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Mercado do Café: Ajustes Técnicos na Bolsa de Nova York e Preocupações com a Safra 2025

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Os preços do café iniciaram a sexta-feira (14) com ajustes técnicos e realização de lucros na Bolsa de Nova York, após uma sequência de fortes altas. No entanto, a cotação se manteve próxima aos US$ 4,30 por libra-peso. No mercado de Londres, o robusta apresentou avanços nos contratos futuros mais próximos, refletindo as oscilações na oferta global do grão.

De acordo com um relatório da Hedgepoint, as chuvas abaixo da média e as altas temperaturas registradas em 2024 causaram uma redução na produção do café arábica para a safra 2025/2026, impactando negativamente as estimativas para o Sul de Minas, Zona da Mata e São Paulo. Por outro lado, o clima favorável e os investimentos dos produtores estão impulsionando boas perspectivas para o café conilon, com destaque para os estados do Espírito Santo, Bahia e Rondônia.

Joaquim Ribeiro de Almeida, produtor de café na cidade de Ilicínea, no Sul de Minas Gerais, relatou que as condições climáticas adversas do ano passado já impactaram negativamente a produtividade de sua lavoura nesta safra. “Uma lavoura que deveria produzir 6 sacas de café agora vai produzir no máximo 5. Essa queda na produção resultou em um prejuízo de R$ 85 mil. Agora, é torcer para que não ocorra uma seca prolongada”, afirmou o produtor.

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Pesquisadores do Cepea alertam que as previsões para fevereiro indicam chuvas abaixo da média e temperaturas elevadas, o que tem gerado preocupação entre os cafeicultores, já que este período é crucial para o desenvolvimento final da safra. Eles destacam que, apesar da presença de chuvas otimistas, o excesso de calor pode prejudicar a qualidade do produto, secando os grãos antes da colheita e afetando a safra 2025/2026.

Por volta das 9h15 (horário de Brasília), o café arábica registrava uma queda de 495 pontos, cotado a 433,95 cents/lbp no vencimento de março/2025, e recuos de até 540 pontos para os vencimentos de maio/2025 e julho/2025. Já o robusta apresentava queda de US$ 4, cotado a US$ 5.790 por tonelada para o contrato de março/2025, mas com altas nos vencimentos de maio/2025 e julho/2025.

No Vietnã, os preços do café têm subido de forma acelerada, superando as expectativas dos especialistas. A volatilidade do mercado tem gerado incertezas entre os agricultores sobre o momento mais adequado para a venda, e especialistas locais preveem que os preços elevados persistam até julho de 2025.

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Fonte: Portal do Agronegócio

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Milho recua no Brasil, Chicago opera estável e B3 fecha sem direção única em meio a oferta elevada

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Mercado do milho no Brasil acumula queda de 3,5% em junho com forte pressão da oferta

O mercado brasileiro de milho mantém trajetória de baixa ao longo de junho, pressionado principalmente pelo avanço da safrinha e pelo nível elevado dos estoques de passagem.

Na praça de Campinas (SP), referência para o Centro-Sul, o milho foi negociado a R$ 62,00 por saca de 60 kg nesta quarta-feira (24), reforçando o movimento de recuo observado ao longo do mês. A média parcial de junho ficou em R$ 63,06 por saca, queda de 3,5% frente a maio, quando o valor médio foi de R$ 65,35.

Segundo dados de mercado, o principal fator de pressão segue sendo a combinação entre oferta abundante e demanda interna sem força suficiente para absorver o volume disponível, o que mantém compradores mais cautelosos nas negociações.

A safrinha 2026 é estimada em 112,5 milhões de toneladas, segundo projeções do setor, configurando-se como uma das maiores já registradas no país. O cenário reforça a expectativa de excedente estrutural no curto e médio prazo, com impacto direto sobre a formação de preços.

No mercado físico, a liquidez permanece baixa. Produtores relatam resistência em aceitar valores abaixo do custo de produção, enquanto compradores atuam de forma mais seletiva, aguardando possíveis novas quedas ou oportunidades pontuais.

Chicago opera em estabilidade com equilíbrio entre demanda e clima favorável

No mercado internacional, os contratos futuros de milho na Bolsa de Chicago (CBOT) iniciaram a quinta-feira (25) próximos da estabilidade, refletindo um cenário de equilíbrio entre fatores altistas e baixistas.

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Os vencimentos mais negociados apresentaram variações mistas: julho/26 com leve queda, setembro/26 estável e contratos mais longos com pequenas altas, indicando ajuste técnico após sessões recentes de volatilidade.

Entre os fatores de suporte, destaca-se a demanda externa. O México realizou compras de aproximadamente 100 mil toneladas de milho dos Estados Unidos, parte destinada ao atual ciclo comercial e parte para a safra 2026/27, segundo dados do USDA.

Por outro lado, o clima favorável no cinturão produtor norte-americano segue limitando movimentos de alta. A maioria das lavouras permanece em boas condições, o que sustenta expectativas de oferta confortável e reduz pressão sobre os preços.

B3 inicia sessão em leve queda com influência externa e fundamentos domésticos

Na Bolsa Brasileira (B3), o milho também começou o pregão desta quinta-feira com viés levemente negativo, acompanhando o comportamento mais contido do mercado internacional.

Por volta das 09h, os contratos futuros operavam entre R$ 63,97 e R$ 73,10. O vencimento julho/26 recuava para R$ 63,97, enquanto setembro/26 e janeiro/27 também registravam leves baixas, refletindo cautela dos investidores.

Na sessão anterior, o mercado havia encerrado de forma mista. O suporte inicial veio da valorização do dólar, mas perdeu força ao longo do dia com a queda das cotações em Chicago e o avanço da colheita da safrinha no Brasil.

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Relatos de produtividade irregular em algumas regiões, especialmente em Mato Grosso, adicionaram volatilidade ao mercado. Ao mesmo tempo, chuvas em áreas produtoras atrasaram os trabalhos de colheita e ajudaram a limitar quedas mais intensas.

No mercado físico regional, a liquidez segue reduzida. No Sul do país, compradores abastecidos mantêm negociações pontuais. No Paraná e em Santa Catarina, a diferença entre ofertas e pedidos continua travando acordos. Em Mato Grosso do Sul, a entrada gradual da segunda safra pressiona os preços, embora a demanda da indústria de bioenergia siga como fator de sustentação pontual.

Panorama geral: oferta elevada mantém mercado sob pressão no curto prazo

O mercado global de milho entra no segundo semestre com predominância de fundamentos baixistas, especialmente no Brasil, onde a safrinha volumosa reforça o cenário de superoferta.

Enquanto Chicago oscila de forma lateral, sustentada por exportações pontuais e clima favorável, a B3 reflete o ajuste entre fatores externos e a realidade doméstica de ampla disponibilidade.

No curto prazo, o comportamento dos preços deve continuar condicionado ao ritmo de colheita, ao apetite das exportações e à capacidade de absorção do mercado interno, especialmente do setor de proteína animal e da indústria de etanol.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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