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Preço do Biodiesel Cai Abaixo de R$ 6 Após 10 Semanas

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O preço do litro do biodiesel recuou abaixo da marca de R$ 6 pela primeira vez em dez semanas. De acordo com os dados mais recentes divulgados pela ANP, o preço médio do biocombustível negociado entre usinas e distribuidores, entre os dias 13 e 19 de janeiro de 2025, foi de R$ 5.959,42. Isso representa uma queda de 2,9% em relação à semana anterior.

Este novo movimento de baixa acumula uma redução de 8,8% nos preços desde que a tendência de alta que prevaleceu durante boa parte de 2024 começou a se inverter na 47ª semana do ano passado. O recuo traz os preços de volta aos níveis observados no final de outubro e início de novembro de 2024.

Estabilidade do Indexador e Margem das Usinas

Apesar da queda nos preços, o Indexador BiodieselBR tem se mantido em uma faixa relativamente estável, variando entre R$ 5.589,94 e R$ 5.239,16 por metro cúbico (m³), com o indicador da última semana ficando em R$ 5.380,01 por m³. Esse valor reflete o custo que as usinas enfrentam para adquirir as matérias-primas necessárias, como óleo e metanol, para produzir um metro cúbico de biodiesel. Consequentemente, a margem de lucro das usinas, após cobrirem os custos com as matérias-primas, caiu para menos de R$ 580,00 por m³, o valor mais baixo registrado desde a 44ª semana de 2024.

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Queda Generalizada nos Preços por Região

A redução de preços foi observada em todas as regiões do Brasil, com destaque para o Centro-Oeste, onde o recuo foi de 6,6%. Outras regiões também apresentaram quedas significativas, com a menor redução sendo registrada no Norte, com uma baixa de 1,7%. Assim, os preços do biodiesel variaram entre R$ 6.258,67 por m³ no Nordeste e R$ 5.824,89 por m³ no Sul. Nas regiões Norte e Nordeste, o preço do biodiesel ainda permanece acima da marca de R$ 6 por litro.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Por que o milho das festas juninas está mais caro mesmo com safra recorde no Brasil? Entenda os fatores por trás do aumento

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O milho é o grande protagonista das festas juninas no Brasil, presente em receitas tradicionais como pamonha, canjica, curau, bolos e na espiga cozida vendida em barracas e quermesses. No entanto, o que chama atenção em 2026 é o contraste entre a abundância da produção agrícola e o preço elevado do alimento nas celebrações.

Mesmo com uma safra recorde, o consumidor final ainda paga caro pelo produto pronto, evidenciando que o valor do milho vai muito além da porteira.

Brasil registra safra recorde, mas preço do milho em grão recua no campo

De acordo com dados do IBGE, a produção brasileira de milho atingiu 141,7 milhões de toneladas em 2025, estabelecendo um novo recorde nacional. O cenário é de ampla oferta do cereal no mercado interno.

No campo, os preços seguem em trajetória de queda. Levantamentos do setor indicam que:

  • O milho em grão acumula queda superior a 4% em 12 meses
  • A saca do cereal registra desvalorização próxima de 10% em relação ao ano anterior

Apesar disso, essa redução não tem sido repassada ao consumidor final que compra o produto pronto nas festas juninas.

Espiga pode custar até R$ 15 em festas juninas pelo país

Enquanto o preço do grão recua, o valor da espiga cozida nas festas juninas segue elevado. Em diferentes regiões do país, os preços variam significativamente:

  • Boa Vista e Recife: cerca de R$ 5 por espiga
  • São Paulo (eventos estruturados): até R$ 15 por unidade
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A diferença evidencia que o custo do milho servido nas quermesses é influenciado por uma cadeia complexa de serviços, e não apenas pelo valor da matéria-prima.

Do campo à festa: cadeia de custos explica distorção de preços

A formação do preço do milho consumido nas festas juninas envolve uma série de etapas além da produção agrícola. Entre os principais fatores estão:

  • Transporte e logística
  • Combustível
  • Gás e carvão utilizados no preparo
  • Mão de obra temporária
  • Aluguel de espaços em eventos
  • Taxas e custos operacionais de festas e quermesses

Esses elementos acabam representando uma parcela significativa do valor final pago pelo consumidor, muitas vezes superior ao custo do próprio alimento.

Qualidade do milho começa no manejo da lavoura

Antes de chegar às festas, o milho depende diretamente das condições de produção no campo. Fatores como fertilidade do solo, disponibilidade de nutrientes e manejo agronômico adequado são determinantes para a qualidade da espiga.

A adubação correta influencia o desenvolvimento da planta, garantindo melhor enchimento de grãos, uniformidade e aparência comercial valorizada no mercado de alimentos.

O fornecimento equilibrado de nutrientes como nitrogênio, fósforo e potássio também impacta diretamente produtividade e qualidade do milho destinado ao consumo humano.

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Fertilidade do solo e tecnologia elevam valor agregado do milho

Segundo o CEO da GIROAgro, Leonardo Sodré, a boa safra não impacta apenas o volume produzido, mas também a necessidade de investimentos em tecnologia e manejo adequado.

“A perspectiva de uma boa safra é importante não apenas para garantir o abastecimento, mas também para estimular investimentos em tecnologia, inovação e desenvolvimento de soluções que aumentem a produtividade e a qualidade das lavouras”, destaca.

Ele ressalta ainda que, no milho destinado ao consumo humano, a fertilização adequada é essencial para garantir padrão comercial e valor agregado.

Milho segue como símbolo cultural e motor econômico das festas juninas

Muito além do campo, o milho ocupa papel central nas celebrações juninas em todo o país, especialmente em estados como Pernambuco, Paraíba, Bahia, Ceará, Rio Grande do Norte e São Paulo.

A cadeia produtiva envolvida nas festas movimenta produtores rurais, cooperativas, distribuidores, supermercados, comerciantes ambulantes, restaurantes e organizadores de eventos.

O resultado é um fenômeno econômico e cultural: mesmo com a queda no preço do grão, o valor final ao consumidor segue elevado, refletindo a complexidade da cadeia entre a produção agrícola e o consumo nas festas populares brasileiras.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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