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Paraná Alcança Recorde Histórico na Exportação de Carne Suína

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O Paraná atingiu um marco inédito ao superar, pela primeira vez, a marca de 100 mil toneladas de carne suína exportadas em um único semestre. De acordo com o Boletim Semanal de Conjuntura Agropecuária do Departamento de Economia Rural (Deral), divulgado na última quinta-feira (30), entre julho e dezembro de 2024, o estado exportou 104,3 mil toneladas do produto, um crescimento de 19,2% em relação ao recorde anterior, registrado no segundo semestre de 2023.

Expansão para Novos Mercados

O aumento expressivo nas exportações foi impulsionado pelo crescimento das vendas para parceiros tradicionais, como Uruguai (+17,8%), Vietnã (+40,8%), Singapura (+5,8%) e Cuba (+17,7%). Além disso, a entrada em novos mercados fortaleceu ainda mais a demanda, com destaque para as Filipinas, que importaram 10,2 mil toneladas, e a República Dominicana, com 2,2 mil toneladas adquiridas.

A Argentina também se consolidou como um dos principais destinos da carne suína paranaense, registrando um impressionante crescimento de 386,2% nas importações. Em dezembro de 2024, o país assumiu a liderança como maior comprador mensal, importando 2,9 mil toneladas, superando Hong Kong, que adquiriu 2,5 mil toneladas no mesmo período.

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Recuperação do Mercado Argentino

Apesar do crescimento recente, as exportações para a Argentina ainda não atingiram os volumes registrados em 2021, quando o país importou 12,3 mil toneladas no segundo semestre. No entanto, o desempenho de 9,98 mil toneladas em 2024 já supera as 7,3 mil toneladas enviadas em 2022, sinalizando uma recuperação gradual do mercado argentino.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Agro dobra empregos em 20 anos e sustenta mais de 50% da economia

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O avanço do agronegócio em Mato Grosso redesenhou o mercado de trabalho e consolidou o setor como base da economia estadual. Em duas décadas, o número de trabalhadores ligados ao agro saltou de cerca de 173 mil em 2006 para 449 mil em 2026, segundo o Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea) — crescimento de quase 160%.

O movimento acompanha a expansão da produção e da área cultivada. Mato Grosso lidera a produção nacional de grãos, com safras que superam 100 milhões de toneladas somando soja, milho e algodão. A área agrícola do Estado ultrapassa 20 milhões de hectares cultivados, dentro de um território de cerca de 90 milhões de hectares, o que evidencia o espaço ainda disponível para intensificação produtiva.

Esse crescimento dentro da porteira puxou a geração de empregos fora dela. A cadeia do agro — que inclui transporte, armazenagem, processamento e serviços — passou a absorver mão de obra em ritmo mais acelerado, especialmente a partir de 2021, com o avanço da agroindustrialização e o aumento do volume produzido.

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O peso econômico é direto. O agronegócio responde por cerca de 50% a 55% do Produto Interno Bruto (PIB) de Mato Grosso, de acordo com estimativas do próprio Imea e de órgãos estaduais. Na prática, isso significa que mais da metade de toda a riqueza gerada no Estado está ligada ao campo.

Esse protagonismo se reflete na dinâmica regional. Municípios com forte presença agrícola concentram maior circulação de renda, impulsionando comércio, serviços e construção civil. O efeito multiplicador do agro faz com que cada safra movimente não apenas a produção, mas toda a economia local.

Ao mesmo tempo, o perfil da mão de obra vem mudando. A incorporação de tecnologia no campo e na indústria exige trabalhadores mais qualificados, enquanto a expansão logística amplia a demanda por serviços especializados. O resultado é um mercado de trabalho mais diversificado, que vai além das atividades tradicionais da agricultura.

Fonte: Pensar Agro

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