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3tentos Introduz Canola como Alternativa de Cultivo no Rio Grande do Sul

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A partir da safra de inverno de 2026, a 3tentos iniciará a implementação da canola em seu portfólio de cultivos no Rio Grande do Sul. O objetivo é utilizar áreas de cultivo ociosas, oferecendo aos produtores uma alternativa econômica viável. A empresa já começou a disponibilizar sementes e realizar operações de barter, com a intenção de abastecer sua planta de biodiesel em Ijuí, com a produção de canola por três meses.

Uma Alternativa para a Diversificação Agrícola

De acordo com o COO da 3tentos, João Marcelo Dumoncel, a garantia de demanda pela indústria será um dos principais motores do cultivo da canola no estado. “Esta é uma oportunidade para liderarmos o desenvolvimento de uma cultura ainda pouco difundida, mas alinhada a um mercado em plena expansão”, afirmou. Para garantir o sucesso da iniciativa, a 3tentos conduziu pesquisas com sua equipe de 168 agrônomos, tendo como base as melhores práticas do cultivo de canola na Austrália, referência global na produção dessa cultura.

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A canola será implementada como uma alternativa de rotação de inverno, sem competir diretamente com o trigo. Em vez disso, a planta será alternada com o trigo a cada dois ciclos, ajudando a preservar a produtividade do solo e a reduzir a sensibilidade a doenças. Atualmente, o Rio Grande do Sul possui 7 milhões de hectares plantados com soja e 1,3 milhão com trigo, enquanto a área dedicada à canola é de apenas 140 mil hectares.

Benefícios Econômicos e Ambientais

A canola não só oferece uma maior produtividade na extração de óleo (43%, contra 20% da soja), como também traz vantagens ambientais e produtivas. A adaptação da planta para a produção de biodiesel na unidade de Ijuí será simples, sem necessidade de grandes investimentos, e com uma operação ajustada em 24 horas. Além disso, o cultivo de canola favorece a diversificação agrícola e contribui para a melhoria da qualidade dos grãos em rotação. Seu óleo é rico em ômega 3, enquanto o farelo resultante da extração pode ser utilizado na alimentação animal.

Com a introdução da canola, a 3tentos reforça sua estratégia de inovação no agronegócio gaúcho, promovendo a sustentabilidade e oferecendo aos agricultores novas opções produtivas para enfrentar os desafios do mercado.

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Fonte: Portal do Agronegócio

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Brasil deve bater recorde na produção de etanol em 2026/27, projeta DATAGRO

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O Brasil caminha para uma safra histórica no setor sucroenergético. A DATAGRO projetou produção recorde de etanol na temporada 2026/27, impulsionada pela maior oferta de cana-de-açúcar e pelo crescimento global da demanda por biocombustíveis.

As novas estimativas foram apresentadas nesta terça-feira (13), em Nova York, durante a 19ª edição da CITI ISO DATAGRO New York Sugar and Ethanol Conference, realizada na tradicional Sugar Week.

Segundo os dados divulgados por Plinio Nastari, o Centro-Sul do Brasil deverá processar 642,2 milhões de toneladas de cana-de-açúcar na safra 2026/27. A estimativa inclui produção de 40,98 milhões de toneladas de açúcar e 38,61 bilhões de litros de etanol produzido a partir da cana e do milho.

Produção nacional de etanol pode superar 41 bilhões de litros

Considerando também a produção do Nordeste, a DATAGRO estima que o Brasil deverá alcançar moagem total de 698 milhões de toneladas de cana na safra 2026/27.

A projeção nacional aponta para produção de 44,2 milhões de toneladas de açúcar e 41,4 bilhões de litros de etanol, consolidando o país como um dos principais fornecedores globais de energia renovável.

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O avanço da produção ocorre em um cenário de maior direcionamento das usinas para o etanol, principalmente nos primeiros meses da safra atual, movimento favorecido pela demanda crescente por combustíveis renováveis no mercado internacional.

Mercado global de açúcar deve voltar ao déficit em 2026/27

Além das projeções para o Brasil, a DATAGRO também atualizou suas estimativas para o mercado mundial de açúcar.

A consultoria prevê que o ciclo 2025/26 deverá encerrar com pequeno superávit global de 0,57 milhão de toneladas em valor bruto. Já para 2026/27, a expectativa é de déficit de 3,17 milhões de toneladas.

Entre os fatores que sustentam esse cenário estão os possíveis impactos climáticos do fenômeno El Niño sobre importantes produtores asiáticos, como Índia e Indonésia, além da redução de área cultivada na Europa e na Tailândia.

Biocombustíveis ampliam espaço nos setores marítimo e aéreo

A DATAGRO destacou ainda que o aumento das tensões geopolíticas e a busca global por alternativas energéticas renováveis vêm fortalecendo o mercado de biocombustíveis.

Segundo Plinio Nastari, novos mercados vêm surgindo especialmente nos setores marítimo e aéreo, ampliando o potencial de consumo de etanol, biodiesel e metanol verde nos próximos anos.

“O uso de biocombustíveis como substitutos do combustível marítimo pode gerar aumento de demanda entre 0,4 milhão e 1,8 milhão de toneladas por ano até 2029”, afirmou.

As projeções indicam ainda que a demanda global por biocombustíveis voltados ao transporte marítimo poderá alcançar até 72 milhões de toneladas até 2050, reforçando o protagonismo do Brasil no fornecimento de energia limpa e renovável.

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Etanol ganha protagonismo estratégico na transição energética

O cenário projetado pela DATAGRO reforça a crescente importância do etanol brasileiro dentro da agenda global de descarbonização.

Com ampla disponibilidade de matéria-prima, elevada eficiência produtiva e capacidade de expansão sustentável, o Brasil segue consolidando sua posição estratégica no mercado internacional de biocombustíveis, especialmente diante do avanço das políticas globais de redução de emissões de carbono.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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