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Agrishow celebra 30 anos destacando o futuro do agronegócio

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A Agrishow, maior feira de tecnologia agrícola da América Latina, chega à sua 30ª edição em 2025, consolidando-se como um dos principais eventos do setor. Com o tema “O Futuro do Agro de A a Z”, a feira será realizada de 28 de abril a 2 de maio, em Ribeirão Preto (SP), e apresentará as mais recentes inovações e tendências que estão moldando o agronegócio.

Desde sua primeira edição, em 1994, quando recebeu 15 mil visitantes, a Agrishow experimentou um crescimento exponencial, atingindo mais de 195 mil participantes em anos recentes — um aumento de 1.200%. Para 2025, a expectativa é de um público superior a 195 mil pessoas, incluindo visitantes de mais de 50 países. Além disso, mais de 800 marcas nacionais e internacionais, de países como Itália, Espanha, Alemanha, Colômbia, Holanda, China e Hong Kong, já confirmaram presença.

Agrishow como impulsionadora do setor

Para João Marchesan, presidente da Agrishow, celebrar três décadas de existência é um marco significativo para o setor. “Ao longo desses 30 anos, contribuímos para moldar o agronegócio brasileiro e impulsionar o crescimento de um dos pilares da economia nacional. Isso nos orgulha e reforça nosso compromisso em promover um agro cada vez mais rentável, tecnológico e sustentável”, destaca.

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Marchesan enfatiza que a feira reflete os avanços e investimentos realizados no setor ao longo dos anos. “A indústria brasileira de máquinas e implementos agrícolas tem evoluído continuamente, estando preparada para atender tanto o mercado interno quanto o externo. O Brasil também se destaca em áreas como agricultura de precisão, desenvolvimento de insumos para aumento da produtividade e aplicação de tecnologias inovadoras que auxiliam na tomada de decisões no campo”, afirma.

Atrações e experiências para o público

Com uma área de mais de 520 mil metros quadrados, a Agrishow 2025 proporcionará aos visitantes uma experiência imersiva em diversas iniciativas. Entre as atrações mais aguardadas estão:

  • Agrishow Labs: espaço dedicado a startups que apresentam soluções inovadoras para as demandas do setor agrícola.
  • Agrishow Pra Elas: ambiente voltado à participação feminina no agronegócio, com palestras, workshops técnicos e oportunidades de networking.
  • Lounge dos Embaixadores: local de encontro entre influenciadores digitais do agronegócio e seus seguidores, proporcionando interações descontraídas.
Compromisso com ESG e sustentabilidade

Mais do que um espaço para exposição de máquinas e equipamentos agrícolas, a Agrishow reforça seu compromisso com a sustentabilidade e a responsabilidade social. Segundo Liliane Bortoluci, diretora da Informa Markets, empresa organizadora do evento, a feira tem ampliado suas iniciativas de ESG (ambiental, social e governança). “Nosso compromisso é com o futuro do agronegócio e do Brasil. Queremos deixar para as próximas gerações a certeza de que é possível unir desenvolvimento a boas práticas sustentáveis”, ressalta.

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Dentre as ações ambientais promovidas pela feira, destaca-se a parceria com a cooperativa Cooperagir, responsável pelo reaproveitamento de mais de 50 toneladas de resíduos recicláveis, gerando renda para famílias locais. Além disso, em 2024, mais de 200 toneladas de resíduos de madeira provenientes dos estandes foram reaproveitadas para a geração de energia e projetos paisagísticos, reduzindo impactos ambientais. A organização também orienta expositores a otimizar o consumo energético durante os períodos de inatividade.

Ingressos já disponíveis

Os ingressos para a Agrishow 2025 já estão à venda no site oficial (agrishow.com.br). O primeiro lote, com entradas a R$ 70,00, estará disponível até 23 de fevereiro. Os visitantes também podem adquirir tickets de estacionamento, com preços entre R$ 70,00 e R$ 110,00 por dia.

