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Denúncia da Prefeitura de Cuiabá gera operação da Polícia Civil em laboratório

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Uma denúncia da Prefeitura de Cuiabá, por meio da Vigilância Sanitária, resultou em uma operação policial nesta quinta-feira (3) contra um laboratório de análises clínicas suspeito de fraudar exames. A ação conjunta da Polícia Civil e da Secretaria de Saúde culminou na interdição do estabelecimento e na prisão do proprietário por crimes contra a administração pública e estelionato.

A empresa foi contratada em 22 de dezembro de 2021 para a realização de exames laboratoriais. No entanto, a irregularidade foi detectada somente agora, após a denúncia da equipe da Vigilância Sanitária que atua na gestão atual da capital, que apontou a suspeita de que o laboratório não realizava as análises das amostras coletadas e, ainda assim, emitia laudos. Entre as vítimas, conforme a Polícia Civil, estão, a Prefeitura Municipal de Cuiabá, planos de saúde e pessoas que realizaram exames particulares na empresa.

Durante a fiscalização da Vigilância Sanitária, os agentes flagraram uma coleta de sangue sendo feita para um paciente encaminhado pela Prefeitura. Contudo, o laboratório não possuía nenhum equipamento em funcionamento para a realização dos exames, nem reagentes ou insumos necessários para as análises. No local, os investigadores encontraram amostras de sangue armazenadas de forma inadequada, o que reforçou as suspeitas de fraude. Diante disso, a Prefeitura acionou a Polícia Civil que de imediato deflagrou a operação.

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Ao ser questionado, o dono da empresa alegou que enviava as amostras para outro laboratório terceirizado, mas não conseguiu fornecer qualquer documento que comprovasse a prestação do serviço. Ele também não soube informar o endereço do suposto parceiro ou apresentar laudos clínicos emitidos.

A gestão atual, sob comando do prefeito Abilio Brunini, esclarece que a contratação da empresa ocorreu na administração anterior e que a detecção da irregularidade só foi possível devido ao trabalho da Vigilância Sanitária. O município reafirma seu compromisso com a transparência e a qualidade dos serviços prestados à população, reforçando que tomará todas as medidas cabíveis para garantir que os exames laboratoriais sigam os padrões exigidos.

A investigação segue em andamento para apurar a extensão das fraudes e possíveis prejuízos aos cofres públicos e aos pacientes que confiaram no serviço. Além disso, a Controladoria-Geral e Procuradoria-Geral do município de Cuiabá já foram acionadas para tomar todas as medidas cabíveis.

#PraCegoVer

A foto mostra o Palácio Alencastro, nas cores verde e branca, visto da perspectiva da Praça Alencastro, que fica na frente da sede da Prefeitura de Cuiabá.

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Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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AGRONEGÓCIO

Crédito privado do agro supera R$ 1,34 trilhão e CPR lidera financiamento

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O estoque dos principais instrumentos privados de financiamento do agronegócio superou R$ 1,34 trilhão em julho, primeiro mês da safra 2026/27. O resultado mostra o aumento da participação do mercado de capitais no custeio da produção, na comercialização antecipada da safra e no financiamento de empresas ligadas às cadeias agroindustriais.

Os dados foram divulgados pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e abrangem as Cédulas de Produto Rural (CPR), as Letras de Crédito do Agronegócio (LCA), os Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRA) e os Certificados de Direitos Creditórios do Agronegócio (CDCA).

A CPR manteve a liderança entre os instrumentos analisados, com estoque de R$ 580,78 bilhões. O volume estava distribuído em 372 mil títulos, com valor médio de R$ 1,56 milhão por cédula.

Somente em julho foram emitidos R$ 37,53 bilhões em novas CPR. Esse é o dado que melhor indica o ingresso de operações no primeiro mês da nova temporada. O estoque total também inclui títulos emitidos anteriormente que ainda não foram liquidados.

A CPR permite ao produtor ou à cooperativa antecipar recursos para financiar a atividade. Na modalidade física, o compromisso pode ser liquidado com a entrega futura do produto agropecuário. Na CPR financeira, a quitação ocorre em dinheiro. O instrumento também é usado como garantia em operações para a compra de sementes, fertilizantes, defensivos e outros insumos.

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O avanço das CPR amplia as alternativas ao crédito rural bancário, especialmente em períodos de juros elevados ou de maior restrição nas linhas oficiais. Ao mesmo tempo, exige atenção às condições estabelecidas no contrato, como taxa de juros, forma de liquidação, garantias, vencimento e consequências em caso de frustração da safra.

As Letras de Crédito do Agronegócio apresentaram o segundo maior estoque, com R$ 560,37 bilhões. As LCA são emitidas por instituições financeiras para captar dinheiro de investidores e financiar operações relacionadas ao setor.

Pelas regras atuais do Manual de Crédito Rural, pelo menos 60% do estoque das LCA deve ser reaplicado no financiamento da atividade agropecuária. Isso representa aproximadamente R$ 336,22 bilhões.

Dentro desse volume, ao menos 45% devem ser destinados ao crédito rural oficial, o equivalente a R$ 151,30 bilhões. Os valores incluem tanto operações da safra 2026/27 quanto contratos de temporadas anteriores que continuam em aberto.

Isso significa que o estoque divulgado não corresponde integralmente a recursos novos disponíveis para contratação imediata. Parte representa financiamentos já concedidos e títulos que ainda não chegaram ao vencimento.

Os Certificados de Recebíveis do Agronegócio somaram R$ 174,20 bilhões em julho. O CRA permite transformar créditos originados em negócios do setor em títulos negociados com investidores, aproximando empresas e cadeias produtivas do mercado de capitais.

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Já os Certificados de Direitos Creditórios do Agronegócio alcançaram estoque de R$ 30,21 bilhões. O CDCA é emitido por cooperativas e empresas que atuam na comercialização, no beneficiamento ou na industrialização de produtos agropecuários e tem como lastro direitos de crédito ligados ao setor.

Fora da soma de R$ 1,34 trilhão, os Fundos de Investimento nas Cadeias Produtivas Agroindustriais (Fiagro) também avançaram como fonte privada de recursos. Os dados mais recentes, referentes a junho, mostram patrimônio líquido de R$ 64,13 bilhões distribuído entre 285 fundos.

Os Fiagro podem investir em imóveis rurais, participações em empresas, direitos creditórios e outros ativos ligados ao agronegócio. Para o setor produtivo, funcionam como uma ponte entre investidores e projetos de produção, armazenagem, logística, agroindústria e aquisição de ativos.

O crescimento desses instrumentos reforça a diversificação do financiamento rural, historicamente concentrado nos bancos e nos recursos do Plano Safra. Para o produtor, porém, maior oferta de alternativas não elimina a necessidade de comparar custos, garantias e riscos. O volume disponível no mercado é elevado, mas o acesso e as condições de pagamento variam conforme a atividade, o porte da operação e a capacidade financeira de cada tomador.

Fonte: Pensar Agro

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