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Preços do Café Divergem nas Bolsas Internacionais na Abertura da Semana

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Os preços do café abriram esta segunda-feira (20) com comportamentos distintos nas bolsas internacionais. Após registrarem fortes valorizações na última sexta-feira (17), os contratos futuros do robusta recuaram, enquanto o arábica segue em alta.

Na sexta-feira, o robusta apresentou ganhos expressivos, impulsionados pelas preocupações com a redução de suprimentos do Vietnã, maior exportador mundial da variedade. O feriado do Ano Novo Lunar, celebrado no final deste mês, costuma interromper temporariamente o fornecimento de grãos, conforme apontado pelo portal Barchart.

Nesta manhã, por volta das 8h30 (horário de Brasília), os contratos futuros do robusta apresentavam o seguinte desempenho:

  • Janeiro/25: alta de US$ 83, cotado a US$ 5.007/tonelada;
  • Março/25: recuo de US$ 8, negociado a US$ 4.998/tonelada;
  • Maio/25: queda de US$ 10, cotado a US$ 4.952/tonelada;
  • Julho/25: baixa de US$ 10, com preço de US$ 4.871/tonelada.

Produtores brasileiros de conilon/robusta relataram que as chuvas recentes nas principais regiões produtoras estão contribuindo significativamente para o desenvolvimento das lavouras, o que pode influenciar a dinâmica de preços.

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Enquanto isso, o arábica manteve a tendência de alta:

  • Março/25: alta de 120 pontos, cotado a 328,35 cents/lbp;
  • Maio/25: aumento de 145 pontos, negociado a 324,60 cents/lbp;
  • Julho/25: alta de 170 pontos, cotado a 318,25 cents/lbp;
  • Setembro/25: valorização de 150 pontos, alcançando 309,45 cents/lbp.

Segundo relatório da Pine Agronegócios, a oferta total de café não acompanha a produção, e o Brasil pode registrar o menor estoque de passagem desde 2012 — ou até mesmo o menor da série histórica. Contudo, a confirmação depende dos dados de consumo interno que serão divulgados pela Associação Brasileira da Indústria de Café (ABIC).

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Alta tecnologia no agro exige novo perfil: produtor precisa atuar como gestor de passivos para acessar crédito e crescer

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A modernização do agronegócio brasileiro avança em ritmo acelerado, impulsionada por tecnologias cada vez mais sofisticadas e de alto custo. No entanto, o acesso a essas inovações exige uma mudança estrutural no perfil do produtor rural, que precisa ir além do modelo tradicional de financiamento e assumir o papel de gestor de passivos.

Segundo especialistas do setor jurídico e financeiro, instrumentos do mercado de capitais, como os Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRAs) e os Fundos de Investimento nas Cadeias Produtivas Agroindustriais (Fiagros), deixaram de ser alternativas complementares e passaram a ocupar posição central no financiamento do agro.

Crédito tradicional já não acompanha a demanda

Embora o Plano Safra continue sendo relevante, ele já não atende plenamente às necessidades de capital intensivo exigidas pela agricultura de alta tecnologia. O crédito subsidiado, além de limitado, não oferece a agilidade e flexibilidade necessárias para acompanhar o ritmo de inovação no campo.

Nesse contexto, produtores que conseguem acessar o mercado de capitais tendem a ganhar competitividade, produtividade e escala, enquanto aqueles que permanecem restritos ao crédito tradicional enfrentam limitações para expandir seus negócios.

Mercado exige profissionalização da gestão

Diferente do modelo bancário convencional, o acesso a recursos via fundos e investidores institucionais exige um nível elevado de organização e transparência. O produtor passa a ser analisado como uma empresa, e não apenas pela capacidade produtiva ou valor da terra.

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Para viabilizar esse acesso, é necessário cumprir uma série de requisitos estruturais:

  • Organização societária: criação de holdings rurais e separação entre patrimônio pessoal e atividade produtiva
  • Governança e controle: demonstrações financeiras confiáveis, histórico operacional e controles internos bem definidos
  • Regularidade ambiental e fundiária: conformidade com o Cadastro Ambiental Rural (CAR) e licenças atualizadas
  • Segurança contratual: contratos bem estruturados em operações como arrendamento, barter e financiamento
  • Compliance e rastreabilidade: exigências fundamentais, especialmente para investidores estrangeiros
Riscos ocultos exigem atenção redobrada

Apesar das oportunidades, o ingresso no mercado de capitais traz riscos relevantes, principalmente relacionados à estrutura das garantias e cláusulas contratuais.

Entre os principais pontos de atenção estão o excesso de garantias cruzadas — que pode comprometer diferentes ativos simultaneamente — e cláusulas de vencimento antecipado (covenants), que permitem a cobrança imediata da dívida em caso de descumprimentos, mesmo que pontuais.

Outro fator crítico é a menor flexibilidade para renegociação. Diferente dos bancos tradicionais, investidores do mercado financeiro tendem a adotar uma postura mais rígida, o que pode acelerar processos de execução de bens como máquinas, safras e até áreas produtivas.

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Estratégia vai além da taxa de juros

Diante desse cenário, especialistas alertam que o produtor não deve focar apenas nas taxas de financiamento, mas sim na estrutura completa da operação.

A recomendação é avaliar cuidadosamente a distribuição de riscos, limitar o comprometimento de garantias, prever mecanismos de renegociação e proteger ativos estratégicos da propriedade.

Novo agro exige gestão empresarial

A transformação do agronegócio brasileiro passa, cada vez mais, por uma gestão profissional e estratégica. O produtor que se adapta a esse novo ambiente — com organização, governança e visão financeira — amplia suas chances de acessar capital, investir em tecnologia e se manter competitivo no mercado global.

Por outro lado, quem não acompanhar essa evolução pode enfrentar restrições de crédito e perda de competitividade em um setor cada vez mais exigente e integrado ao sistema financeiro.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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