilidade e origem livre de desmatamento em toda a cadeia produtiva.

Novo Estudo Radar

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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