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Colheita de Soja no Brasil Atinge 15% da Área Cultivada, Impulsionada por Paraná e Mato Grosso

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A colheita da safra 2024/25 de soja no Brasil alcançou, na última quinta-feira (6), 15% da área cultivada, apresentando um avanço significativo em comparação com os 9% registrados na semana anterior, mas com uma redução frente aos 23% alcançados no mesmo período do ano passado, conforme dados da AgRural. O estado do Paraná lidera o processo de colheita, com um terço de sua área já concluída. Mato Grosso também obteve um progresso considerável na semana, apesar de enfrentar condições climáticas menos favoráveis para o trabalho das máquinas.

As chuvas ocorridas na semana passada trouxeram certo alívio para as lavouras do sul do Rio Grande do Sul, após um janeiro marcado por escassas precipitações. No entanto, algumas regiões do noroeste do estado estão enfrentando períodos prolongados, superiores a 15 dias, de chuvas fracas. As altas temperaturas também têm sido uma preocupação. Como a safra gaúcha apresenta um ciclo mais tardio, sendo a definição da produtividade dependente de condições climáticas em fevereiro, é fundamental monitorar a evolução do clima no estado nas próximas semanas.

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Em relação ao milho, a semeadura da safrinha 2025 alcançou 20% da área no Centro-Sul até quinta-feira (6), um avanço expressivo em relação aos 9% da semana anterior, mas abaixo dos 38% registrados no mesmo período do ano passado, segundo a AgRural. O ritmo é forte no Paraná e em Mato Grosso do Sul, mas há um atraso considerável em Mato Grosso e Goiás, onde os produtores estão atentos à janela ideal de plantio, que se encerra no final de fevereiro.

Além disso, a colheita do milho verão no Centro-Sul avançou para 18% da área até quinta-feira (6), frente aos 14% da semana passada e 25% registrados no mesmo período do ano anterior. Nesta semana, São Paulo iniciou a colheita de seus primeiros talhões, acompanhando os estados do Sul, que tradicionalmente têm um calendário mais antecipado.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Valor da produção agropecuária atinge R$ 1,4 trilhão em maio

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Mato Grosso manteve a liderança nacional do Valor Bruto da Produção Agropecuária (VBP) em maio de 2026, com faturamento estimado em R$ 213,5 bilhões, o equivalente a cerca de 15% de toda a produção agropecuária do País, segundo dados da Secretaria de Política Agrícola do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). O desempenho reforça o peso do estado como principal polo do agronegócio brasileiro, puxado sobretudo pela soja e pelo milho.

O resultado estadual ocorre em um cenário de VBP nacional ainda elevado, de R$ 1,4 trilhão, embora com recuo de 4,6% em relação ao mesmo período do ano anterior. No caso mato-grossense, a liderança se mantém mesmo diante da queda de preços de commodities relevantes no mercado internacional, que impactaram o ritmo de crescimento do indicador em diversas regiões do País.

A força de Mato Grosso no ranking nacional está diretamente associada à concentração de grandes lavouras mecanizadas e à escala de produção de grãos, com destaque para a soja, que segue como principal produto do agronegócio brasileiro em geração de receita, seguida por milho, cana-de-açúcar, café e algodão.

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No recorte estadual, a participação de Mato Grosso reflete também o peso do Centro-Oeste na formação do VBP nacional, região que concentra parte significativa da produção de grãos destinada à exportação. O estado atua como principal origem da soja embarcada para o mercado externo e como um dos maiores fornecedores de milho safrinha do País.

Apesar do desempenho positivo no ranking, o cenário nacional mostra heterogeneidade entre os produtos agropecuários. Enquanto algumas culturas registraram forte retração de preços, como cacau, laranja e arroz, outras apresentaram crescimento, com destaque para batata-inglesa, feijão, mandioca e tomate, segundo o levantamento do Mapa.

Na pecuária, o VBP nacional também apresentou leve queda, influenciado por recuos em segmentos como suínos, frango, ovos e leite, enquanto a bovinocultura registrou avanço e se manteve como principal atividade do setor. Esses movimentos ajudam a explicar a desaceleração do indicador agregado, apesar do patamar ainda elevado de faturamento no campo.

O VBP é calculado mensalmente pelo Ministério da Agricultura com base nas estimativas de produção e nos preços recebidos pelos produtores rurais, funcionando como um termômetro do faturamento bruto gerado dentro das propriedades agrícolas. Os dados de 2026 são preliminares e refletem as informações disponíveis até maio.

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Fonte: Pensar Agro

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