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Milho inicia sexta-feira com leve recuo em Chicago, enquanto B3 mantém alta

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Os contratos futuros do milho abriram a sexta-feira (21) em alta na Bolsa Brasileira (B3), dando continuidade ao movimento positivo observado nos últimos pregões. Por volta das 10h21 (horário de Brasília), as principais cotações variavam entre R$ 74,35 e R$ 84,28.

O contrato para março/25 era negociado a R$ 84,28, registrando valorização de 1,79%. Já o vencimento maio/25 subia 1,42%, cotado a R$ 79,74, enquanto julho/25 apresentava ganho de 1,23%, sendo comercializado a R$ 74,35.

Cenário Externo

Na Bolsa de Chicago (CBOT), os preços do milho operavam com leve desvalorização nesta manhã. Por volta das 10h14 (horário de Brasília), os contratos registravam pequenas quedas:

  • Março/25: US$ 4,97 (-0,75 pontos)
  • Maio/25: US$ 5,12 (-0,75 pontos)
  • Julho/25: US$ 5,15 (-1,25 pontos)
  • Setembro/25: US$ 4,81 (-1,25 pontos)

A pressão sobre os preços internacionais do cereal está relacionada ao aumento da produção e dos estoques de etanol nos Estados Unidos. Segundo informações do site Successful Farming, a produção média na semana encerrada em 14 de fevereiro foi de 1,084 milhão de barris por dia, ligeiramente acima dos 1,082 milhão de barris registrados na semana anterior, conforme dados da Energy Information Administration (EIA).

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Os estoques de etanol também avançaram, atingindo 26,218 milhões de barris na semana encerrada em 15 de fevereiro, ante os 25,692 milhões armazenados no período anterior. O aumento na oferta pressiona a demanda pelo milho utilizado na produção do biocombustível, refletindo na leve desvalorização dos contratos futuros na CBOT.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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China confirma foco de aftosa e abates na Rússia elevam alerta no mercado

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A confirmação de um foco de febre aftosa na China, somada ao abate de dezenas de milhares de bovinos na Rússia, colocou o mercado global de carne em estado de atenção. O cenário mistura fato sanitário confirmado com dúvidas sobre a real dimensão de problemas no rebanho russo, combinação que já começa a repercutir no comércio internacional.

O governo chinês confirmou casos da doença na região noroeste do país, próxima à fronteira russa, e classificou a cepa como altamente contagiosa. A resposta seguiu o protocolo sanitário: abate dos animais infectados, desinfecção das áreas e reforço no controle de fronteiras, incluindo restrições ao trânsito de gado.

Do lado russo, não há confirmação oficial de febre aftosa. As autoridades atribuem os casos a doenças como pasteurelose, mas o volume de medidas adotadas chama a atenção. Desde fevereiro, mais de 90 mil bovinos foram abatidos em diferentes regiões, com concentração na Sibéria. O número elevado e as restrições impostas em áreas rurais ampliam a desconfiança do mercado sobre a real natureza do problema.

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A reação já começa a aparecer no comércio. Países da região adotaram restrições à carne russa, movimento típico em situações de risco sanitário. O episódio ganha peso adicional porque a Rússia foi reconhecida recentemente pela Organização Mundial de Saúde Animal como área livre de febre aftosa — condição essencial para manter exportações.

Para o mercado global, a combinação de foco confirmado na China e incerteza na Rússia eleva o risco de volatilidade nos preços e de redirecionamento de fluxos comerciais. Em situações desse tipo, importadores tendem a buscar fornecedores com maior previsibilidade sanitária.

É nesse ponto que o Brasil entra no radar. O país produz cerca de 10 milhões de toneladas de carne bovina por ano, é o 2º maior produtor mundial — atrás apenas dos Estados Unidos — e o maior exportador global, com embarques superiores a 3 milhões de toneladas anuais, principalmente para China, Estados Unidos e países do Oriente Médio. Sem registro de febre aftosa desde 2006, o país sustenta o acesso aos mercados com base em vigilância sanitária, rastreabilidade e controle de fronteiras

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No campo sanitário, mantém um histórico favorável: O último foco de febre aftosa no Brasil foi registrado em 2006, no Mato Grosso do Sul, e desde então o país avançou no controle da doença, com reconhecimento internacional de áreas livres e, mais recentemente, a retirada gradual da vacinação em alguns estados. Nesse contexto, episódios sanitários em concorrentes tendem a abrir espaço comercial, mas também aumentam a responsabilidade sobre vigilância, rastreabilidade e controle de fronteiras para preservar o acesso aos mercados.

Para o produtor brasileiro o impacto é direto. Qualquer instabilidade sanitária global influencia preço, demanda e fluxo de exportação. Para o produtor brasileiro, o momento exige atenção ao mercado internacional e reforça um ponto conhecido: sanidade animal continua sendo um dos principais ativos de competitividade do país.

Fonte: Pensar Agro

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