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Mercado de frango brasileiro apresenta estabilidade de preços, com perspectivas limitadas de reajustes

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O mercado de frango brasileiro manteve preços estáveis ao longo da última semana, com valores acomodados tanto no mercado de frango vivo quanto no atacado. O analista Fernando Iglesias, da Safras & Mercado, observa que o cenário atual oferece pouco espaço para ajustes de preços no curto prazo, devido a fatores como o comportamento dos custos com nutrição animal e o impacto do milho no custo de produção.

Iglesias destaca que o primeiro semestre pode ser desafiador, com os preços do milho no mercado brasileiro sendo um fator crucial para os custos do setor. No entanto, o analista acredita que há uma chance de recuperação dos preços na primeira quinzena de fevereiro, impulsionada pela demanda interna e pelas exportações.

Expectativa de recuo no atacado

O mercado atacadista de carne de frango se manteve estável na última semana, mas a expectativa é de uma possível queda nos preços durante o restante do mês, especialmente na segunda quinzena, período caracterizado pela menor demanda. Iglesias observa que, apesar disso, o mercado interno continua apresentando condições favoráveis, com boas perspectivas de recuperação de preços no curto prazo, especialmente durante a primeira quinzena de fevereiro.

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Em termos de exportações, o Brasil segue com um desempenho positivo, mantendo elevados volumes de embarques, o que contribui para a estabilidade do mercado. A previsão é que esse cenário continue no início do ano, sustentando a demanda externa pela carne de frango brasileira.

Preços internos e variação nas praças

O levantamento realizado por Safras & Mercado mostrou uma variação nos preços dos cortes congelados de frango ao longo da semana. No atacado de São Paulo, o preço do peito caiu de R$ 11,45 para R$ 10,70 o quilo, a coxa passou de R$ 8,55 para R$ 8,00 e a asa de R$ 13,85 para R$ 13,60. Na distribuição, as quedas foram semelhantes, com o peito recuando de R$ 11,55 para R$ 10,90 e a coxa de R$ 8,75 para R$ 8,20.

Nos cortes resfriados, os preços também apresentaram recuos, com o peito congelado no atacado caindo de R$ 11,55 para R$ 10,80 e a coxa de R$ 8,65 para R$ 8,10. No mercado de distribuição, a coxa e o peito também tiveram redução de preços.

A cotação do frango vivo se manteve estável em diversas regiões do Brasil, com valores de R$ 5,50 no estado de São Paulo e R$ 5,45 no Mato Grosso do Sul e Goiás, entre outros. No Ceará e no Pará, os preços continuaram elevados, com valores de R$ 7,70 e R$ 8,35, respectivamente.

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Exportações aquecidas

As exportações brasileiras de carne de frango e seus derivados seguiram em ritmo forte em janeiro de 2025, com o país exportando 263,486 mil toneladas no mês, o que representa uma média diária de 21,957 mil toneladas. O valor total das exportações alcançou US$ 472,3 milhões, com um preço médio de US$ 1.792,60 por tonelada. Em comparação com janeiro de 2024, houve um aumento de 40,1% no valor médio diário exportado, além de um crescimento de 28,6% na quantidade média diária e uma alta de 9% no preço médio da tonelada.

Esses números refletem a manutenção de um mercado externo robusto, que continua impulsionando as exportações brasileiras, ajudando a manter o equilíbrio no setor mesmo diante de pressões internas.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Mercado de café na Ásia enfrenta escassez de oferta e preocupa traders com riscos climáticos do El Niño

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O mercado de café no Sudeste Asiático segue operando com oferta restrita e baixa liquidez nas últimas semanas, em um cenário marcado pela retenção de vendas no Vietnã, atrasos na colheita da Indonésia e crescente preocupação com os impactos climáticos associados ao possível retorno do fenôeno El Niño. A avaliação é da Hedgepoint Global Markets, que monitora o comportamento do mercado global da commodity.

Segundo a análise, o Vietnã — maior produtor mundial de café robusta — registrou forte desempenho nas exportações até abril da safra 2025/26, embarcando 18,6 milhões de sacas, volume 23,9% superior ao observado no mesmo período do ciclo anterior.

Vietnã reduz disponibilidade de café após vendas aceleradas

De acordo com a Hedgepoint Global Markets, os produtores vietnamitas aproveitaram os preços elevados, a maior oferta da safra e a menor presença do Brasil nas exportações nos últimos meses para intensificar as vendas no início da temporada.

Com grande parte da produção já comercializada e o país entrando no período de entressafra, os produtores passaram a reduzir o ritmo de novos negócios, diminuindo a disponibilidade de café no mercado internacional.

Esse movimento levou compradores a buscar alternativas na Indonésia. No entanto, o país também enfrenta dificuldades de oferta.

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Chuvas atrasam colheita de café na Indonésia

As chuvas intensas registradas nas últimas semanas provocaram atrasos no início da colheita da safra 2026/27 da Indonésia, reduzindo a disponibilidade imediata do produto e limitando os volumes exportados.

“A safra 26/27 da Indonésia tinha previsão de começar em abril, com volumes maiores chegando ao mercado a partir de maio. No entanto, chuvas intensas ao longo do mês passado atrasaram o início da colheita, limitando a disponibilidade de café”, afirma Laleska Moda, analista de Inteligência de Mercado da Hedgepoint Global Markets.

Oferta restrita sustenta preços do café robusta

O cenário de menor disponibilidade na Ásia também tem sustentado os preços internacionais do café robusta, principalmente porque a entrada da safra brasileira 2026/27 ainda ocorre de forma lenta, apesar da expectativa de produção recorde.

Outro fator que contribui para o suporte das cotações é o fortalecimento do real frente ao dólar, condição que reduz o interesse de produtores brasileiros em acelerar vendas no curto prazo.

El Niño amplia preocupações para próximas safras

Além das restrições imediatas de oferta, o clima segue no radar do mercado cafeeiro global. No Vietnã, abril registrou chuvas abaixo da média após um março mais úmido, aumentando as preocupações sobre a floração e o desenvolvimento das lavouras.

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As atenções do mercado se concentram na possibilidade de formação de um novo episódio de El Niño ao longo do segundo trimestre, fenômeno que pode afetar a disponibilidade hídrica nas regiões produtoras.

“Até o momento, nenhum impacto negativo foi relatado, e chuvas adicionais são esperadas nos próximos dias, o que deve proporcionar algum alívio aos agricultores”, destaca Laleska Moda.

Segundo a analista, os maiores riscos climáticos ainda estão concentrados nas próximas temporadas.

“Os principais riscos são vistos atualmente para a safra 27/28, já que o El Niño poderia restringir a disponibilidade de água para irrigação e atrasar a floração do café”, afirma.

Mercado segue atento à oferta global de café

Com estoques reduzidos no Vietnã, atraso da colheita na Indonésia e incertezas climáticas para os próximos ciclos, o mercado internacional de café segue monitorando de perto a evolução da oferta asiática.

A combinação entre menor disponibilidade imediata e riscos climáticos futuros mantém o setor em alerta e reforça a volatilidade nas cotações globais do café robusta.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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