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Prefeitura e MP discutem estratégias de atendimento para crianças autistas e com deficiência na educação

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O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini, reuniu-se com o Ministério Público do Estado (MPE), representado pelo promotor Miguel Slhessarenko Júnior, vereadores, representantes da sociedade civil e famílias atípicas para discutir estratégias que garantam o acesso das crianças autistas e com deficiência às Cuidadoras de Alunos com deficiência (CADs) nas escolas e creches da rede municipal de ensino.

O encontro, realizado na terça-feira (21), contou com a participação das vereadoras Maysa Leão e Samantha Iris e Coronel Dias. Além da presidente da Associação dos Amigos dos Autistas Neurodiversos e Pessoas com Doenças Raras Presidente (AMAND-MT), Helena Amaral, e da secretária municipal de Educação, Solange Pereira.

“Queremos garantir o acompanhamento adequado das nossas crianças e, ao mesmo tempo, valorizar as profissionais que trabalham com elas. A inclusão e acessibilidade são pilares fundamentais da nossa gestão, e estamos abertos ao diálogo com o Ministério Público, vereadores e toda a sociedade para garantir ações transparentes e eficazes”, afirmou o prefeito Abilio Brunini.

Durante a reunião, os participantes debateram alternativas para melhorar os serviços de apoio na educação inclusiva, especialmente na atuação das CADs, profissionais que acompanham e auxiliam os alunos com necessidades especiais. O prefeito também anunciou que não renovará o contrato com a empresa Conviva, responsável pela contratação e gestão das CADs. A decisão foi tomada após diversas reclamações de pais e mães sobre a qualidade do serviço no último ano, incluindo denúncias de falta de valorização das profissionais, cobertura insuficiente de crianças e acúmulo de funções.

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A vereadora Maysa Leão destacou a importância da iniciativa: “Esse encontro no Ministério Público foi fundamental para as mães e as CADs de Cuiabá. Discutimos com o prefeito e a equipe da educação as melhores soluções para avançarmos na educação inclusivo”.

Samantha Íris reforçou o compromisso da gestão em atender às famílias atípicas: “Estamos cientes de todas as necessidades e buscando as melhores soluções para atender às famílias. Ainda há um longo caminho, pois herdamos uma gestão que negligenciou essa área por muito tempo”.

A prefeitura busca implementar novas estratégias para garantir que o retorno às aulas em 2025 já tenha um modelo de inclusão estruturado e eficiente. A valorização das CADs e a cobertura integral das crianças da rede municipal permanecem como prioridades.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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Preço do trigo no Brasil fecha primeiro semestre de 2026 em alta, mas junho registra desaceleração nas negociações

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O mercado brasileiro de trigo encerrou o primeiro semestre de 2026 com tendência de valorização nos preços, apesar da desaceleração observada nas negociações em junho. O cenário foi sustentado principalmente pela baixa disponibilidade de produto da safra velha, estoques internos apertados e maior necessidade de importação para suprir a demanda doméstica.

Segundo o analista da Safras & Mercado, Elcio Bento, o comportamento dos preços reflete um equilíbrio ainda frágil entre oferta e demanda.

“O primeiro semestre foi marcado pela recomposição dos preços. A menor disponibilidade de trigo no mercado interno e a necessidade de importação deram sustentação às cotações, mesmo em um ambiente de liquidez bastante limitada”, destacou.

Mercado do trigo acumula altas expressivas no semestre

Apesar da pressão de baixa registrada em junho, o desempenho acumulado do semestre foi positivo nas principais praças do país.

No Paraná, a média dos preços FOB interior encerrou junho em R$ 1.407 por tonelada, com alta acumulada de 19,9% em relação ao fechamento de 2025. No entanto, o mês registrou recuo de 1,6%, influenciado pela menor demanda dos moinhos e pelo enfraquecimento das referências internacionais.

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No Rio Grande do Sul, o movimento de valorização foi ainda mais intenso no semestre, com avanço de 24,9%. Em junho, porém, houve queda de 5,1%, levando a média para R$ 1.290 por tonelada FOB. Mesmo com a correção, o estado segue sustentado pela escassez de trigo remanescente da safra anterior e pelo forte ritmo de exportações ao longo do período.

Ajuste em junho não muda tendência de alta, diz analista

De acordo com Elcio Bento, a retração observada em junho não representa mudança estrutural no mercado, mas sim um ajuste técnico após meses de valorização.

“O que vimos em junho foi muito mais um ajuste técnico do que uma mudança de tendência. A oferta continua limitada, os estoques seguem apertados e isso impede uma queda mais acentuada dos preços”, analisou.

O ambiente de baixa liquidez continua sendo uma característica marcante do mercado físico brasileiro de trigo. Produtores seguem retendo parte do produto, aguardando melhores condições de preços na entressafra, enquanto os moinhos realizam compras pontuais devido à dificuldade de repasse dos custos ao preço da farinha.

Esse desalinhamento entre oferta e demanda mantém o mercado travado e com negociações limitadas.

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Mercado internacional sustenta cenário de preços no Brasil

No mercado externo, o trigo negociado em Kansas acumulou valorização de 15,5% no primeiro semestre de 2026, mesmo com correções pontuais registradas em junho. Já o trigo argentino, referência importante para a paridade de importação brasileira, avançou 6,7% no período.

Por outro lado, a valorização do real frente ao dólar ao longo do semestre contribuiu para reduzir parte da pressão altista que poderia ter sido transmitida ao mercado doméstico.

Perspectivas para o segundo semestre seguem atreladas ao clima e ao câmbio

Para os próximos meses, o mercado brasileiro de trigo deve permanecer sensível a fatores externos e internos. Entre os principais vetores de atenção estão o desenvolvimento da safra nacional, as condições climáticas na Argentina, o comportamento das bolsas internacionais e as oscilações cambiais.

Segundo o analista, esse conjunto de variáveis continuará sendo determinante para a formação de preços no mercado.

“Esse conjunto de fatores continua oferecendo sustentação estrutural aos preços”, concluiu Elcio Bento.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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