AGRONEGÓCIO
Sanidade como fator determinante para o êxito das exportações de Santa Catarina, aponta Sindicarne
Publicado em
22 de janeiro de 2025por
Da Redação
Santa Catarina segue como referência internacional de sanidade na pecuária, sendo um dos principais fatores para o sucesso das suas exportações, conforme destaca o presidente do Sindicato das Indústrias de Carne e Derivados no Estado de Santa Catarina (Sindicarne), José Antônio Ribas Júnior. O Estado é responsável por 20% das exportações brasileiras de frango e 50% das exportações de suínos. Em 2024, Santa Catarina exportou 1,97 milhão de toneladas de carnes, incluindo frango, suíno, peru, pato, marreco e bovino, registrando um aumento de 6,6% no volume e uma receita de US$ 4,15 bilhões, um crescimento de 3,2% em comparação ao ano anterior.
Ribas Júnior enfatiza que, enquanto o mundo enfrenta desafios sanitários nas cadeias produtivas de diversos países, o Brasil se mantém livre de muitas dessas doenças, graças ao trabalho sério de todos os envolvidos. Ele ressalta que a credibilidade internacional do sistema sanitário brasileiro, incluindo os cuidados de Santa Catarina, resulta da combinação de custos competitivos, qualidade reconhecida e rigoroso controle sanitário, condições que garantem o acesso a mercados exigentes.
A sustentabilidade e a constante evolução das exigências sanitárias também são destacadas pelo dirigente. Segundo ele, para que o Estado continue a expandir suas exportações e a atrair investimentos, é fundamental manter o status sanitário e investir em ciência e conhecimento. “Estamos comprometidos com o futuro, integrando elementos de sustentabilidade que asseguram nosso crescimento e a geração de riqueza para o País”, afirma.
O presidente do Sindicarne também elogia o trabalho do Instituto Catarinense de Sanidade Agropecuária (ICASA), que, em 2025, celebrará 20 anos de sua fundação. O ICASA é uma parceria público-privada que desempenha um papel essencial no controle sanitário da cadeia produtiva de proteína animal em Santa Catarina. “O ICASA é um patrimônio do nosso setor, um exemplo de sucesso que tem contribuído de maneira relevante para a sanidade e o crescimento do agronegócio”, diz Ribas Júnior.
O ICASA realiza um trabalho constante de prevenção, com suporte técnico especializado, incluindo médicos veterinários, para garantir a saúde dos rebanhos e a conformidade com as normas sanitárias. Seu apoio aos órgãos oficiais foi decisivo para a obtenção do status de área livre de febre aftosa sem vacinação, concedido pela Organização Mundial da Saúde Animal (OIE). O Instituto também fornece suporte direto aos produtores rurais, facilitando a documentação necessária para o trânsito e rastreamento de animais e colaborando com o sistema de defesa sanitária estadual.
Ribas Júnior conclui destacando que o sucesso de Santa Catarina é o resultado de 20 anos de trabalho conjunto entre produtores rurais, agroindústrias, governo e entidades de defesa sanitária. “O protagonismo de Santa Catarina é admirado por outros estados, e nosso modelo de atuação segue gerando resultados extraordinários, estabelecendo novos recordes e permitindo grandes conquistas para o agronegócio brasileiro”.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Decisão judicial extingue ação da Aprosoja que cobrava R$ 1,1 bilhão por Moratória da Soja
Published
1 hora agoon
15 de outubro de 2026By
Da Redação
A Justiça de Mato Grosso encerrou a ação em que a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT) cobrava R$ 1,1 bilhão de empresas e entidades por prejuízos que atribuía à Moratória da Soja. A sentença, proferida na terça-feira (13), fecha na primeira instância a tentativa de obter uma reparação coletiva aos agricultores atingidos pelas restrições de compra do acordo.
A cobrança buscava compensar perdas que, segundo a associação, decorreram da dificuldade de vender soja mesmo quando a produção atendia à legislação ambiental. A Aprosoja-MT pretendia que empresas comercializadoras, entidades setoriais e seus representantes respondessem financeiramente por esses danos.
