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Complexo Portuário de Itajaí registra crescimento em todos os índices de movimentação de cargas

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O Complexo Portuário de Itajaí registrou expressivo aumento em todos os índices de movimentação de cargas em janeiro de 2025, comparado ao mesmo mês de 2024. No total, considerando tanto a área pública quanto os terminais de uso privado, a movimentação foi de 1,27 milhão de toneladas, representando um aumento de 26% em relação ao total de 1 milhão de toneladas registrado no mesmo mês do ano passado.

O presidente da Autoridade Portuária de Santos (APS), responsável pela gestão da infraestrutura pública do Porto de Itajaí, atribui esse desempenho positivo à integração eficiente entre a gestão pública e o setor privado. Segundo ele, o resultado é fruto de uma boa colaboração com a comunidade portuária local e as administrações municipais de Itajaí e Navegantes. “O crescimento em janeiro é resultado do bom entendimento entre a comunidade portuária de Itajaí e Navegantes, suas administrações municipais e a gestão pública técnica da APS-Itajaí”, afirmou Pomini. “Abrimos a gestão à participação local, aproveitando os empregados que já estavam na casa, o que tem gerado grandes avanços na recuperação da grandeza do Porto”, completou.

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No cais público, o destaque foi a atracação de navios de cruzeiro, que representaram 13 das 17 atracações realizadas em janeiro. As outras quatro atracações foram divididas entre cargas gerais, contêineres e carga de veículos. Este aumento no movimento de cruzeiros motivou a APS-Itajaí a adotar a movimentação terrestre de carga geral, permitindo maior flexibilidade nas operações sem prejudicar o atendimento aos navios de passageiros.

Em termos de movimentação de cargas, o cais público registrou 47,9 mil toneladas em janeiro, um aumento de 28% em comparação com as 37,4 mil toneladas do mesmo mês em 2024. O Porto de Itajaí, com maior volume de exportações do que de importações, registrou 185,4 mil toneladas exportadas e 174,5 mil toneladas desembarcadas.

No total do complexo, das 1,27 milhão de toneladas movimentadas, 54% corresponderam ao desembarque de cargas (690,7 mil toneladas), enquanto 46% foram destinadas à exportação (581,6 mil toneladas), com ambos os fluxos apresentando crescimento de aproximadamente 26% em relação a 2024.

A movimentação de contêineres também teve aumento significativo, com 117,8 mil TEUs movimentados, representando uma alta de 21% em comparação aos 97 mil TEUs registrados no mesmo período de 2024. O Porto de Itajaí contribuiu com 359,9 mil toneladas, enquanto os terminais de uso privado movimentaram 912,4 mil toneladas.

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Em relação ao número de atracações, o complexo portuário totalizou 102 em janeiro, um aumento de 28% em relação a 2024, quando ocorreram 80 atracações. Destas, 51 foram de navios de longo curso.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Exportações de farelo de soja da Índia despencam e abrem espaço para Brasil ampliar vendas globais

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As exportações de farelo de soja da Índia devem registrar forte retração no ciclo 2025/26, atingindo o menor volume dos últimos quatro anos. A disparada dos preços internos, impulsionada pela quebra na produção de soja e pela demanda aquecida da indústria avícola local, reduziu drasticamente a competitividade do produto indiano no mercado internacional.

O movimento abre espaço para países da América do Sul, especialmente o Brasil e a Argentina, ampliarem sua participação nos mercados asiáticos, tradicionalmente abastecidos pela Índia.

Farelo de soja indiano perde competitividade global

Segundo representantes do setor exportador indiano, os preços do farelo de soja produzido no país ficaram muito acima das cotações praticadas pelos principais concorrentes globais.

Atualmente, o farelo de soja da Índia está sendo ofertado próximo de US$ 680 por tonelada FOB para embarques em junho, enquanto fornecedores sul-americanos trabalham com valores ao redor de US$ 430 por tonelada.

A diferença de preços praticamente inviabilizou novos contratos de exportação para os indianos.

De acordo com Manoj Agrawal, as esmagadoras locais já sentem forte redução nas consultas internacionais.

“Os preços indianos estão muito mais altos do que os preços globais. As usinas sequer estão recebendo novas consultas de exportação”, afirmou o executivo.

Exportações devem cair pela metade em 2025/26

A previsão do setor é de que a Índia exporte cerca de 900 mil toneladas de farelo de soja no atual ano comercial, que termina em setembro de 2026. No ciclo anterior, o país embarcou aproximadamente 2,02 milhões de toneladas.

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A retração representa uma queda superior a 55% nos embarques e reforça a mudança no fluxo global do mercado de proteína vegetal.

Segundo Vinod Jain, os compradores asiáticos já migraram para origens mais competitivas da América do Sul.

“O fornecimento vindo dos países sul-americanos aumentou e está muito mais competitivo que o farelo indiano”, destacou.

Brasil e Argentina podem ganhar espaço no mercado asiático

Com a redução da presença indiana no comércio internacional, o Brasil tende a ampliar oportunidades de exportação de farelo de soja para países da Ásia e também da Europa.

A Índia tradicionalmente exporta farelo para mercados como Bangladesh, Nepal, Alemanha e Holanda, aproveitando o diferencial de produzir soja não geneticamente modificada. Entretanto, a forte alta dos preços anulou essa vantagem comercial.

O cenário favorece especialmente a indústria exportadora brasileira, que já opera com ampla oferta de soja e forte competitividade logística em diversos mercados internacionais.

Além do Brasil, a Argentina também deve ampliar participação nas vendas globais de farelo, especialmente diante da maior disponibilidade de produto sul-americano nesta temporada.

Quebra na safra indiana e demanda interna sustentam preços elevados

Os preços internos do farelo de soja na Índia acumulam alta expressiva desde o início da temporada. Na última terça-feira, o produto era negociado a 64.625 rúpias indianas por tonelada, equivalente a cerca de US$ 670, avanço de 47% em relação ao mês anterior e de 85% desde outubro.

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A valorização acompanha a escalada dos preços da soja no mercado doméstico indiano.

Segundo Ashok Bhutada, o principal fator por trás da alta é a forte quebra produtiva causada pelo clima adverso.

Além disso, a demanda da indústria avícola da Índia continua aquecida, sustentando o consumo interno de farelo de soja e reduzindo a disponibilidade exportável.

“A oferta restrita mantém os preços da soja firmes e isso deve continuar sustentando os preços do farelo nos próximos meses”, avaliou Bhutada.

Mercado global monitora impacto sobre proteínas e rações

O movimento da Índia ocorre em um momento de forte atenção do mercado global sobre custos de alimentação animal e fluxos internacionais de proteínas vegetais.

A menor oferta exportável indiana tende a reforçar a relevância do farelo sul-americano para os importadores asiáticos, especialmente em um cenário de demanda consistente por carnes e ração animal.

Para o agronegócio brasileiro, o cenário pode representar novas oportunidades comerciais ao longo de 2026, principalmente para o complexo soja, que segue entre os principais motores das exportações nacionais.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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