AGRONEGÓCIO
Safra de grãos para 2025 deve alcançar 325,3 milhões de toneladas, prevê IBGE
Publicado em
13 de fevereiro de 2025por
Da Redação
A produção brasileira de cereais, leguminosas e oleaginosas para 2025 está projetada em 325,3 milhões de toneladas, segundo estimativa divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em janeiro. Esse volume representa um crescimento de 11,1% em comparação a 2024, quando foram colhidas 292,7 milhões de toneladas, um acréscimo de 32,6 milhões de toneladas. Em relação à previsão de dezembro, a nova projeção aponta uma alta de 0,8%, com um incremento de 2,7 milhões de toneladas.
A área a ser colhida foi estimada em 80,9 milhões de hectares, um aumento de 2,4% em relação a 2024, o que corresponde a 1,8 milhão de hectares adicionais. Frente à projeção de dezembro, houve um avanço de 0,6%, equivalente a 472.102 hectares.
Principais culturas e participação na produção
Os três principais produtos dessa categoria – arroz, milho e soja – representam 92,9% da produção estimada e ocupam 87,5% da área cultivada. Comparando-se ao ano anterior, houve aumentos na área plantada de algodão herbáceo (2,9%), arroz em casca (6,7%), feijão (0,6%), soja (2,8%), milho (2,1%) e sorgo (2,7%). A única cultura a registrar queda na área plantada foi o trigo, com retração de 2,6%.
Em relação à produção, os destaques foram os aumentos para soja (14,9%), feijão (10,9%), arroz (8,3%), milho (8,2%) e algodão herbáceo (1,6%). O trigo, por outro lado, teve uma redução de 3,3%.
A produção estimada de soja alcançou 166,5 milhões de toneladas, enquanto o milho foi projetado em 124,1 milhões de toneladas, sendo 25,2 milhões na primeira safra e 98,9 milhões na segunda. O arroz deve totalizar 11,5 milhões de toneladas, seguido pelo trigo (7,3 milhões de toneladas), algodão herbáceo (9 milhões de toneladas) e sorgo (4,2 milhões de toneladas).
Desempenho por região e estados líderes
A produção agrícola deverá crescer em todas as regiões do país, com destaque para o Sul (15,4%), Sudeste (10,8%), Centro-Oeste (10,1%), Nordeste (9,8%) e Norte (3,6%). Na comparação mensal, houve expansão na produção das regiões Norte (0,1%), Nordeste (0,1%) e Centro-Oeste (2,7%). O Sudeste manteve-se estável, enquanto o Sul registrou recuo de 1,6%.
Entre os estados, Mato Grosso continua liderando a produção nacional de grãos, com 29,7% do total, seguido por Paraná (13,4%), Rio Grande do Sul (12,4%), Goiás (11,1%), Mato Grosso do Sul (7,8%) e Minas Gerais (5,4%). Essas unidades da federação, juntas, representam 79,8% da produção nacional.
Variações em relação a dezembro
Em comparação com o mês anterior, houve revisões positivas para algumas culturas, como sorgo (8,9%), batata terceira safra (5,0%), feijão primeira safra (4,7%), milho segunda safra (3,6%) e tomate (2,1%). No entanto, o trigo apresentou a maior queda na estimativa, com retração de 7,7%.
Entre os estados, Mato Grosso registrou o maior avanço na projeção de produção em relação ao mês anterior, com um incremento de 3 milhões de toneladas, seguido por Goiás (1,1 milhão de toneladas) e Distrito Federal (25 mil toneladas). Em contrapartida, o Paraná teve uma redução significativa, com queda de 1,4 milhão de toneladas na estimativa de produção.
Destaques por cultura
A produção de algodão herbáceo está projetada em 9 milhões de toneladas, com aumento de 1,6% frente ao prognóstico anterior, impulsionado por uma ampliação de 1,3% na área cultivada. Mato Grosso, maior produtor nacional, deverá responder por 70,2% da produção, totalizando 6,3 milhões de toneladas.
No caso da batata-inglesa, a produção total das três safras deve alcançar 4,4 milhões de toneladas, um crescimento de 1,7% em relação à previsão anterior. Goiás se destacou ao elevar sua estimativa em 25,2%, com produção projetada de 264,2 mil toneladas.
Já a produção de café, considerando as variedades arábica e canephora, foi estimada em 3,2 milhões de toneladas, ou 52,6 milhões de sacas de 60 kg, representando uma queda de 1,1% frente ao mês anterior. Esse recuo deve-se principalmente à redução no rendimento médio da lavoura, que caiu 2,8%, enquanto a área colhida cresceu 1,7%. No comparativo anual, a produção deve sofrer uma retração de 7,9%, reflexo de uma bienalidade negativa do café arábica, que alterna anos de maior e menor produtividade.
