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Abilio dialoga com cuidadoras e garante que não haverá redução salarial

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O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini, deixou o gabinete na tarde desta quarta-feira (29) para conversar diretamente com um grupo de cuidadoras de crianças com deficiência (CADs), que estavam reunidas na Praça Alencastro. As profissionais cobravam esclarecimentos sobre a remuneração e a continuidade do serviço prestado à rede municipal de ensino.

Diante da preocupação da categoria, Abilio garantiu que não haverá redução salarial e que os valores já acordados serão mantidos. Além disso, anunciou a ampliação do quadro de profissionais, que passará de 1.097 para 1.700 cuidadoras, reforçando o compromisso da gestão com a inclusão e o suporte adequado às crianças com deficiência.

Garantia de atendimento na sala de aula

Com o início do ano letivo marcado para o dia 3 de fevereiro, o prefeito assegurou que todas as crianças terão assistência garantida em sala de aula. Ele explicou que a nova empresa responsável pelo serviço, Oeste Serviços, já atua em diversas cidades do Brasil e está trabalhando em parceria com a Prefeitura para agilizar a recontratação das CADs que já atuavam na rede municipal.

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“Nenhuma criança ficará sem atendimento. Nosso compromisso é garantir que as CADs estejam nas escolas no primeiro dia de aula ”cuidando de nossos alunos especiais”, afirmou Abilio. Segundo ele, além da recontratação das profissionais que já estavam na rede, outras 603 novas cuidadoras serão selecionadas para ampliar o atendimento.

Contrato dentro da legalidade

O prefeito destacou que o novo contrato emergencial segue todos os parâmetros legais e que a remuneração das cuidadoras continuará dentro dos valores estabelecidos pelo Ministério do Trabalho. A manifestação das CADs, segundo ele, reflete a natural insegurança diante das mudanças na gestão do serviço, mas a prefeitura está empenhada em garantir um processo de transição transparente e sem prejuízos para os profissionais ou para as crianças atendidas.

O encontro entre Abilio e as cuidadoras aconteceu na Praça Alencastro, após uma reunião com vereadores e uma coletiva de imprensa no Palácio Alencastro. O prefeito reforçou que a gestão municipal mantém diálogo aberto com os trabalhadores e que todas as decisões tomadas visam aprimorar a qualidade do serviço prestado às crianças com deficiência na rede municipal de ensino.

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Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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AGRONEGÓCIO

Soja brasileira caminha para safra recorde de 182 milhões de toneladas e reforça liderança global em 2026

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A soja brasileira segue consolidando sua posição como principal protagonista do agronegócio mundial. De acordo com o relatório AgroInfo Junho 2026, divulgado pelo Rabobank, o Brasil deverá colher uma safra histórica de 182 milhões de toneladas na temporada 2025/26, volume que representa um acréscimo de 10 milhões de toneladas em comparação ao ciclo anterior.

O resultado reflete a combinação entre expansão moderada da área cultivada e condições climáticas favoráveis ao desenvolvimento das lavouras, fortalecendo ainda mais a competitividade do país no mercado internacional.

Produção recorde fortalece oferta brasileira

Segundo a análise do RaboResearch Food & Agribusiness, o desempenho da safra brasileira confirma o elevado potencial produtivo do setor, mesmo em um ambiente global marcado por incertezas geopolíticas e oscilações nos preços das commodities.

Além do crescimento da produção, a demanda pela oleaginosa continua apresentando sinais robustos, sustentando perspectivas positivas para toda a cadeia produtiva.

Exportações seguem em ritmo acelerado

As exportações brasileiras de soja mantêm forte desempenho em 2026. Dados compilados pelo Rabobank mostram que os embarques entre janeiro e maio registraram crescimento de 8% em relação ao mesmo período do ano passado.

A expectativa é que o Brasil exporte aproximadamente 113 milhões de toneladas ao longo do ano, estabelecendo um novo recorde e ampliando em cerca de 5 milhões de toneladas o volume embarcado em comparação a 2025.

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Mesmo diante da valorização do real frente ao dólar e do aumento dos custos logísticos internos, a soja brasileira continua altamente competitiva no mercado global, especialmente em relação aos principais concorrentes internacionais.

Mercado internacional influencia preços

Durante o primeiro semestre de 2026, os preços da soja foram fortemente impactados pelo cenário geopolítico internacional.

A expectativa de exportações expressivas dos Estados Unidos para a China ajudou a sustentar as cotações na Bolsa de Chicago (CBOT), enquanto o conflito envolvendo Estados Unidos e Irã impulsionou os preços do petróleo e dos óleos vegetais, incluindo o óleo de soja.

Esse movimento levou os contratos da oleaginosa a alcançarem níveis próximos de US$ 12,20 por bushel em março. Entretanto, a valorização observada em Chicago não se refletiu integralmente nos preços recebidos pelos produtores brasileiros.

A combinação entre prêmios mais baixos nos portos e a valorização do real limitou os ganhos no mercado interno, mantendo as cotações em reais relativamente estáveis ao longo do período.

Esmagamento cresce com margens mais atrativas

Outro destaque do relatório é o fortalecimento da indústria de processamento.

Mesmo com o adiamento do aumento da mistura obrigatória de biodiesel ao diesel, as margens de esmagamento foram beneficiadas pela valorização do óleo de soja.

No primeiro trimestre de 2026, o volume processado atingiu 14,3 milhões de toneladas, crescimento de 10% em relação ao mesmo período de 2025.

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A tendência é que a demanda por derivados continue sustentando o avanço do esmagamento ao longo do ano.

Clima nos Estados Unidos e El Niño entram no radar

Nas últimas semanas, os fundamentos de mercado voltaram a assumir protagonismo na formação dos preços globais.

O avanço do plantio e as boas condições das lavouras norte-americanas pressionaram as cotações da soja em Chicago, que registraram queda próxima de 5% durante junho.

Segundo o Rabobank, caso o clima continue favorável nos Estados Unidos, os preços poderão sofrer novas correções no curto prazo.

Por outro lado, após o início da colheita norte-americana, a atenção dos investidores deverá migrar para a América do Sul, especialmente para os possíveis impactos do fenômeno El Niño sobre a safra brasileira 2026/27.

Perspectivas para o produtor

Apesar da volatilidade dos mercados internacionais e das incertezas climáticas para a próxima temporada, o cenário para a soja brasileira permanece amplamente favorável.

A combinação entre safra recorde, crescimento das exportações, aumento do esmagamento e forte demanda global reforça o papel estratégico da cultura para o agronegócio nacional.

No entanto, produtores devem acompanhar atentamente fatores como o comportamento do clima, a evolução da demanda chinesa, os custos logísticos e os movimentos do câmbio, que continuarão exercendo influência direta sobre a rentabilidade do setor nos próximos meses.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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