AGRONEGÓCIO

Apreciação do Real Impulsiona Preços do Açúcar pelo Sexto Dia Consecutivo

Publicado em

O mercado de açúcar manteve-se em alta nesta quarta-feira (29), impulsionado pela valorização do real frente ao dólar. Esse movimento favoreceu a recuperação dos preços da commodity nas bolsas internacionais, marcando o sexto pregão consecutivo de ganhos. Em Nova York, na ICE Futures, os contratos reverteram as perdas recentes e alcançaram valores mais elevados após atingirem a mínima de cinco meses na semana passada, segundo fontes consultadas pela Reuters.

Na ICE Futures de Nova York, o contrato para março/2025 do açúcar bruto foi negociado a 19,45 centavos de dólar por libra-peso, um avanço de 22 pontos ou 1,1% em relação à sessão anterior. O contrato com vencimento em maio/2025 também registrou alta, sendo comercializado a 17,99 cts/lb, um acréscimo de 19 pontos. Os demais vencimentos variaram entre 6 e 17 pontos positivos.

Apesar das preocupações com um possível excesso de oferta global, a alta do real diante do dólar reduziu o incentivo às exportações por parte das usinas brasileiras, contribuindo para a valorização dos contratos, conforme relatado pela Reuters.

Leia Também:  Colheita avança no Sul enquanto safrinha entra em fase crítica
Desempenho em Londres

Na ICE Futures Europe, em Londres, o açúcar branco também apresentou ganhos em todas as telas. O contrato para março/2025 foi cotado a US$ 522,90 por tonelada, um aumento de US$ 11,40 em relação ao preço da véspera. O vencimento para maio/2025 subiu US$ 5,10, sendo negociado a US$ 504,90 por tonelada. Os demais contratos tiveram alta entre US$ 2,50 e US$ 5,20.

Mercado Interno

No Brasil, o açúcar cristal voltou a registrar valorização após três dias de queda, conforme o Indicador Cepea/Esalq, da USP. A saca de 50 quilos foi negociada a R$ 151,79, representando um avanço de 1,44% em comparação aos R$ 149,63 registrados na terça-feira.

Etanol Hidratado

Diferentemente do açúcar, o etanol hidratado registrou ligeira desvalorização na quarta-feira, segundo o Indicador Diário Paulínia. O biocombustível foi comercializado a R$ 2.928,00 por metro cúbico, contra R$ 2.930,00 na sessão anterior, uma queda de 0,07%.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

AGRONEGÓCIO

Inverno no Rio Grande do Sul exige manejo reforçado para proteger vacas leiteiras e manter a produtividade

Published

on

As condições climáticas do inverno no Rio Grande do Sul demandam atenção especial dos produtores de leite para preservar a saúde do rebanho e evitar impactos na produtividade. Apesar da boa adaptação das vacas da raça Holandesa às baixas temperaturas, a combinação de frio, vento e alta umidade representa um desafio importante para o manejo das propriedades leiteiras.

Segundo a superintendente técnica substituta da Associação dos Criadores de Gado Holandês do Rio Grande do Sul (Gadolando), Maíza Scheleski, o frio, por si só, não costuma comprometer o desempenho dos animais. Pelo contrário, as temperaturas mais amenas podem até favorecer a produção de leite.

“As vacas leiteiras da raça Holandesa toleram muito bem o frio, que pode inclusive contribuir para o conforto térmico e para a produção. O maior desafio durante o inverno gaúcho é a associação entre frio, vento e umidade, característica frequente nesta época do ano”, explica.

Umidade e barro aumentam riscos sanitários

Entre as principais recomendações para o período está a manutenção de ambientes secos e protegidos, especialmente após chuvas. A presença constante de barro e umidade favorece a proliferação de agentes causadores de doenças e pode comprometer diretamente o bem-estar animal.

Leia Também:  Futuros do açúcar encerram semana com alta nas bolsas internacionais

De acordo com a especialista, os impactos são observados principalmente na saúde dos cascos e na incidência de mastite, uma das enfermidades que mais geram prejuízos à atividade leiteira.

“É fundamental garantir que os animais tenham acesso a áreas secas e protegidas. O excesso de umidade aumenta significativamente os riscos de problemas nos cascos e favorece a ocorrência de mastite”, destaca.

Terneiras exigem atenção redobrada no inverno

As categorias mais jovens do rebanho também estão entre as mais vulneráveis às condições climáticas adversas. Durante o inverno, cresce a incidência de doenças respiratórias, tornando essencial a adoção de medidas preventivas.

Instalações limpas, camas secas, proteção contra correntes de vento e ambientes adequadamente manejados contribuem para reduzir os riscos sanitários e melhorar o desenvolvimento dos animais.

Segundo Maíza, o conforto das terneiras deve ser tratado como prioridade para minimizar perdas e garantir melhores índices produtivos no futuro.

Nutrição, conforto e sanidade são fundamentais

Além da infraestrutura adequada, fatores como alimentação balanceada, monitoramento sanitário e manejo eficiente continuam sendo determinantes para o desempenho do rebanho durante os meses mais frios do ano.

Leia Também:  Mercado de leite de búfala deve crescer com aquisição da Levitare pela Tirolez

A especialista ressalta que a combinação de boas práticas de manejo, nutrição adequada e atenção ao conforto animal permite que os produtores atravessem o inverno sem comprometer a produtividade da atividade leiteira.

Com planejamento e cuidados preventivos, é possível reduzir os efeitos das condições climáticas típicas do Sul do Brasil, preservar a saúde dos animais e manter a eficiência dos sistemas de produção de leite.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA