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Mercado de Frango: Preço do Milho Desafia Nutrição Animal, Mas Cresce a Demanda no Atacado

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O mercado de frango no Brasil segue com preços estáveis no setor de avicultura, mas registra aumento no preço da carne no atacado, especialmente no início do ano. Segundo Fernando Iglesias, analista da Safras & Mercado, o cenário permanece desafiador, com avicultores atentos ao impacto da evolução dos custos de nutrição animal, especialmente no que diz respeito ao milho. O insumo, crucial para a alimentação das aves, apresenta aumentos nos preços em várias regiões do país, como no Sul, Sudeste e Nordeste. Para contornar o impacto dos custos elevados, a estratégia de manter números reduzidos de alojamento de aves tem sido fundamental.

Custos de Produção e Expectativas de Consumo

A elevação nos preços do milho continua sendo um fator preponderante nas decisões de produção, com os avicultores priorizando a contenção de custos. Iglesias também aponta que o mercado atacadista tem oferecido margens limitadas para aumentos adicionais nos preços, já que a demanda apresenta um arrefecimento típico da segunda quinzena do mês, período tradicionalmente mais fraco para o consumo. No entanto, a carne de frango se mantém como uma das proteínas mais acessíveis à população, com uma demanda estável, sustentada pela preferência de muitos consumidores por alimentos de baixo custo, como a carne de frango, ovos e embutidos.

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O analista acrescenta que as exportações de carne de frango brasileiras seguem um ritmo forte, com perspectivas de um novo recorde de embarques para a temporada, o que compensa, em parte, o mercado interno mais restrito. “O perfil de consumo, aliado ao alto nível das exportações, configura um cenário promissor para a carne de frango no Brasil”, afirma Iglesias.

Movimentação de Preços no Atacado

Em São Paulo, os preços dos cortes congelados de frango apresentaram variações ao longo da semana. O quilo do peito subiu de R$ 10,40 para R$ 11,00, enquanto a coxa teve um aumento de R$ 7,80 para R$ 8,00. Por outro lado, a asa do frango registrou uma queda, indo de R$ 13,20 para R$ 12,50. Nos cortes resfriados, o preço do peito também subiu, passando de R$ 10,50 para R$ 11,10, e a coxa subiu de R$ 7,90 para R$ 8,10. Já a asa perdeu valor, indo de R$ 13,30 para R$ 12,60.

A cotação do frango vivo também variou entre as regiões. Em Minas Gerais, o preço se manteve em R$ 5,50 o quilo, enquanto em São Paulo, o preço médio foi de R$ 5,60. As integrações de frango, como em Santa Catarina e no Oeste do Paraná, mantiveram preços mais baixos, variando de R$ 4,00 a R$ 4,55 o quilo vivo. O Norte e o Nordeste apresentaram preços mais elevados, como em Pernambuco, onde o preço foi de R$ 7,75, e no Pará, com o quilo sendo negociado a R$ 8,35.

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Exportações de Carne de Frango

As exportações de carne de frango continuam a mostrar números expressivos. Em fevereiro de 2025, o Brasil exportou 143,4 mil toneladas de carne de aves e suas miudezas comestíveis, o que representou uma receita de US$ 257,2 milhões, com uma média diária de US$ 51,4 milhões. Comparado a fevereiro de 2024, o valor médio diário exportado aumentou em 52,9%, e a quantidade média diária exportada teve um crescimento de 47,9%. O preço médio por tonelada ficou em US$ 1.793,30, apresentando uma alta de 3,4% em relação ao ano anterior. Estes dados, divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior, indicam um desempenho robusto para as exportações de carne de frango, que seguem uma tendência positiva, apesar dos desafios internos enfrentados pelo setor.

Com o mercado interno mais acomodado e os custos elevados com a alimentação das aves, a exportação continua sendo um pilar fundamental para o crescimento da indústria avícola brasileira. O cenário atual reflete um equilíbrio entre os desafios internos e as oportunidades no mercado internacional.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Consumo de arroz cai no Brasil e acende alerta no setor

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O consumo de arroz no Brasil vem passando por transformações relevantes nas últimas décadas, refletindo mudanças no comportamento alimentar da população e nas exigências do consumidor moderno. Embora o grão continue presente na rotina dos brasileiros, ele perdeu espaço e protagonismo na dieta diária, o que preocupa o setor.

A avaliação é de Sergio Cardoso, diretor de operações da Itaobi Representações, ao analisar a queda no consumo per capita do alimento ao longo do tempo.

Consumo per capita de arroz registra queda significativa

De acordo com dados apresentados na análise, o consumo anual de arroz no país caiu de cerca de 45 quilos por pessoa para menos de 30 quilos ao longo de aproximadamente 40 anos.

Mais do que uma simples redução numérica, essa mudança indica uma transformação na percepção do consumidor em relação ao produto, que deixou de ocupar uma posição central na alimentação cotidiana.

Mudança no perfil do consumidor impacta demanda

O avanço de novos hábitos alimentares tem influenciado diretamente o consumo de arroz. Produtos que oferecem praticidade, apelo à saudabilidade e diferenciação ganharam espaço no mercado, atendendo a um consumidor mais exigente e informado.

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Nesse contexto, o arroz manteve, em grande parte, uma imagem tradicional, com menor adaptação às novas demandas. Essa falta de reposicionamento contribuiu para a perda de relevância frente a alimentos que dialogam melhor com as tendências atuais.

Arroz segue presente, mas perde protagonismo

Apesar da redução no consumo, o arroz continua sendo um item importante na mesa dos brasileiros. No entanto, sua participação já não é tão dominante quanto no passado.

Outros produtos passaram a ocupar espaço ao oferecer conveniência e inovação, atributos cada vez mais valorizados pelo consumidor contemporâneo.

Setor enfrenta desafio de reconquistar o consumidor

Diante desse cenário, a cadeia produtiva do arroz enfrenta o desafio de se aproximar mais do consumidor final. A discussão vai além do aumento da oferta e envolve a necessidade de revisar estratégias de comunicação, posicionamento e inovação.

A análise indica que reconquistar a preferência do consumidor será essencial para recuperar relevância no mercado.

Competitividade exige adaptação contínua

Em um ambiente cada vez mais competitivo e dinâmico, o protagonismo de um produto não é garantido. Ele precisa ser construído continuamente, acompanhando as mudanças no comportamento alimentar e as novas exigências do mercado.

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Para o setor de arroz, o momento exige adaptação e reposicionamento estratégico, com foco em atender às expectativas de um consumidor mais atento à praticidade, à qualidade e à informação sobre o que consome.

A tendência observada reforça a necessidade de evolução do setor, que precisará investir em inovação e comunicação para manter o arroz competitivo e relevante no cenário alimentar brasileiro.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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