Com esses números, a estimativa do IBGE reforça a perspectiva de uma safra robusta para 2025, com crescimento expressivo na produção de grãos, impulsionada pelo desempenho positivo de culturas como soja e milho, apesar das variações regionais e dos ajustes na projeção de algumas culturas específicas.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Queda no preço do querosene de aviação anima setor agrícola, mas impacto deve ser gradual
Published
21 minutos agoon
3 de junho de 2026By
Da Redação
A redução de 14,2% no preço médio do querosene de aviação (QAV) anunciada pela Petrobras para junho foi recebida com otimismo pelo setor de aviação agrícola. No entanto, representantes da atividade avaliam que os efeitos positivos sobre os custos operacionais devem ocorrer de forma gradual, com reflexos mais consistentes no médio e no longo prazo.
A estatal informou uma diminuição equivalente a R$ 0,93 por litro no valor de venda do combustível para as distribuidoras. A medida ocorre após meses de forte pressão sobre os preços dos derivados de petróleo, influenciados principalmente pelas tensões geopolíticas no Oriente Médio e pelas oscilações do mercado internacional de energia.
Para a aviação agrícola, responsável por operações fundamentais no campo, como pulverização, semeadura, combate a incêndios e aplicação de insumos, o custo do combustível é um dos principais componentes das despesas operacionais.
Combustível representa parcela relevante dos custos da aviação agrícola
Segundo o Sindicato Nacional das Empresas de Aviação Agrícola (Sindag), o querosene de aviação é utilizado por cerca de 30% da frota aeroagrícola brasileira e possui participação significativa nos custos das empresas do setor.
De acordo com o economista e diretor operacional do Sindag, Claudio Junior Oliveira, as aeronaves movidas a querosene de aviação Jet A-1 concentram grande parte das operações devido à elevada demanda de trabalho e à eficiência desse tipo de combustível.
A importância do insumo para a atividade faz com que qualquer oscilação nos preços tenha reflexos diretos sobre os custos da prestação de serviços ao agronegócio e, consequentemente, sobre a cadeia de produção de alimentos.
Alta acumulada ainda pesa sobre o setor
Apesar do recente anúncio de redução, o setor ainda enfrenta os efeitos da forte valorização acumulada nos últimos meses.
Dados do Sindag apontam que o querosene de aviação registrou inflação de 51,6% em abril, alcançando preço médio de R$ 8,46 por litro. A entidade atribui esse movimento principalmente às incertezas geopolíticas internacionais e às oscilações no mercado global de petróleo.
A Petrobras também informou que, mesmo após o corte anunciado para junho, o combustível acumula alta de 54,5% em relação aos valores praticados em dezembro de 2025, o que representa um aumento de R$ 1,98 por litro no período.
Esse cenário tem pressionado especialmente as operações aeroagrícolas concentradas no Centro-Oeste, região que reúne importantes polos de produção de grãos, fibras e bioenergia.
Expectativa de melhora está no médio prazo
Embora a redução anunciada seja considerada positiva, o setor avalia que os efeitos não serão imediatos.
Segundo Claudio Oliveira, a expectativa é de que os benefícios cheguem gradualmente ao mercado, à medida que a redução seja incorporada pela cadeia de distribuição e reflita efetivamente nos custos operacionais das empresas.
A avaliação é de que o ambiente ainda permanece desafiador, principalmente devido à influência dos preços internacionais sobre o mercado brasileiro de combustíveis.
Oriente Médio segue no radar do mercado
Mesmo com parte do abastecimento nacional não dependendo diretamente das rotas marítimas afetadas pelos conflitos internacionais, os preços praticados no Brasil continuam acompanhando as referências globais do petróleo.
Nesse contexto, o setor mantém atenção especial à situação no Estreito de Ormuz, uma das principais rotas estratégicas para o transporte mundial de petróleo e derivados.
Qualquer interrupção ou restrição ao fluxo de navios na região pode provocar novas pressões sobre os preços internacionais da energia e comprometer a trajetória de redução observada neste início de junho.
Custos seguem como desafio para o agronegócio
A redução do preço do querosene de aviação representa um sinal positivo para a aviação agrícola e para o agronegócio brasileiro, mas ainda não é suficiente para neutralizar o impacto das altas acumuladas nos últimos meses.
Com custos de produção elevados, juros ainda em patamares restritivos e um cenário internacional marcado por incertezas geopolíticas, o setor continua acompanhando de perto os movimentos do mercado de energia.
Para as empresas de aviação agrícola, a expectativa é que a queda anunciada pela Petrobras seja o início de um processo mais amplo de acomodação dos preços, contribuindo para melhorar a competitividade das operações que apoiam diretamente a produção agropecuária nacional.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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