O processo discutia os efeitos de um pacto do qual a Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) anunciou sua saída em janeiro de 2026. A retirada ocorreu após a entrada em vigor da lei mato-grossense que restringiu incentivos fiscais a empresas participantes de acordos com exigências superiores às da legislação ambiental. Em agosto, depois do julgamento do Supremo Tribunal Federal (STF), a entidade reafirmou que não pretendia retomar a moratória. Saiba mais aqui
Criado em 2006, o compromisso previa a recusa de soja cultivada em áreas do bioma Amazônia desmatadas depois de julho de 2008. A restrição alcançava também áreas abertas com autorização. Para a Aprosoja-MT, esse critério prejudicava agricultores que cumpriam a lei, mas encontravam menos alternativas de compradores para sua produção.
A saída das empresas e a cobrança pelas perdas anteriores seguiram caminhos diferentes. Enquanto a Abiove abandonou o pacto coletivo, a associação dos produtores manteve a tentativa de responsabilizar seus participantes pelos efeitos que atribuía à aplicação das restrições.
Essa cobrança foi atingida pelo julgamento do STF de 12 de agosto. O Supremo considerou que o acordo respeitava a Constituição e determinou o encerramento dos processos judiciais e administrativos baseados na sua suposta ilegalidade, inclusive dos pedidos de responsabilização financeira. A Vara Especializada em Ações Coletivas de Cuiabá aplicou essa ordem ao processo da Aprosoja-MT. portal.stf.jus.br
Com isso, o pedido de R$ 1,1 bilhão foi encerrado antes da análise dos prejuízos alegados. A sentença deixa os agricultores representados pela associação sem a reparação buscada nessa ação e afasta das empresas processadas, nesta primeira instância, a cobrança coletiva.
O Supremo também manteve as leis estaduais que restringem incentivos a participantes de acordos dessa natureza. Estabeleceu, porém, que a retirada de benefícios deve respeitar os prazos tributários e a proteção das isenções concedidas mediante condições assumidas pelas empresas. O resultado preservou tanto a validade jurídica do pacto quanto a possibilidade de os estados estabelecerem condições para conceder incentivos.
Na mesma sentença, a Justiça rejeitou os pedidos para que a Aprosoja-MT pagasse honorários, despesas processuais e multa por má-fé. A associação teve sua cobrança encerrada, mas ficou livre dessas despesas reclamadas pelos réus.
Na comercialização atual, a Abiove informou que suas associadas passaram a atender individualmente às exigências dos mercados compradores. Para o produtor, as condições de aceitação da soja dependem das políticas de cada empresa. Já a sentença desta semana trata da disputa pelas perdas atribuídas ao antigo compromisso coletivo e encerra, nessa primeira instância, a tentativa de recuperação desses valores.
Isan Rezende
Com isso, os produtores representados pela Aprosoja-MT não receberão qualquer indenização das empresas ligadas à Moratória da Soja. A Aprosoja-MT buscava responsabilizar empresas e entidades por prejuízos que atribuía à moratória. Seu argumento era que agricultores que respeitavam a legislação ambiental também podiam ficar sem acesso a compradores por causa das exigências do acordo.
O presidente do Instituto do Agronegócio (IA), Isan Rezende, lamentou a decisão. “O encerramento da ação frustra a expectativa de reparação dos produtores que se consideram prejudicados pela Moratória da Soja. A cobrança da Aprosoja procurava dar uma resposta a quem cumpriu a legislação ambiental, investiu na propriedade e encontrou restrições para vender. A sentença encerrou esse pedido sem examinar os prejuízos alegados. Isso precisa ficar claro para o agricultor”, comentou.
“O problema comercial continua exigindo atenção. O produtor precisa saber, antes de plantar e de assumir compromissos, quais critérios serão usados para receber sua soja. Quem trabalha dentro da lei precisa de previsibilidade para investir. Também é necessário dar transparência às exigências dos compradores, para que o agricultor consiga avaliar suas alternativas de venda e os custos envolvidos”, disse Rezende.
“Agora, o setor precisa concentrar esforços para ampliar mercados e construir condições comerciais mais claras. Sair de um acordo coletivo não significa, necessariamente, abandonar as restrições de compra. Por isso, a representação dos produtores deve acompanhar as regras adotadas por cada empresa e buscar soluções que preservem o acesso aos mercados e a renda de quem produz”, recomendou o presidente do IA.
Fonte: Pensar Agro
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