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Parceria entre empresas brasileiras cria o primeiro adubo orgânico rastreado por inteligência artificial

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Uma nova solução para a redução das emissões de gases de efeito estufa resultantes da destinação inadequada de resíduos orgânicos foi desenvolvida no Brasil. Por meio de uma parceria entre a greentech Carrot.eco e a Tera Ambiental, especializada em gestão de resíduos em Jundiaí (SP), foi criado o primeiro adubo orgânico rastreado por inteligência artificial.

Um dos principais desafios enfrentados pelas grandes empresas na destinação de resíduos orgânicos é a comprovação de que o material foi efetivamente transformado em adubo. Atualmente, não há como garantir que os resíduos enviados para pátios de compostagem sejam totalmente reciclados. Embora as empresas de fertilizantes ofereçam garantias, a falta de rastreamento adequado torna o processo vulnerável a falhas e fraudes.

Para resolver essa questão, as empresas desenvolveram uma tecnologia que monitora, de forma integral, todo o ciclo dos resíduos orgânicos, desde a sua origem até a transformação final em fertilizante.

A tecnologia integra o software da Carrot.eco, baseado em blockchain – a mesma tecnologia usada para garantir a segurança das transações de criptoativos – ao sistema logístico da Tera Ambiental. Essa combinação permite o rastreamento de lodo de esgoto, a principal matéria-prima do adubo produzido pela Tera, desde a sua origem até a produção do fertilizante, garantindo maior confiabilidade e transparência ao processo.

Além disso, o uso de adubo orgânico contribui para a redução das emissões de gases de efeito estufa, uma vez que esse tipo de fertilizante emite menos gases nocivos ao meio ambiente e otimiza o uso de fertilizantes minerais e nitrogenados. Estudos recentes indicam que os níveis de óxido nitroso na atmosfera, gás 300 vezes mais potente que o CO2, aumentaram 40% desde 1980, principalmente devido ao uso de fertilizantes à base de nitrogênio.

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A parceria também resultou na criação de créditos de reciclagem, que serão comercializados a empresas e investidores do setor ambiental. Esses créditos servem como comprovante de destinação correta de resíduos e podem ser usados por empresas que não conseguem reciclar toda a sua produção.

A Tera Ambiental produz aproximadamente 30 mil toneladas de fertilizantes orgânicos por ano em sua planta em Jundiaí. Embora o projeto com a Carrot.eco ainda seja experimental, a empresa planeja expandir o processo. A Tera transforma resíduos orgânicos de diversas origens, como setores industriais, agroindustriais e urbanos, com destaque para o lodo gerado no tratamento de esgoto do município de Jundiaí.

Com a nova tecnologia, as grandes empresas que necessitam comprovar a destinação adequada de seus resíduos agora têm a garantia de que a Tera Ambiental cumpriu sua função de reciclar a totalidade dos resíduos orgânicos, atendendo assim às exigências do escopo 3 do Protocolo de Gases de Efeito Estufa (GHG Protocol), que trata das emissões indiretas de gases de efeito estufa na cadeia de valor.

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Lívia Baldo, diretora da Tera Ambiental, destaca: “Com esta auditoria em blockchain, agregamos valor ao nosso produto. As empresas que enviam seus resíduos para a Tera são as primeiras no país a garantir 100% de reciclagem dos resíduos orgânicos. Quem compra nosso adubo sabe que ele contribui para a redução de emissões e foi produzido em parceria com empresas responsáveis ambientalmente.”

A Carrot.eco vê uma grande oportunidade de escalabilidade na economia circular, especialmente diante da crescente incidência de extremos climáticos. Estima-se que apenas 0,1% dos resíduos orgânicos no Brasil sejam reciclados. Ian McKee, CEO da Carrot.eco, afirma: “O resíduo orgânico é 100% reciclável. Nossa meta é conectar toda a cadeia de geradores, transportadores e recicladores para que não seja mais necessário enviar resíduos orgânicos para aterros e lixões. Se dobrarmos a circularidade, resolveremos 50% dos problemas climáticos globais.”

O projeto chamou a atenção de autoridades internacionais, incluindo municípios da Califórnia, nos Estados Unidos. Além disso, a Carrot.eco foi convidada pela AWS, empresa da Amazon, para apresentar a tecnologia durante a Climate Week, realizada no último mês nos Estados Unidos.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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INPI dá parecer favorável à Coffee++ e fortalece marca brasileira em disputa com a Nestlé

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A Coffee++, empresa brasileira voltada ao segmento de cafés especiais, obteve um avanço relevante em sua disputa jurídica contra a Nestlé. No dia 25 de abril de 2026, o Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) emitiu parecer técnico no processo de nulidade envolvendo as marcas, posicionando-se de forma favorável à empresa nacional.

A manifestação do INPI representa um reforço institucional à legitimidade e distintividade da marca brasileira, além de ampliar a segurança jurídica da Coffee++ em sua atuação no mercado interno e em expansão internacional.

Parecer do INPI fortalece posição da marca brasileira

Com o posicionamento técnico, a Coffee++ consolida um importante resultado dentro do processo, reforçando sua identidade como marca inovadora e devidamente registrada no Brasil.

Segundo o CEO da Coffee++, Leonardo Montesanto, o parecer representa um marco estratégico para a empresa.

“Com o parecer do INPI, a Coffee++ consolida uma vitória significativa em sua trajetória, reafirmando sua posição como marca brasileira legítima, inovadora e respaldada oficialmente pelo principal órgão de propriedade industrial do país”, afirmou.

Entenda o histórico da disputa

A controvérsia teve início em junho de 2025, quando a Coffee++ identificou o lançamento internacional de um produto da Nestlé com nome “Coffee+”, considerado semelhante à marca brasileira.

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Em julho do mesmo ano, a empresa brasileira enviou notificação extrajudicial à multinacional. A Nestlé respondeu formalmente em agosto de 2025, mantendo sua posição.

Posteriormente, em 24 de setembro de 2025, a multinacional ingressou com ação judicial na 12ª Vara Federal do Rio de Janeiro, solicitando a nulidade dos registros da Coffee++ no Brasil.

Decisão reforça proteção à inovação nacional

O parecer técnico emitido pelo INPI é interpretado como um reforço à proteção de marcas brasileiras em disputas com grandes grupos internacionais, além de destacar a importância da inovação no setor de café especial.

Entre os principais impactos do posicionamento estão:

  • Preservação da identidade estratégica da marca brasileira
  • Fortalecimento da segurança jurídica para expansão internacional
  • Reconhecimento institucional da legitimidade da Coffee++
  • Reforço à competitividade e inovação no mercado de cafés especiais
Mercado de cafés especiais segue em expansão

O caso ocorre em um momento de crescimento do mercado de cafés especiais no Brasil, segmento que tem ganhado espaço tanto no consumo interno quanto nas exportações. A consolidação de marcas nacionais é vista como fator estratégico para ampliar a presença do país em nichos de maior valor agregado.

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Com o parecer do INPI, a Coffee++ ganha fôlego institucional em meio à disputa e reforça o movimento de valorização de marcas brasileiras no cenário global do agronegócio e da indústria de alimentos.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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