AGRONEGÓCIO

Café lidera alta de preços no Sudeste em 2025

Publicado em

O café, tanto em pó quanto em grãos, continua pressionando o orçamento dos consumidores brasileiros, registrando um aumento de 8,9% entre dezembro de 2024 e janeiro de 2025. A informação consta no mais recente levantamento “Variações de Preços: Brasil & Regiões”, elaborado pela Neogrid, empresa especializada em tecnologia e inteligência de dados para a gestão da cadeia de consumo. De acordo com o estudo, o preço médio do produto saltou de R$ 53,90 para R$ 58,68 no período analisado.

O café já havia liderado os reajustes no ano passado, acumulando alta de até 46,1% na comparação anual. Agora, no primeiro levantamento de 2025, o produto mantém essa tendência e segue como um dos itens que mais impactam o custo de vida no país.

“Esse aumento é resultado das condições climáticas adversas registradas em 2024, além dos custos elevados de produção, que incluem fertilizantes, energia e mão de obra, fatores que continuam pressionando os preços”, explica Robson Munhoz, diretor de Relações Corporativas da Neogrid.

Leia Também:  Servidores de Cuiabá poderão parcelar dívidas em até oito anos com juros menores

Além do café, outros produtos também apresentaram variações significativas no período. A carne bovina registrou alta de 3,4%, os ovos subiram 2,1%, enquanto a água mineral teve acréscimo de 1,9% e o xampu, de 1,7%.

Flutuações de preços no Sudeste

Na região Sudeste, o café apresentou um aumento ainda mais expressivo, de 9,1%, seguido pela carne bovina, com reajuste de 5,2%, e pelo xampu, com 2,2%. Por outro lado, algumas categorias registraram queda nos preços. A carne suína recuou 7,2%, os legumes tiveram redução de 2,9% e o sal apresentou retração de 2,1%.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

AGRONEGÓCIO

Exportações de algodão do Brasil devem bater recorde em 2025/26 e reforçam liderança global no mercado internacional

Published

on

As exportações brasileiras de algodão devem encerrar o ciclo comercial 2025/2026 em nível recorde, com estimativa de aproximadamente 3,3 milhões de toneladas embarcadas, segundo projeções apresentadas durante a abertura do XXIII Anea Cotton Dinner, em reunião da Câmara Setorial da Cadeia Produtiva do Algodão e Derivados.

O desempenho reforça o protagonismo do Brasil no comércio internacional da fibra, com o país consolidado como principal exportador mundial de algodão, superando concorrentes tradicionais como os Estados Unidos. O resultado é sustentado pela forte demanda de mercados da Ásia, Europa e Oriente Médio.

Produção brasileira mantém crescimento e produtividade elevada

A safra 2025/2026 de algodão no Brasil deve alcançar cerca de 3,9 milhões de toneladas de pluma, cultivadas em aproximadamente 1,9 milhão de hectares, com produtividade média próxima de 1.954 quilos por hectare, de acordo com dados da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa).

Para o ciclo 2026/2027, as primeiras estimativas indicam nova expansão, com produção projetada em 3,96 milhões de toneladas, reforçando a tendência de crescimento consistente da cultura no país.

Leia Também:  Segunda edição do curso de Qualificação e Aperfeiçoamento Profissional 2024-2025 para 203 técnicos começa no dia 12 de novembro
Brasil registra recordes de exportação e consolida liderança global

A Associação Nacional dos Exportadores de Algodão (Anea) destacou que o Brasil registrou recordes mensais de embarques em sete meses dentro do ciclo atual, mantendo ritmo forte de exportações e encerrando a temporada na liderança global do setor.

“O algodão brasileiro alcançou um novo patamar no mercado internacional. Tivemos sete meses de recorde de exportação, e junho deve seguir o mesmo ritmo. Hoje, o desafio já não é apenas produzir mais, mas garantir infraestrutura, competitividade e previsibilidade para sustentar esse crescimento”, afirmou o presidente da Anea, Dawid Wajs.

O avanço das exportações reflete não apenas o aumento da produção, mas também a consolidação da confiança internacional na qualidade da fibra brasileira.

Cenário global pode sustentar preços do algodão

No mercado internacional, o cenário de oferta e demanda segue apertado. A projeção aponta consumo global de aproximadamente 26,510 milhões de toneladas, acima da oferta estimada em 25,265 milhões de toneladas, o que pode contribuir para sustentar as cotações da fibra no mercado mundial.

Leia Também:  Agtech Calice expande atuação no Brasil e mira crescimento estratégico em 2026
Mercado interno mais cauteloso e busca por qualidade

No Brasil, o mercado doméstico apresenta comportamento mais conservador. As fiações têm adotado postura cautelosa nas compras, priorizando qualidade da matéria-prima e reduzindo o apetite por contratos de longo prazo, especialmente em um ambiente de juros elevados.

Uso do algodão avança para além do setor têxtil

Durante as discussões do setor, também ganhou destaque a valorização das fibras naturais e a ampliação do uso do algodão em novas aplicações industriais. Além do vestuário, o produto vem sendo incorporado em segmentos como saúde, construção civil, defesa e materiais funcionais, ampliando seu potencial de inovação e agregação de valor na cadeia produtiva.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA