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Eleições nos EUA e Expansão da Economia Chinesa Podem Afetar Comércio de Commodities

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Na semana passada, a consultoria Veeries, sob a liderança de Marcos Rubin, realizou uma visita à China para discutir aspectos cruciais da economia global e do setor agrícola. Entre os temas abordados, destacou-se o impacto potencial de um retorno de Donald Trump à presidência dos Estados Unidos nas relações comerciais entre EUA e China, especialmente nas commodities agrícolas. A possibilidade de uma nova guerra comercial causa apreensão, já que a primeira fase do conflito, iniciada em 2018, reduziu significativamente as importações chinesas de soja americana, beneficiando o Brasil, que ocupou parte desse espaço.

Com as eleições norte-americanas previstas para 5 de novembro, as pesquisas apontam uma disputa acirrada entre Trump e a atual vice-presidente, Kamala Harris, o que amplia as incertezas para o setor agrícola e o comércio bilateral entre as duas potências.

Outro ponto discutido foi o ritmo mais moderado de crescimento da economia chinesa, que agora enfrenta desafios distintos dos anos anteriores. Com a infraestrutura amplamente consolidada e um setor de construção civil sobrecarregado, a China está ajustando suas expectativas de crescimento. Este cenário exige novas estratégias econômicas para lidar com um ritmo de expansão mais baixo.

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Além disso, o governo chinês tem reforçado investimentos em segurança alimentar e aumento da produção agrícola, incluindo a ampliação do uso de tecnologia e o incentivo ao crescimento das propriedades rurais. O aumento no tamanho médio das propriedades reflete uma tendência para ganhos de escala e produtividade, o que poderá influenciar tanto a produção local quanto o comércio internacional de commodities. Essas mudanças estruturais na agricultura chinesa têm o potencial de remodelar o mercado global de alimentos, com impacto direto sobre os principais exportadores globais.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Colheita do café chega a 84% apesar do atraso provocado pelo clima

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A colheita da safra brasileira de café chegou a 84% da produção estimada, mas está atrasada em relação aos anos anteriores. Em igual período de 2025, 94% do volume já havia sido retirado das lavouras. A média dos últimos cinco anos para esta época é de 90%. O avanço foi de seis pontos porcentuais em uma semana, favorecido pelo retorno do tempo seco às principais regiões produtoras.

O atraso está concentrado no café arábica, que representa a maior parte da produção de Minas Gerais. A colheita da variedade alcançou 77%, ante 91% no mesmo período do ano passado e média histórica de 85%.

No caso do canéfora, grupo que reúne conilon e robusta, os trabalhos estão praticamente concluídos. A colheita atingiu 99%, resultado semelhante ao de 2025 e ligeiramente superior à média de 98% dos últimos cinco anos.

Minas Gerais concentra a maior parte da produção brasileira de arábica e deverá colher 33,4 milhões de sacas de 60 quilos em 2026, segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). O volume representa praticamente metade das 66,7 milhões de sacas previstas para o País.

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A estimativa mineira é 29,8% superior à da temporada anterior. O aumento foi favorecido pelo ciclo de bienalidade positiva dos cafezais e pelas condições climáticas registradas antes da floração e durante a formação dos grãos.

As chuvas fora de época, porém, prejudicaram a retirada do café das lavouras e a secagem nos terreiros. O excesso de umidade também aumentou a queda de frutos no solo, o que pode comprometer a qualidade de parte dos lotes e reduzir a disponibilidade de cafés de melhor bebida.

O problema atingiu principalmente áreas do Sul de Minas, maior região produtora de arábica do País. O tempo seco dos últimos dias permitiu a retomada dos trabalhos, mas não eliminou o atraso acumulado.

A entrada mais lenta do café novo mantém o mercado atento à oferta brasileira. Os estoques certificados na Bolsa de Nova York permanecem baixos, o que aumenta a reação das cotações a qualquer problema climático ou sinal de perda de qualidade.

A Conab estima que o Brasil produza 45,8 milhões de sacas de arábica em 2026, crescimento de 28% sobre o ano anterior. Para o canéfora, a previsão é de 20,9 milhões de sacas, alta de 0,8%.

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Nas próximas semanas, o produtor deverá concentrar esforços na conclusão da colheita e na secagem dos grãos. Em Minas Gerais, a qualidade dos lotes será decisiva para determinar quanto da safra maior conseguirá alcançar os mercados que pagam mais pelo café.

Fonte: Pensar Agro

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