A 30ª edição da Agrishow promete ser um marco na história do agronegócio brasileiro, reafirmando sua importância como plataforma de inovação, negócios e sustentabilidade para o setor.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Acordo Mercosul-UE entra em vigor e abre mercado para agro brasileiro, com desafios distintos para café e frutas

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Após mais de duas décadas de negociações, o acordo entre Mercosul e União Europeia inicia uma nova fase com a entrada em vigor do chamado Acordo Interino de Comércio, marcando a abertura gradual do mercado europeu para produtos do agronegócio brasileiro. A partir de 1º de maio, o foco recai sobre o Pilar Comercial, permitindo a redução imediata de tarifas sem a necessidade de aprovação pelos parlamentos dos 27 países do bloco europeu.

O movimento representa uma janela relevante de oportunidades para o Brasil, mas com impactos distintos entre setores. Enquanto o café solúvel avança de forma mais gradual e sob forte pressão regulatória, o segmento de frutas tende a capturar benefícios mais rapidamente, embora ainda enfrente desafios logísticos e sanitários.

Acesso ampliado, mas condicionado à sustentabilidade

A abertura tarifária não garante, por si só, o aumento das exportações. Especialistas destacam que o acesso ao mercado europeu dependerá do cumprimento de exigências ambientais rigorosas, especialmente ligadas ao Regulamento da União Europeia para Produtos Livres de Desmatamento (EUDR).

Nesse cenário, produtores brasileiros precisarão comprovar, de forma estruturada, a rastreabilidade e a sustentabilidade de suas cadeias produtivas. A adaptação a essas regras deve ser um dos principais desafios no curto prazo, sobretudo para o setor cafeeiro.

Café solúvel: recuperação gradual e exigências mais rígidas

No caso do café solúvel, o acordo prevê redução tarifária progressiva ao longo de quatro anos. Já na fase inicial, há uma diminuição de 1,8 ponto percentual sobre a tarifa atual, hoje em 9%.

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O setor avalia que o novo cenário pode ajudar o Brasil a recuperar participação no mercado europeu, perdida nas últimas décadas. Atualmente, a União Europeia responde por cerca de 20% a 22% das exportações brasileiras de café solúvel, com volume próximo de 16 mil toneladas ao ano.

Mesmo em caráter provisório, o acordo já começa a gerar efeitos positivos. Empresas exportadoras iniciaram negociações com compradores europeus, que passaram a demandar informações detalhadas sobre o novo ambiente tarifário e as condições de fornecimento.

A expectativa é de crescimento gradual das exportações, acompanhando a redução das tarifas e o avanço na adequação às exigências ambientais.

Frutas: ganho mais imediato e expansão de mercado

Para o setor de frutas, o impacto tende a ser mais direto, embora varie conforme o produto. Algumas categorias, como a uva de mesa, passam a ter tarifa zerada já na entrada em vigor do acordo. Outras frutas seguirão cronogramas de redução tarifária que podem se estender por quatro, sete ou até dez anos.

A avaliação do setor é de que o cenário é positivo, com potencial de aumento da competitividade e ampliação da presença brasileira no mercado europeu.

Exportadores já iniciaram processos de adaptação, com ajustes na documentação e nos padrões exigidos pelos compradores internacionais. A tendência é de avanço mais rápido em relação ao café, especialmente pela menor pressão regulatória ambiental direta sobre algumas cadeias produtivas.

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Desafios estruturais e competitividade

Apesar da abertura comercial, especialistas apontam que o principal obstáculo não está na produção, mas na capacidade de organização e adequação às exigências do mercado europeu.

A necessidade de consolidar sistemas de rastreabilidade, comprovação de origem e conformidade ambiental exige investimentos e coordenação entre produtores, cooperativas e exportadores.

Cenário político e limites do acordo

Outro ponto relevante é que o acordo mais amplo entre Mercosul e União Europeia ainda não foi totalmente ratificado, especialmente no que se refere às cláusulas ambientais. No entanto, a entrada em vigor do pilar comercial reduz a capacidade de países críticos ao acordo de interferirem no curto prazo.

Na prática, isso significa que a redução de tarifas já passa a valer, mesmo sem consenso total dentro do bloco europeu.

Perspectivas para o agro brasileiro

A implementação do acordo inaugura uma nova fase para o comércio entre Brasil e União Europeia, com potencial de ampliar exportações e diversificar mercados. No entanto, o sucesso dessa abertura dependerá diretamente da capacidade do agronegócio brasileiro de atender às exigências regulatórias e fortalecer sua competitividade internacional.

A janela está aberta, mas o avanço efetivo dependerá da adaptação do setor às novas regras do comércio global.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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