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BNDES Destina R$ 52,3 Bilhões para o Agro em 2024, Aumento de 26% em Relação ao Ano Anterior

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O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou, entre janeiro e dezembro de 2024, R$ 52,3 bilhões em financiamentos voltados para o setor agropecuário, o que representa um aumento de 26% em relação aos R$ 41,5 bilhões aprovados no ano anterior. Em comparação com 2022, o crescimento foi ainda mais expressivo, alcançando 92% (R$ 27,2 bilhões). Esses recursos foram destinados a produtores rurais, cooperativas, agricultores familiares e agroindústrias, com o objetivo de promover o custeio e o investimento em áreas como ampliação da produção, aquisição de máquinas e equipamentos, armazenagem e inovação.

Em 2024, o BNDES realizou 191.231 operações, um crescimento de 27,9% em relação às 149.430 operações registradas em 2023 e um aumento de 60% em comparação com 2022 (119.304 operações). Esses números englobam tanto as operações realizadas diretamente pelo banco quanto as realizadas por meio de instituições financeiras credenciadas, incluindo empréstimos dos Programas Agropecuários do Governo Federal (PAGFs), que são disponibilizados com juros mais baixos, equalizados pelo Tesouro Nacional, e recursos do Fundo Social.

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O ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, destacou a importância do BNDES para o fortalecimento da agropecuária nacional, enfatizando a relevância das soluções de crédito alinhadas às necessidades do setor. “Temos uma grande parceria, junto ao presidente Mercandate, que sempre esteve à disposição. Focando na inovação e no apoio aos produtores e cooperativas, o BNDES contribui para o crescimento do agro brasileiro e para o desenvolvimento social”, afirmou o ministro.

Por sua vez, o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, reafirmou o papel fundamental da instituição no financiamento do setor agropecuário brasileiro, abrangendo tanto os grandes empresários quanto os pequenos agricultores e cooperativas. “É importante destacar que o aumento do crédito agrícola vem acompanhado de políticas públicas voltadas para a economia de baixo carbono e preservação ambiental”, ressaltou.

Do total de R$ 52,3 bilhões aprovados em 2024, R$ 38,2 bilhões foram destinados a 183.822 operações no âmbito dos Programas Agropecuários do Governo Federal (PAGFs). Desse montante, R$ 10,25 bilhões (57.001 operações) referem-se ao segundo semestre do Plano Safra 2023-2024 (janeiro a junho de 2024), enquanto R$ 27,9 bilhões (126.821 operações) correspondem ao primeiro semestre do Plano Safra 2024-2025 (julho a dezembro de 2024). Além disso, R$ 7,9 bilhões foram disponibilizados por meio de soluções próprias do BNDES, com 7.328 operações realizadas através da linha BNDES Crédito Rural.

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Em termos regionais, o Rio Grande do Sul se destacou com R$ 5,9 bilhões aprovados em 3.523 operações, por meio do programa BNDES Emergencial RS. Este programa visa ações de mitigação e adaptação às mudanças climáticas, bem como a retomada das atividades econômicas no estado.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Algodão recua na Bolsa de Nova York após sequência de altas e mercado acompanha avanço da safra brasileira

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Após semanas consecutivas de valorização, os preços do algodão passaram a registrar recuo na Bolsa de Nova York. A movimentação foi destacada em análise semanal divulgada pelo Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária, que aponta mudanças no cenário climático e no mercado global de commodities como os principais fatores de pressão sobre as cotações da pluma.

Segundo o instituto, o contrato do algodão com vencimento em julho de 2026 chegou a atingir ¢US$ 87,77 por libra-peso no início de maio, acumulando valorização de 33,09% em relação aos níveis observados no começo de março.

No entanto, o movimento perdeu força nos últimos dias, e o contrato encerrou a semana cotado a ¢US$ 77,42 por libra-peso, refletindo uma correção do mercado após a forte alta recente.

Clima nos EUA e petróleo influenciam mercado da pluma

De acordo com o relatório, a valorização observada anteriormente foi impulsionada por fatores como o conflito entre Estados Unidos e Irã, que elevou os preços internacionais do petróleo, além das condições climáticas desfavoráveis durante a semeadura da safra 2026/27 nos Estados Unidos.

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Com a recuperação das condições climáticas nas regiões produtoras norte-americanas, o mercado passou a reavaliar os riscos relacionados à oferta global da fibra.

Outro fator que contribuiu para a retração das cotações foi a queda nos preços do petróleo. Esse movimento aumenta a competitividade das fibras sintéticas derivadas do petróleo em relação ao algodão, reduzindo parte da demanda pela fibra natural no mercado têxtil internacional.

Correções técnicas e safra brasileira ampliam pressão

Além dos fundamentos ligados ao clima e ao petróleo, o mercado também registrou movimentos de realização de lucros e correções técnicas após sucessivas sessões de valorização na Bolsa de Nova York.

O início da colheita da safra brasileira também passou a ocupar o radar dos investidores e agentes do setor.

O avanço da oferta de pluma no Brasil, um dos maiores exportadores mundiais de algodão, tende a ampliar a disponibilidade global da fibra nas próximas semanas, cenário que pode continuar pressionando os preços internacionais.

Mercado segue atento ao comportamento da demanda global

Mesmo com o recente recuo, analistas avaliam que o mercado do algodão ainda permanece sensível a fatores climáticos, geopolíticos e econômicos.

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A evolução da safra norte-americana, o ritmo das exportações brasileiras e o comportamento da demanda da indústria têxtil global continuarão sendo determinantes para a direção das cotações nos próximos meses.

Além disso, o setor acompanha de perto os movimentos do petróleo e das fibras sintéticas, que exercem influência direta sobre a competitividade do algodão no mercado internacional.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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