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Maioria dos brasileiros considera o agronegócio essencial para a economia, revela pesquisa

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Uma pesquisa realizada pela Tereos, empresa líder em açúcar e alimentos presente em 15 países, em parceria com o Instituto DataFolha, revelou que 76% da população brasileira reconhece o agronegócio como um setor fundamental para a economia do país. O estudo, que entrevistou mais de 2 mil pessoas em todas as regiões do Brasil, também apontou contrastes na percepção dos brasileiros sobre mudanças climáticas, aquecimento global e responsabilidades ambientais, em um ano marcado pela preparação para a COP 30.

Os dados revelam um alto índice de desconhecimento sobre temas ambientais. Segundo o levantamento, 34% dos brasileiros afirmam não saber o que são mudanças climáticas, percentual que sobe para 54% entre as classes sociais D e E. Além disso, 51% dos entrevistados disseram não saber quais ações poderiam adotar para reduzir as emissões de gases de efeito estufa.

Apesar da falta de informação, há um consenso sobre a importância da preservação ambiental. Quando questionados sobre “ações para cuidar do futuro do planeta”, 55% dos entrevistados apontaram a preservação ambiental como prioridade, seguidos por 29% que destacaram o descarte correto do lixo e 15% que mencionaram o uso consciente da água. Quanto à responsabilidade pela sustentabilidade, 38% atribuíram ao governo, 32% à sociedade como um todo e 22% às indústrias.

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No que diz respeito às soluções ambientais, 41% dos entrevistados defenderam o plantio de árvores como ação prioritária, seguido pelo investimento em energias renováveis (35%) e a redução do uso de combustíveis fósseis (34%). Quando questionados sobre combustíveis limpos, 51% mencionaram o etanol, mas um dado curioso é que gasolina e diesel também foram citados por mais de 20% dos entrevistados, evidenciando um desconhecimento sobre os impactos ambientais desses combustíveis.

O levantamento também apontou divergências quanto ao impacto do agronegócio nas emissões de gases de efeito estufa. Para 38% dos entrevistados, a agricultura nacional é uma grande emissora desses gases, enquanto 29% acreditam que o setor contribui de forma moderada para as emissões. Apenas 4% enxergam o agronegócio como um aliado essencial no combate às mudanças climáticas.

Entretanto, a pesquisa também mostrou uma visão positiva sobre o setor. Para 89% dos entrevistados, o Brasil deveria buscar reconhecimento como referência em agronegócio sustentável, equilibrando produção e preservação ambiental. E 76% afirmaram que o agronegócio tem um papel central na economia nacional.

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Para Felipe Mendes, diretor de Sustentabilidade, Novos Negócios e Relações Institucionais da Tereos, os dados revelam que, apesar do avanço na conscientização sobre mudanças climáticas, ainda há uma lacuna entre o discurso e a prática. “É fundamental aprimorar a comunicação sobre o tema, trazendo informações claras e acessíveis para toda a sociedade”, afirmou.

Pierre Santoul, diretor-presidente da Tereos Brasil, complementa: “O agronegócio é uma ferramenta poderosa para mitigar os efeitos das mudanças climáticas. Nossa produção já segue as mais rigorosas exigências internacionais, garantindo produtividade e sustentabilidade”.

A pesquisa reforça a necessidade de uma estratégia de comunicação mais eficaz, capaz de alinhar o amplo reconhecimento do potencial brasileiro no agronegócio com um maior entendimento sobre mudanças climáticas e ações individuais para um futuro mais sustentável. Com o Brasil sendo protagonista na produção agropecuária mundial, a construção de uma narrativa bem fundamentada e educativa pode ser determinante para o reconhecimento global do país como modelo de agricultura sustentável.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Exportações de algodão de Mato Grosso batem recorde em junho e China amplia compras da pluma brasileira

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As exportações de algodão em pluma de Mato Grosso registraram um novo recorde para o mês de junho, consolidando o protagonismo do estado no comércio internacional da fibra. Impulsionadas pelo forte avanço da demanda chinesa e pela competitividade da pluma brasileira, as vendas externas apresentaram crescimento expressivo em relação ao mesmo período do ano passado.

De acordo com análise semanal do Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea), elaborada com base em dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), o Brasil exportou 217,04 mil toneladas de algodão em pluma em junho de 2026. Embora o volume represente uma retração de 25,46% frente a maio, houve avanço de 63,41% na comparação com junho de 2025.

Mato Grosso lidera exportações brasileiras de algodão

Em Mato Grosso, os embarques somaram 154,18 mil toneladas em junho, resultado que representa queda mensal de 20,70%, mas crescimento de 66,38% em relação ao mesmo mês do ano anterior.

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O desempenho estabeleceu um novo recorde para junho na série histórica da Secex, reforçando a liderança do estado nas exportações brasileiras de algodão.

Safra 2024/25 mantém ritmo forte nas vendas externas

No acumulado da safra 2024/25, entre agosto de 2025 e junho de 2026, Mato Grosso exportou 1,97 milhão de toneladas de algodão em pluma.

O volume representa um crescimento de 13,57% em comparação ao mesmo período da temporada anterior, evidenciando o fortalecimento da presença brasileira no mercado internacional da fibra.

China amplia importações e consolida liderança entre os compradores

Segundo o Imea, a China permaneceu como o principal destino do algodão mato-grossense na safra 2024/25.

As compras chinesas cresceram 53,97% em relação ao ciclo anterior e passaram a representar 19,75% de todas as exportações de algodão realizadas pelo estado.

O instituto atribui esse avanço à maior competitividade da pluma brasileira em um cenário de elevada oferta exportável, fator que aumentou a atratividade do produto nacional frente aos concorrentes internacionais.

Mato Grosso concentra embarques para o mercado chinês

Com o forte crescimento da demanda asiática, Mato Grosso respondeu por mais da metade das exportações brasileiras de algodão destinadas à China, reforçando sua posição estratégica no abastecimento do maior mercado consumidor mundial da fibra.

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A combinação entre elevada produção, qualidade da pluma e competitividade nos preços segue fortalecendo o estado como principal polo exportador de algodão do Brasil e um dos mais relevantes fornecedores do mercado global.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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